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Vereador Amaury Dias comemora a aprovação da Coordenadoria das Mulheres

O vereador Amaury Dias (PV), comemorou a aprovação do Projeto 013/2019 de iniciativa do Poder Executivo que institui a Coordenaria das Mulheres em Ribeirão Pires.

Segundo o parlamentar

o referido projeto é uma importante inicia na inibição e geração de políticas públicas em favor de mulheres vítimas da violência.

Estima-se que a violência contra a mulher está entre os três tipos de casos mais freqüentes atendidos em Ribeirão Pires, fato mais que alarmante em um país onde esses casos são subnotificados.

Como líder do Governo Kiko Teixeira, Amaury fez apaixonada defesa do projeto se utilizando a Tribuna da Casa.

“Quando falamos sobre violência contra a mulher muitas pessoas pensam em figuras distantes. A violência contra a mulher, lamentavelmente existe em diversas formas e atinge as diferentes classes sociais, credos e étnicos. Os dados são tristes, mas a cada 17 minutos uma mulher é agredida fisicamente no Brasil. A cada 30 minutos uma mulher sofre uma violência moral ou psicológica e a cada duas horas uma mulher é vítima de feminicídio”, disse o vereador.

Segundo ainda Amaury Dias, “a morte é a consequência final de uma série ações violentas contra muitas mulheres e essa Coordenadoria que está sendo aprovada hoje aqui por este parlamento é importante ferramenta para combate e a conscientização de toda a sociedade. Uma mulher que sobre algum tipo de violência precisa ser escutada, precisa de apoio, precisa de orientação e de uma rede de proteção que a apoie na construção de um projeto para que contemple uma vida sem violência e mais feliz”, frisou.

Em outro ponto destacado sobre o tema, Amaury Dias disse sobre a necessidade da desconstrução da sociedade patriarcal.

“Precisamos pensar em como desconstruir a sociedade patriarcal e o machismo. Precisamos todos juntos como construir relações entre os gêneros mais iguais, como conviver a partir da humanidade e não na destruição. Apesar das legislações e das Leis penais serem importantes para que os problemas sociais sejam punidos ou reconhecidos, políticas educativas ainda são requisitadas e necessárias para que a estrutura social e as práticas culturais sejam modificadas. Desta forma, parabenizo o Executivo Municipal e todos os agentes envolvidos na elaboração desse projeto e iniciativa, em especial as Mulheres da Trincheira”, concluiu Amaury Dias.

A proposta foi aprovada por todos os 17 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Ribeirão Pires e agora segue para a sanção do prefeito Kiko Teixeira.

Acompanhe abaixo o pronunciamento do vereador e após o projeto aprovado

Ribeirão Pires lança fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência

A Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires promoveu nessa terça-feira, dia 19, cerimônia de lançamento do Fluxo de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência, na Câmara Municipal. Cerca de 100 pessoas acompanharam a solenidade.

O novo Fluxo atende ao Plano de Governo da atual gestão, seguindo princípios da Agenda 2030 da ONU, atendendo também à demanda do Conselho Municipal de Defesa do Direito das Mulheres e do Coletivo Mulheres na Trincheira.

“Com o novo fluxo de atendimentos humanizado, reforçamos nosso compromisso com a igualdade de gênero, mais um dos itens da Agenda 2030 que estamos cumprindo. As informações sobre esses atendimentos serão inseridas em sistema do Ministério da Saúde, contribuindo nas proposições e aperfeiçoamento permanente das políticas públicas voltadas às mulheres. Agradecemos a todos os profissionais e pessoas engajadas nessa importante causa”, declarou o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira – Kiko, que participou do lançamento.

A proposta da ação é integrar e mobilizar serviços já existentes no município, buscando a humanização do atendimento às moradoras, além de diagnosticar a situação no município e promover políticas públicas eficazes no combate a esse tipo de violência.

Os serviços de saúde, educação, assistência social, segurança, além do atendimento ao trabalhador (PAT) e o Conselho Tutelar foram identificados como principais portas de entrada das demandas, sendo possível identificar diversos tipos de violência – física, psicológica, patrimonial, emocional e sexual.

“O enfrentamento da violência contra a mulher é um compromisso de toda a sociedade. Se somarmos forças teremos uma cidade mais segura para todos nós”, afirmou Thaís Nunes, presidente do Conselho dos Direitos das Mulheres.

“Essa integração dos serviços também inclui a tabulação de dados pelo Sinan, que serão enviados ao Ministério da Saúde para mapear a situação na Estância, facilitando a execução de políticas públicas mais eficazes”, explicou Isabela Hornos, integrante da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, responsável pela apresentação do Fluxo de Atendimento.

Também estiveram presentes no evento o vice-prefeito Gabriel Roncon; a primeira-dama Flávia Dotto; o presidente da Câmara Archeson Teixeira; a secretária de Participação e Inclusão Social, Elza Carlos; a secretária de Educação, Flávia Banwart; secretária de Assistência Social e Cidadania, Elza Iwasaki; a secretária de Saúde, Patrícia Freitas; a secretária de Assuntos Jurídicos, Liz Dotta; a secretária de Governo, Rosangela Vieira; Márcia Gomes, representando o Coletivo Mulheres na Trincheira; além de autoridades municipais e representantes da sociedade civil.

“Esse é um primeiro passo no enfrentamento da questão. O Poder Público tem que se empenhar para combater e promover a queda destes índices de violência. A participação de toda a sociedade é fundamental para que isso aconteça. A vida de uma mulher depende de todos nós”, declarou Márcia Gomes.

ATENDIMENTO
A referência de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual no município é o Hospital e Maternidade São Lucas, localizado na Rua Renato Andreolli, 138 – Centro, com atendimento 24 horas. O local possui o recém-inaugurado serviço do Centro de Referência à Saúde da Mulher, entregue no dia 8 de março. Mesmo se as vítimas de violência sexual derem entrada por outras unidades da rede – como a GCM ou Assistência Social – o novo Fluxo de Atendimento garante que o atendimento prioritário a essas vítimas seja realizado pela Saúde.

Mulheres vítimas de violência física serão encaminhadas – e podem dar entrada diretamente – na UPA Santa Luzia, localizada na Estrada da Colônia, 2959 – Santa Luzia.

A Guarda Civil Municipal possui atendimento 24h a toda a população. Munícipes podem acionar o serviço de segurança pelos telefones 153 ou 4828-3204/4825-2318, ou comparecer à Rua João Domingues de Oliveira, 320 – Centro – Base Central, ou na Base 24h da GCM, localizada na área entre o Terminal Rodoviário, Estação da CPTM e Atende Fácil.

OUTROS SERVIÇOS
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) é uma unidade pública da política de Assistência Social onde são atendidas famílias e pessoas que estão em situação de risco social ou tiveram seus direitos violados. Como unidade de referência, é formada por uma equipe técnica multidisciplinar e tem o intuito de estruturar uma rede efetiva de proteção especial, e para isso deve contar com o apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos Tutelares e outras Organizações de Defesa de Direitos. O CREAS está localizado na Rua Batista Lion, 108 – Centro, e o horário de atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Diga não a violência contra as mulheres!

Mulheres vítimas de agressões anteriores têm 151 vezes mais chance de morrer por homicídio ou suicídio
Estatística faz parte de dados compilados, cruzados e analisados pelo Ministério da Saúde, que serão publicados em março

Apública

As mulheres brasileiras adultas que registraram episódios de violência nos serviços de saúde públicos têm chance 151,5 vezes maior de morrer por homicídio ou suicídio em comparação com a população feminina geral. Os homicídios e suicídios correspondem a 83% das mortes por causas externas em mulheres vítimas de agressões anteriores.

No caso de idosas e crianças que sofreram violência prévia, a mortalidade por causas violentas aumenta ainda mais: mulheres com mais de 60 anos têm chances 311,4 vezes maiores enquanto meninas com menos de 9 anos têm 256,1 vezes a mortalidade média de outras meninas na mesma faixa etária. Os dados foram compilados pelo Ministério da Saúde e serão publicados em março no livro Saúde Brasil 2018.

Considerando apenas as mulheres adultas, a taxa média anual de mortalidade por causas externas foi de 1.170 por 100 mil. Isso significa que, em média, uma em cada 100 mulheres adultas que deu entrada em hospitais ou postos de saúde públicos por conta de agressões morreu por ano no período.

A coordenadora do estudo, Maria de Fátima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS), acredita que uma análise de dados mais recentes deve revelar uma situação ainda mais grave. “Desde 2018 estamos identificando um aumento significativo da violência contra mulher, incluindo meninas menores de 10 anos e adolescentes”, explica. “A situação está preocupante, parece que a violência de gênero e agressão sexual contra mulheres e crianças estão liberadas.”

O ministério ainda não possui uma comparação entre notificações de violência e óbitos de mulheres para os anos de 2017 e 2018. No entanto, dados preliminares de 2017 mostram que, naquele ano, as notificações aumentaram 30% em relação a 2016.

O aumento foi maior entre crianças de até 9 anos e adolescentes entre 10 e 19 anos. Entre crianças as notificações cresceram 32% e entre adolescentes, 37%, na comparação de 2017 com o ano anterior. Já os atos praticados contra mulheres adultas e idosas subiram 28% e 29%, respectivamente.

Em média foram registradas 630 notificações de violência contra mulheres por dia no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2017. As notificações englobam apenas violências intencionais praticadas por terceiros ou pela própria vítima, o que inclui tentativas de suicídio ou automutilação.

Como o Ministério da Saúde obteve os dados

Agressão contra mulher registrada no SUS nem sempre vira denúncia

O objetivo da análise do Ministério da Saúde era comparar a taxa média anual de óbito por causas externas entre mulheres com e sem notificação de violência nos serviços de saúde brasileiros. Para isso, foram usados dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), onde são registradas todas as declarações de óbito, e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para notificar a condição de pacientes vítimas de violência de diversos tipos. O grupo de analistas fez um cruzamento desses dois sistemas para identificar as mulheres, em todas as faixas etárias, que tiveram notificação de violência prévia e foram a óbito por causas externas no período de 2011 a 2016.

Vale destacar que as notificações registradas no Sinan não pressupõem que a vítima fez denúncia da agressão às autoridades policiais. A notificação de violência é um registro feito por um médico ou funcionário da unidade de saúde no sistema e não corresponde a uma denúncia. Trata-se de um instrumento que também permite a apuração de dados confiáveis sobre as doenças e agravos registrados pelos serviços públicos.

A notificação no Sinan é obrigatória em todos os casos em que há suspeita ou confirmação de violência doméstica ou intrafamiliar, sexual, autoprovocada, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura, intervenção legal e violências homofóbicas praticadas contra mulheres e homens em todas as faixas etárias. No caso de violência extrafamiliar e comunitária, ou seja, aquela que ocorre fora do ambiente doméstico, apenas as praticadas contra crianças, adolescentes, mulheres, pessoas idosas, pessoa com deficiência, indígenas e população LGBT são de notificação compulsória.

De acordo com as diretrizes do ministério, as unidades de atendimento de saúde não são obrigadas a encaminhar os pacientes alvo de notificações aos serviços de atenção psicossocial ou orientação para a vítima procurar a Delegacia de Mulheres de sua região.

O encaminhamento do caso ao Conselho Tutelar ou Ministério Público é obrigatório quando a violência é praticada contra crianças e adolescentes; no caso de agressões contra pessoas idosas, o encaminhamento ao Conselho Municipal do Idoso ou Ministério Público também é compulsório. Em agressões contra pessoas com deficiência, a lei determina que sejam comunicados o Conselho dos Direitos das Pessoas Deficientes e o Ministério Público e que a autoridade policial local seja acionada.

Já no caso de mulheres adultas que estejam vivenciando situações de violência e que não sejam nem idosas nem deficientes, as equipes de saúde são orientadas a informar sobre a existência de serviços da rede de proteção social e sobre a importância da denúncia, mas não devem encaminhar o caso sem autorização explícita.

Óbitos poderiam ser evitados com medidas contra a violência de gênero

Como o número de mulheres que segue as orientações e formaliza a denúncia é muito inferior à quantidade de ocorrências, os dados das polícias resultam subnotificados. Assim, os números das notificações nos serviços de saúde são mais utilizados por pesquisadores para analisar o cenário de violência contra a mulher no Brasil. O número real de mulheres vítimas de agressão que depois morreram por causas violentas pode ser ainda maior já que as estatísticas do Sinan excluem as vítimas que não se dirigem aos serviços de saúde e também as que procuram atendimento médico na rede particular.

O Ministério da Saúde utiliza dados identificados, ou seja, que permitem ao pesquisador verificar o nome e outras informações pessoais das vítimas. Isso possibilita que sejam feitos cruzamentos de informações inéditas. Para preservar a privacidade das pacientes, esses dados não são fornecidos a outras entidades de pesquisa. Assim, somente o próprio ministério pode fazer comparações como essa – cruzando os dados de mulheres vítimas de agressões com os de mulheres que foram a óbito.

Os resultados obtidos nessa análise mostram que a notificação no setor de saúde deve ser entendida como um sinal de alerta para a ocorrência de óbitos que podem ser evitados. Uma das conclusões da análise é que são necessárias medidas e políticas públicas mais eficazes. “O enfrentamento da violência contra as mulheres impõe o fortalecimento de estratégias de vigilância, acolhimento e atenção pelos serviços de saúde, articuladas intersetorialmente dentro da rede de proteção e responsabilização”, atesta o documento do Ministério da Saúde.

Para Maria Fernanda Terra, professora de saúde coletiva na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o relatório demonstra que é necessário repensar o que é feito a partir das notificações de violência. “Trata-se de um dado importante porque ele ajuda as instituições a elaborar políticas públicas e identificar os problemas. Mas o que está sendo feito com esse dado? Como ele está sendo usado? Qual o processo de cuidado que está sendo oferecido a essas mulheres nas unidades de saúde?”, questiona Maria Fernanda. “As mulheres muitas vezes ainda não sabem que a unidade de saúde também é um local em que elas podem pedir ajuda.”

Segundo a professora da Santa Casa, os dados do Ministério da Saúde comprovam que a violência de gênero precisa ser combatida com ações multissetoriais. A raiz do problema está na desigualdade entre homens e mulheres, que, para a pesquisadora, precisa ser questionada não apenas com políticas de saúde pública, mas também no âmbito educacional e pelas autoridades policiais. “A gente vive em uma sociedade que culpa as mulheres por viver uma situação de violência. As mulheres, de todas as faixas etárias, são mais desacreditadas”, explica.

Violência parte de pessoas conhecidas e acontece no ambiente doméstico

O estudo do Ministério da Saúde traz ainda detalhes sobre as agressões sofridas pelas mulheres que depois faleceram por causas externas. As informações são extraídas das fichas de notificação do Sinan, preenchidas pelos médicos que atenderam essas pacientes após o episódio de violência. A agressão física prevaleceu em todas as faixas etárias, com 62% do total. Já a negligência foi mais comum entre crianças (32% dos casos) e idosas (16% dos casos). A residência das vítimas foi o principal local de ocorrência da violência para todas as idades e corresponde a 71% dos registros.

Dentre os meios de agressão mais utilizados destacou-se a força corporal, presente em 19% das ocorrências, seguida pelo uso da arma de fogo, relatado em 16% dos casos. A arma de fogo foi mais utilizada contra mulheres mais novas, usada contra 21% das jovens (de 20 a 29 anos) e 25% das adolescentes (de 10 a 19 anos). O enforcamento (sufocação), terceiro meio de agressão mais comum, prevaleceu entre as mulheres idosas: 20% das mulheres com mais de 60 anos foram vítimas desse tipo de ataque.

As características dos prováveis agressores mostram ainda que 45% de todas as violências foram praticadas por pessoas conhecidas, entre familiares, parceiros íntimos ou amigos. Apenas 11% das agressões contra mulheres que depois morreram por causas violentas foram perpetradas por desconhecidos.

Idosas, crianças e habitantes de cidades pequenas são grupos vulneráveis

Em 39% dos casos a agressão partiu da própria vítima, ou seja, foi autoprovocada. A proporção é ainda maior entre mulheres adultas e idosas: corresponde a 47% dos casos na faixa entre 30 e 59 anos e 49% no grupo com mais de 60 anos. Para os pesquisadores, essa característica revela maior vulnerabilidade das mulheres desse grupo. Esse registro, no entanto, pode esconder agressões feitas por terceiros que são relatadas aos médicos como autoprovocadas.

“É muito difícil para o profissional de saúde determinar exatamente a origem da violência. Muitas mulheres podem falar em lesão autoprovocada quando ela foi feita por uma pessoa próxima e querida”, explica Maria Fernanda Terra. “Nesses casos, por conta da vergonha, é mais difícil para a vítima falar quem foi o responsável, então ela se culpabiliza pela própria violência por conta do medo e da proximidade.”

Segundo os autores do estudo, automutilações ou ferimentos decorrentes de tentativa de suicídio também podem ser consequência de exposição anterior à situações de violência, especialmente a sexual. “Cabe destacar que a violência crônica tem sido considerada um fator de risco para lesão autoprovocada, que por sua vez é considerada fator de risco para suicídio. Esses eventos também podem ser consequência da exposição a situações de violências, especialmente a sexual”, atesta o relatório. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pesquisas recentes feitas na América Latina e Caribe constataram que um grande percentual de mulheres vítimas do parceiro íntimo foi diagnosticado com ansiedade ou depressão e teve maior probabilidade de cogitar ou tentar suicídio.

No caso das crianças, 73% dos agressores eram pessoas que pertencem ao círculo familiar. O dado preocupa porque em muitos casos os próprios agressores são as pessoas responsáveis pelo cuidado e proteção das crianças. Entre 2011 e 2016, 295 crianças morreram por causas violentas depois de já terem passado por unidades de saúde por conta de episódios de agressão ou negligência. Essa situação dificulta a visibilidade do problema, o acesso aos serviços de saúde e, principalmente, o fim das agressões.

“Crianças são sempre o grupo mais vulnerável porque elas muitas vezes não têm a percepção clara do que é certo e errado”, explica Maria Fernanda. “Vivemos em uma sociedade que desacredita a criança, então a tendência é ela esconder e sofrer com aquilo.”

A raça e a escolaridade das vítimas também são características que apontam para a existência de outros grupos de maior vulnerabilidade. Mais de 50% das adolescentes e jovens com notificação prévia de violência e óbito por causas externas eram mulheres negras ou pardas. O relatório destaca que nesse grupo pode haver um acúmulo de desigualdades relacionadas à estrutura socioeconômica, que limita o acesso a condições de proteção social adequadas. Com relação à escolaridade, 38% de todas as mulheres vítimas de violência e que morreram por causas externas possuem apenas o ensino fundamental completo.

Outro indicador de vulnerabilidade verificado na pesquisa foi o tamanho do município da vítima. Mais de um terço dos municípios de residência das mulheres adolescentes, jovens, adultas e idosas que sofreram violência possuía até 50 mil habitantes. “Nos municípios menores é provável que o medo, a vergonha e a falta de serviços de atendimento adequados façam com que o risco da mulher seja muito maior”, avalia Maria Fernanda.

Segundo ela, em municípios maiores, a mulher pode optar por procurar ajuda longe de sua residência e escapar dos olhares de conhecidos ou familiares, o que a faz sentir-se menos fragilizada. “Esses marcadores, somados a uma rede fragilizada de apoio à mulher, aumentam a vulnerabilidade das habitantes dessas cidades”, explica a pesquisadora.

Porcentagem de mortes de mulheres por população dos municípios

Registros cresceram proporcionalmente mais entre crianças e adolescentes em 2017
Além dos dados que cruzam os registros de violência e os óbitos de mulheres, o Ministério da Saúde compila todas as notificações de violência contra a mulher registradas pelo Sinan. Os dados preliminares de 2017 mostram que a quantidade de registros cresceu 30% em relação a 2016, com incremento maior entre crianças e adolescentes. Foram mais de 230 mil notificações no Sinan apenas em 2017, o que equivale a mais de 630 casos por dia.

Crescimento de notificações de violência contra mulheres

“A tendência da curva muda em 2017, quando o aumento em relação ao ano anterior fica mais acentuado”, destaca Maria de Fátima Marinho, responsável pelo DANTPS no Ministério da Saúde. “O dado de 2018 deve confirmar essa mudança de patamar.”

O perfil das agressões registradas em 2017 é muito similar ao das agressões perpetradas entre 2011 e 2016 contra mulheres que depois morreram por causas violentas. A maior parte (63%) também ocorreu no ambiente doméstico e o principal meio utilizado também foi a força corporal, registrada em 47% dos casos.

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Ladrões amarram vítima em sua residência para roubar em Ribeirão Pires

Um homem de 49 anos foi vítima em sua própria residência por dois homens que sob a posse de uma arma de fogo (revólver) o amarraram.

O crime aconteceu ao final da tarde desta terça-feira (22) na Vila são Jorge em Ribeirão Pires.

Na fuga, o criminosos levaram o automóvel da vítima, um Space Fox, um aparelho televisor de 51 polegadas, um DVD Player, um aparelho de Vídeo Game e bijuterias diversas.

O Boletim de Ocorrência foi registrado na noite do ocorrido na Delegacia de Polícia da cidade que tem sob a sua responsabilidade a investigações dos possíveis autores.

Casos de violência contra a mulher têm aumentado

A violência contra as mulheres é uma grande preocupação social

O número de medidas protetivas concedidas com base na Lei Maria da Penha – que completou 12 anos de vigência no início do mês – aumentou 30% no ABC Paulista entre 2016 e 2017.

As ocorrências passaram de 2.163 para 2.817, em 2017, o correspondente a sete casos por dia. Em 2018, até junho, já foram 1.158 – média de seis por dia. Os dados foram informados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Conforme o órgão, desde 2013 foram 12.120 medidas expedidas para moradoras das sete cidades, sendo a maior parte delas (42,6%) relacionadas à proibição de aproximação do agressor e a ofendida, familiares e testemunhas.
Conforme dados apresentados pelo CNJ nesta terça-feira (19), aproximadamente 92 mil mulheres foram assassinadas em todo o mundo nos últimos 30 anos.

Deste número, 43,7 mil foram mortas apenas na última década, o que denota aumento considerável deste tipo de violência a partir dos anos 90.

A violência contra as mulheres constitui, atualmente, uma das principais preocupações sociais, pois o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial dos países com mais crimes praticados contra as mulheres.

Mulher toma cervejinha, ameaça e agride marido de 63 anos que se preparava para dormir

Um homem de 63 anos, morador de Ribeirão Pires, registrou nesta segunda-feira (6), Boletim de Ocorrência contra a sua esposa que o agrediu.

Segundo a vítima, eram 18:30 horas e o mesmo que se encontrava em sua residência preparando-se para dormir, quando a sua esposa, completamente embriagada passou a proferir ameaças de morte e em seguida o empurrou e arremessou a lata de cerveja que bebia em sua direção.

Alegando precaução, a vítima manifestou na Delegacia o desejo de que por hora, sejam os fatos registrados apenas em Boletim de Ocorrência. A autoridade policial, na ocasião, cientificou a vítima quanto ao prazo decadencial de seis meses para oferecer representação judicial contra a sua esposa que está sendo averiguada.

O Boletim de Ocorrência foi registrado como Ameaça sob o nº 2913/2018.

Valentão não aceita separação e agride ex-esposa

Uma mulher de 29 anos compareceu por volta da 17:59 horas na Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires para denunciar o seu ex-companheiro de convívio de te-la agredido.

Segundo o relato, ela conviveu com o seu agressor por dois anos, e que em decorrência de constantes discussões a vítima resolveu encerrar o relacionamento, fato que não foi aceito pelo autor.

A mulher informou ainda que na manhã daquele mesmo dia do registro do Boletim de Ocorrência, após uma nova discussão, o ex-convivente a teria agredido com socos e empurrões ocasionando-lhe escoriações nos braços.

Prefeitura de Rio Grande da Serra debate violência contra idosos na quinta-feira (14)

A atividade refere-se ao ‘Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa’

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, que foi instituído em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. Para marcar a data, a Prefeitura de Rio Grande da Serra vai realizar na quinta-feira (15), a partir das 8:00 horas, palestra sobre o assunto.

A atividade será desenvolvida no Centro Social de Solidariedade, que fica na rua do Progresso, 700 e para participar, não é necessário se inscrever com antecedência e a participação é gratuita.

Segundo a presidente do Fundo social de Solidariedade do município de Rio Grande da Serra, Helenice Arruda, “o objetivo do encontro é falar sobre as mais diferentes formas de violência sofrida pelos idosos, a fim de coibi-la e mostrar os serviços de atendimento às vítimas e suas famílias, realizados na cidade”, disse.

De 163 países, o Brasil é o 106º no ranking da paz mundial

O novo relatório Global Peace Index 2018 (Índice Global de Paz 2018, em tradução livre), publicado hoje (6), avalia a paz em 163 países abrangendo 99,7% da população mundial. O Brasil, ocupa a 106ª posição e sofre com altos índices de criminalidade e corrupção. O mundo hoje tem o pior índice de paz da última década.

O Brasil, entre os 23 indicadores analisados no documento, obteve os piores resultados em homicídios, percepção da criminalidade, acesso às armas, crimes violentos e terror político.

O Brasil obteve os piores resultados em homicídios, percepção da criminalidade e acesso às armas (Marcelo Camargo – Agência Brasil)

A América do Sul registrou a segunda maior taxa de homicídios entre as regiões do globo, ficando atrás apenas da América Central e do Caribe. No mundo todo, as mortes em conflito aumentaram 264% nos últimos dez anos.

Países latino-americanos como o Chile e o Uruguai, apresentaram boas colocações no ranking, ocupando a 28ª e a 37ª posições, respectivamente.

O Brasil ficou à frente apenas da Venezuela (143º) e da Colômbia (145º), entre os latino-americanos.

Menos paz

De maneira geral, o índice global de paz piorou 0,27% no último ano. Foi o quarto ano consecutivo de pioras, com 92 países apresentando deterioração dos níveis de paz e 71 apresentando melhoras.

Os países menos pacíficos do mundo, atualmente, são a Síria (posição que ocupou nos últimos cinco anos), o Afeganistão, Sudão do Sul, Iraque e a Somália. Os mais pacíficos são a Islândia (país mais pacífico do mundo desde 2008), Nova Zelândia, Áustria, Portugal e Dinamarca.

A Europa, região mais pacífica do mundo, registrou piora pelo terceiro ano consecutivo, principalmente nos indicadores sobre intensidade do conflito interno e relações com os países vizinhos. Pela primeira vez na história do índice, que está em sua 12ª edição, um país da Europa Ocidental experimentou uma das cinco maiores quedas, com a Espanha caindo sete posições no ranking e alcançando a 30ª posição, devido a tensões políticas internas e um aumento do impacto do terrorismo.

De acordo com o relatório, as tensões, crises e conflitos que surgiram na última década seguem sem resoluções, principalmente no Oriente Médio, causando um declínio gradual nos níveis de paz.

Produzido pelo Instituto para Economia e Paz (IEP – Institute for Economics and Peace), o documento é o principal “medidor” mundial da paz. Baseado em uma análise abrangente de dados, traz atualizações sobre tendências da paz global, valores econômicos e definições de critérios para qualificar sociedades pacíficas.

Os 23 indicadores, qualitativos e quantitativos, medem os níveis de paz utilizando três domínios temáticos: o grau de militarização, segurança e conflitos domésticos e internacionais.

O estudo estabelece ainda oito pilares de Paz Positiva (Positive Peace, em inglês), que constituem as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas. Os pilares são o bom funcionamento do governo, a distribuição equitativa dos recursos, o livre fluxo de informações, as boas relações com os países vizinhos, os altos índices de capital humano, a aceitação dos direitos dos outros cidadãos, os baixos níveis de corrupção e o ambiente de negócios sólido.

Menos aceitação

Quanto ao pilar “aceitação dos direitos dos outros cidadãos”, que avalia o respeito aos direitos humanos, igualdade de gênero, tolerâncias entre diferentes grupos e etnias e respeito aos direitos dos trabalhadores, todas as regiões do mundo apresentaram piora entre os anos de 2013 e 2016. A América do Sul, acompanhando a tendência global, também apresentou deterioração nesse quesito.

Seis das nove regiões do mundo apresentaram pioras em seus indicadores no último ano. As quatro regiões mais pacíficas (Europa, América do Norte, Ásia-Pacífico e América do Sul) sofreram deteriorações, sendo que a maior queda foi observada na América do Sul, devido à diminuição na segurança, ao aumento das taxas de encarceramento e ao impacto do terrorismo.

A Europa e a América do Norte também ficaram menos pacíficas, com 23 dos 36 países europeus apresentando piora em relação ao ano passado. A França passou da 51ª para a 61ª posição. O Reino Unido passou de 41ª para 57ª, e a Alemanha foi da 16ª para a 17ª posição.

Impacto financeiro

O impacto econômico da violência no mundo em 2017 foi de US$ 14,76 trilhões em paridade de poder de compra (PPP – purchasing power parity, em inglês). Esse valor é equivalente a 12,4% da atividade econômica mundial (produto mundial bruto) ou US$ 1.988 para cada pessoa.

O impacto econômico da violência aumentou 2% durante 2017 devido a conflitos e gastos com segurança interna, com os maiores aumentos sendo registrados na China, Rússia e África do Sul. Desde 2012, o impacto econômico da violência aumentou 16%.

As notícias curiosas e suas coincidência.

Ribeirão Pires tem sessão marcada por tapa e ofensas. Uma vergonha!

Uma cena das mais deprimentes e lamentáveis, com assistente agredindo o presidente da Câmara, falta de polidez por parte de vereadores, foi escrita em página triste sombria durante sessão realizada nesta quinta-feira (16) na Câmara de vereadores.

Sentindo-se ameaçado por um assistente, o presidente da Casa respondeu aos ataques que estavam sendo ditos por um assistente, – conhecido por cidadãos e pela polícia por sua conduta truculenta e agressiva –  afirmando que o mesmo era agressor de mulher.

O assistente saindo dos fundos do plenário – com o dedo em riste – seguiu rumo ao presidente e desferiu um tapa na face do edil que teve que ser contido por seus pares.

O que se via, era um descontrole total, com gritarias, mulheres gritando, xingamentos e ofensas pessoais que eram proferidos de todo lado.

A guarda municipal foi acionada e o agressor conduzido para a delegacia onde foi registrado Boletim de Ocorrência (B.O.) com vários vereadores como testemunhas.

No retorno dos trabalhos na Casa de Leis, onde seria votado o Projeto de Lei 01/2016, o mesmo assistente retornou para o interior da Câmara, sendo ordenado pelo presidente para que fosse retirado o mesmo das dependências da Casa Legislativa. O que foi feito pela GCM com o apoio de boa parte da população presente com o coro íííííííífora! íííííííífora!

Após o termino das votações, já com a sessão encerrada, o mesmo agressor do presidente Rubão, entrou em nova confusão. Só que desta vez, levou alguns socos na cara que o levaram ao chão.

Novamente o encrenqueiro foi conduzido ao DP, mas desta vez como vítima e com o olho roxo!

Veja abaixo o vídeo da agressão sofrida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Ribeirão Pires.

A Câmara é local público onde adentrar autoridades, homens e mulheres de bem e profissionais de imprensa  para acompanhar sessão e debates importantes para os destinos da cidade. O ocorrido merece o nosso repúdio. Falta segurança! Luís Carlos Nunes

Campanha do Laço Branco reforça combate à violência contra a mulher no ABC.

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O movimento pelo fim da violência contra a mulher ganha neste ano mais visibilidade com a Campanha Regional do Laço Branco, lançada na sexta-feira (25) pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Desenvolvida nas sete cidades, a ação estimula o engajamento dos homens no combate à violência doméstica e à cultura machista. A versão regional da iniciativa internacional tem organização do Grupo Temático Gênero e Masculinidades, em parceria com o Fórum de Gênero e Masculinidades do Grande ABC.

Durante o lançamento da campanha, o diretor de Programas e Projetos do Consórcio, Hamilton Lacerda, classificou a iniciativa como a consolidação da atuação da entidade, por meio dos cursos de formação realizados, e do Fórum. “Este é um trabalho importante, estratégico e inédito, mas ainda pouco conhecido, envolvendo homens que têm como bandeira o combate à violência contra a mulher”, afirmou.

Membro do Grupo Temático Gênero e Masculinidades, Reginaldo Bombini defendeu a necessidade de políticas integradas para desconstrução do machismo, um dos objetivos do grupo criado neste ano. “A sociedade dissemina essa cultura machista e depois quer punir os filhos desse modelo hegemônico”, disse.

Representando o Fórum de Gênero e Masculinidades do Grande ABC, Vivian Navarro, destacou o estímulo ao debate como fundamental para o combate à violência doméstica. “A masculinidade imposta socialmente contribui para a violência e para a desumanização do homem. É importante trazer essa discussão como prevenção”.

A coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) Gênero, Maria Socorro Pereira Miranda, classificou o lançamento da Campanha Regional do Laço Branco como um avanço e um marco histórico para o ABC. “Diante dos retrocessos e do aumento da violência contra a mulher que estamos vendo no dia a dia, este ato é uma vitória”.

O lançamento da ação contou ainda com a presença de Tereza Godinho, presidente do Conselho Gestor do Programa Casa Abrigo Regional, iniciativa mantida pelo Consórcio que atende mulheres vítimas de violência doméstica, e de Claudia Geovania Batista, da organização não governamental Promotoras Legais de Santo André (Proleg).

Violência de cada dia. por *Dom Pedro Cipollini.

Dom Pedro Carlos Cipollini

O que significa progresso econômico e científico diante da perda inútil de tantas vidas, vítimas da violência, na maioria das vezes impune?

Muitos até chegam à conclusão quase óbvia: ou acabamos com a violência ou ela acabará conosco. Mais do que nunca é necessário educar para a paz.

Na realidade, em geral, somos educados para a desconfiança, acusação e suspeita. Não conseguimos entender o que o outro diz, porque não o ouvimos. Não ouvindo, não há diálogo, em consequência não há entendimento, e assim estouram conflitos que colocam todos contra todos.

A miséria, tanto material como moral, a insegurança, o desamor, a decepção com a vida e consigo mesmo, estão na raiz da violência. A sociedade muitas vezes consegue propor somente o gozo e a posse de bens, isto como valores pelos quais lutar. Assim, a competição pela posse de bens materiais torna a busca do dinheiro o valor supremo. Indica-se, todos os meios são válidos para se conseguir o fim. Os jovens, principalmente, sentindo o vazio existencial e a falta de perspectivas do futuro vão atrás de dinheiro, fama, poder, sexo e drogas, pensando que aí está a felicidade. É quando a decepção torna as pessoas violentas.

O mito de que nós brasileiros somos um povo pacífico, não se sustenta. Morrem mais pessoas, vítimas da violência no Brasil do que no Oriente Médio, que é zona declarada de conflito. E não seria violento um país rico como o nosso, que precisa fazer campanha contra a fome? A fome é uma forma refinada de violência em um país exportador de alimento como o nosso. Os seres humanos desejam a paz. As pessoas tem um ideal de vida, mesmo que em nível inconsciente, de paz e harmonia. Os seres humanos compartilham valores básicos, universais, entre eles a paz. Poderíamos até dizer que, o instinto de sobrevivência em seres inteligentes, de forma privilegiada os humanos, exige a paz em primeiro lugar. A estratégia da guerra preventiva é própria de animais predadores que vivem da caça. Todas as religiões e sábios, de todos os tempos, atestam que o ser humano foi feito para viver em paz e pode fazê-lo.

Em tempos de violência somos mais do que nunca convidados a falar de paz. Falar de paz para podermos compreender o valor de se criar uma cultura de paz. A violência tem parentesco com o medo e não é remédio para nada, ela é o oposto da justiça.

Precisamos mobilizar todas as pessoas de boa vontade, para divulgarem a ideia de que a paz é necessária e é fruto da solidariedade que constrói uma sociedade mais justa e fraterna, onde a última palavra é a favor da vida para todos, não da supremacia do dinheiro e do lucro sobre as pessoas.

Assim que sejamos pessoas de paz. Que possamos debelar a violência que se manifesta, às vezes em nossos gestos, em uma frase talvez, e até mesmo no tom da voz. O cristianismo propõe à sociedade no Natal que se aproxima, este momento de reflexão sobre a paz, porque crê que a paz, é possível, e que esta vencerá no final. É muito maior o que nos une como cidadãos da humanidade do que o que nos desune. A paz é possível!

*Dom Pedro Cipollini – Bispo de Santo André

Ex-marido ciumento atira contra o atual de sua ex-esposa.

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Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado a Delegacia de Ribeirão Pires com o ex-marido que atirou contra o atual marido de sua ex-esposa na madrugada desta quarta-feira (14). Motivado por ciúmes, o agressor se dirigiu a casa de sua ex-companheira sob a alegação de que precisavam ficar em paz solicitando para que conversassem. Segundo a vítima, ao chegar ao portão de sua residência foi ameaçado de morte caso não desistisse do relacionamento. Em seguida o ex-marido sacou de um revólver e disparou um tiro na direção da vítima que se protegeu com as mãos tendo sido alvejado de raspão no punho esquerdo correu e chegou a ouvir mais três disparos que não o atingiram. O atirador fugiu a pé por outra rua.

O casal disse que há outros boletins de ocorrência registrados contra o agressor e que pretendem processá-lo criminalmente. A ex-mulher do autor dos disparos informou que seu ex-marido vem causando diversos problemas por ciúme excessivo o que leva a brigas constantes por não aceitar o fim do relacionamento.

Ciúmes motiva agressões contra mulheres.

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Na delegacia de Ribeirão Pires duas mulheres registram Boletins de Ocorrências (B.O.) contra seus companheiros. No primeiro caso, uma jovem mulher de 28 anos, que alega conviver com o esposo há 12, disse que ambos estavam em um bar no Centro da cidade, quando ela encontrou uma amiga. Por razões de ciúmes, o valentão do marido passou a agredi-la com socos na cabeça e uma série de ofensas morais. Apesar das agressões, a vítima diz que não sofreu lesões mais graves. Em outro caso uma mulher foi agredida pelo marido após realizar uma visita a sua mãe em um bar de propriedade da família. A vítima foi socorrida por vizinhos que seguraram o agressor enquanto ele, bêbado, ameaçava matar sua esposa. Ambas as vítimas foram encaminhadas à delegacia e orientadas quanto ao processo de proteção pela Lei Maria da Penha.

Ribeirão Pires: Em ato, Mulheres cobram efetivação da Lei Maria da Penha.

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Sob o frio comum nesse inverno, aconteceu na manhã deste domingo (7), na Praça da Matriz, centro Alto, ato público que marcou o 10º aniversario da Lei Maria da Penha. O evento, organizado por mulheres de Ribeirão Pires, foi aberto ao público e contou também com homens contra a violência. A proposta foi de mobilizar e sugerir reflexões sobre as conquistas das mulheres, principalmente às vítimas de violência, durante esta primeira década de vigência da lei.

A violência contra as mulheres, também conhecida como violência de gênero, é um problema que atinge mulheres, crianças, famílias e toda a comunidade. É um problema que decorre de relações desiguais de poder entre mulheres e homens e se volta principalmente contra as mulheres simplesmente porque são mulheres.

Até recentemente, a violência contra as mulheres foi considerada corriqueira e natural, o que legitimava ainda mais o poder dos homens sobre as mulheres.

No Brasil, com a conquista da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), a Lei de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres era de se esperar que nenhuma mulher fosse assassinada ou mantida em situação de violência depois de denunciar o seu caso na polícia ou em outros serviços de atendimento e orientação. Hoje, que a lei completa seu 10º aniversário, com tristeza assistimos a falta de empenho das autoridades e do poder público para que haja a implementação de políticas públicas e serviços que acolham e atendam de forma integral e digna às mulheres.

As mulheres de Ribeirão Pires, presentes ao ato, são solidárias a todas aquelas que sofrem os mais diversos tipos de abusos, sejam morais ou físicos e  cobram implantação de Delegacia da Mulher 24 horas por dia bem como atendimento especializado as vítimas e aplicação rigorosa de Leis protetivas.

Em Ribeirão Pires, há visto crescimento no número de vítimas sendo inclusive fatais como caso de uma mulher recentemente executada com cinco tiros na porta de sua residência e também de um estudante de enfermagem morta por seu marido em conluio com sua amante.

Violência contra a mulher: diga não a esse absurdo!

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É possível observar no decorrer de nossa história, a posição do homem como líder familiar. Um exemplo claro é o do voto, o qual só era permitido aos homens, inicialmente, expondo a concepção de superioridade e autoridade do homem em relação a mulher. Por este motivo, alguns deles acabam abusando desta autoridade violentando suas parceiras, apenas por haver alguma diferença nos pontos de vista ou outras situações banais. Prática esta que deve ser repudiada em prol da dignidade e integridade física e moral da mulher.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como a nossa Constituição deixam bem claro que o ser humano deve ter direito à vida, além da preservação de sua dignidade. No entanto, como visto anteriormente, nossa sociedade ainda tem como líder máximo no âmbito doméstico, o patriarca, que quer definir, por exemplo, como sua esposa deve se vestir, repreendendo-a se achar sua vestimenta muito curta, tendo a sensação de ter sua autoridade questionada se for contrariado, o que pode acabar muitas vezes em xingamentos, violência física e, por vezes, até no óbito da companheira, ferindo assim, sua dignidade como pessoa humana.

Nas ruas é evidente o aumento da violência em diversas modalidades. Em sua imensa maioria, as vítimas são mulheres. Vítimas estas que tem seus celulares roubados sofrendo muitas vezes agressões físicas e até estupros. Recentemente aqui em Ribeirão Pires, uma mulher foi covardemente agredida recebendo 5 tiros. Hospitalizada, veio a óbito nesta ultima quarta-feira (28). Sinto-me muito entristecida com o ocorrido, e lamentavelmente não vejo solução ao curto prazo.

Portanto, é necessário que se aumente a severidade concedida à Lei Maria da Penha, para que a violência seja ainda mais desencorajada. É importante também, a existência de campanhas expondo a situação desfavorável em que a mulher se encontra. E, para finalizar, é cabível aos órgãos de educação tratem do assunto e conscientizem seus alunos, que serão os futuros pais e maridos, mães e esposas da sociedade. Assim, poderemos construir uma sociedade em que não haja diferença de gênero, e a mulher tenha sua integridade física e moral respeitadas.

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Cultura do estupro deve ser combatida, diz bispo Dom Pedro.

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O quinto bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, completa neste mês de julho um ano à frente da sede episcopal da região e afirma que ficou impressionado com a fé dos católicos do ABC, e que está sendo um desafio gerir as 100 paróquias da diocese. O líder religioso também afirma que a cultura do estupro está enraizada na sociedade e deve ser combatida. “Essa questão é antiga no Brasil. Então isso é uma cultura que ficou dos 400 anos de escravidão. E precisa ser mudado isso, o machismo latino-americano é muito grande”, diz.

Dom Pedro acredita que a cultura do estupro é uma chaga na sociedade e que a Pastoral da Mulher vem ao encontro das mulheres que estão marginalizadas. “Nesse sentido a Diocese de Santo André é muito atuante. Eu fiquei muito admirado e estamos levando à frente”. Ele afirma que as pastorais vêm ao encontro de diversos problemas sociais, sendo que a Pastoral da Saúde colocou o Brasil em uma avaliação positiva no sentido de diminuir drasticamente a mortalidade infantil. “E o que isso tem a ver com o estupro? Tem muito a ver com a questão da mãe, da mulher, da promoção da mulher, promovendo a criança. Uma mãe que vê filhos morrendo de fome, ela se sente promovida?”, questionou o bispo.

Outro tema tratado pelo Bispo foi a questão do menor no Brasil. Há casos recentes de crianças que foram vítimas fatais em confrontos com a polícia. Sobre o tema, Dom Pedro defende que a questão do menor infrator não deve ser vista como pontual ou caso isolado, mas sim como uma junção de fatores. “Sem resolver o problema da Educação, por exemplo, como vamos resolver o problema destas crianças na rua e no crime? Troca-se de ministro da Educação constantemente, ao mesmo tempo em que se troca de planos, planejamento; e o gasto é enorme, a perda de recursos é enorme e as crianças continuam nas ruas”.

Ainda segundo o bispo, muitos dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira são frutos de uma política que precisa de “renovação da mentalidade”, “conversão” e “mudança de enfoque”. Ele é enfático ao dizer que precisa existir na política uma cultura que priorize a pessoa humana “É o dinheiro, a economia, não a pessoa. Então se quiser tirar criança da rua, acabar com a miséria, tem que priorizar a pessoa humana, e não os cofres abarrotados. Porque não está tendo crise para os bancos. A crise é para os pobres que estão morrendo, com fome”, concluiu.

Bandidos continuam roubando em Ribeirão Pires.

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Os ladrões não entram em recesso! Prova disse são três registros de furto de veículos na delegacia da cidade somente nesta semana.

No dia 18, o proprietário do Gol ano 97, deixou o seu veículo na rua Padre Marcos Simoni Centro de Ribeirão Pires e ao retornar 3 horas após constatou que meliantes haviam subtraído o veículo.

No início da tarde desta terça-feira (19), o Ford Escort Hobby ano 94 foi roubado na rua Olímpia Cata Preta – Núcleo Colonial no período das 18:30 as 21:30hs.

No mesmo dia, no período da tarde uma mulher de 33 anos quando seguia pela rua Pedro Rípoli – Estância Paulista com seu Corsa Hatch 2012, seguindo para o serviço de seu marido, ao passar por uma lombada, reduziu a velocidade e foi surpreendida por 2 indivíduos, e sob ameaça de arma de fogo (pistola) foi forçada desembarcar do veículo. De posse do carro, os meliantes rumaram sentido avenida Francisco Monteiro.

Ladrões após roubarem, agridem mulher no centro de Ribeirão Pires.

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Dois homens assaltaram uma mulher na manhã do dia 24 de junho e subtraíram a sua bolsa com diversos pertences.

Segundo relatou a vítima de 19 anos através de Boletim de Ocorrência (B.O.), quando trafegava pela Rua Capitão José Galo, centro de Ribeirão, a mesma foi abordada pela dupla de assaltantes que ocupavam um veículo de cor prata e anunciaram o assalto. Ao negar entregar sua bolsa, foi puxada bruscamente por um dos meliantes e jogada ao chão, o que lhe causou escoriações pelo corpo. Ao subtraírem a bolsa que continha documentos pessoais, cartão de transporte coletivo, um aparelho celular, chaves e R$ 10 reais os gatunos fugiram para local incerto.

ROMU dá flagrante em jovem armado no centro de Ribeirão Pires.

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Por volta das 21:30hs deste domingo (03), a guarnição de serviço da ROMU, viatura 1007, foi acionada para averiguar uma ocorrência relacionada a uma briga (desinteligência) no interior de estabelecimento comercial na Avenida Miguel Prisco no centro de Ribeirão Pires.

Segundo informações policiais, Evandro Ferreira Lacerda de 35 anos iniciou discussão em razão de preferencia musical com Flávio Medina Batista, 29 anos, natural de São Caetano do Sul quando em determinado momento da discussão Flávio sacou da arma e agrediu Evandro com uma coronhada na face fugindo em seguida para a sua residência próxima ao local.

A viatura da ROMU seguiu em diligencia, chegando ao local da fuga com sirene e giroflex ligados onde Flávio tentou empreender fuga.

Rendido pelos GCM’s, foi encontrado sob a posse do mesmo um revolver calibre 32 sem numeração e sem munição.

Conduzido à delegacia, Flávio foi autuado em flagrante no artigo 16 (porte ilegal de arma) e artigo 21 (vias de fato) sendo recolhido a carceragem e posto a disposição do juiz competente.

Violência contra mulheres, isso precisa acabar! Por Diva do Posto.

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Desde os primórdios da vida humana na face da Terra sabemos do tratamento diferenciado dado à mulher em detrimento ao homem (quem não se lembra das ilustrações do livro de História mostrando o homem da caverna puxando os cabelos de sua mulher, como se ela fosse propriedade sua? Para quem não sabe, esta visão machista ainda existe em grande parte do mundo.

Hoje em dia torna-se comum presenciar nas manchetes e notícias de violência contra a mulher. A agressão e maus-tratos estão se transformando em uma situação muito séria contra a mulher. Os tipos de violência mais frequentes são: violência doméstica e familiar, onde seus próprios parceiros são os agressores desse tipo de tragédia, seja ela verbal, física, psicomoral e sexual, todas essas formas podem levar à morte.

A Lei Maria da Penha poderá acabar com o costumeiro e insuportável argumento de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”,

A mulher tem direito ao respeito e a dignidade em nossa sociedade não pode mais calar diante de qualquer tipo de violência de qualquer natureza. No Brasil, apesar da nossa Constituição garantir direitos iguais entre homens e mulheres, a discriminação ainda existe. Em alguns casos, chega a ser vergonhoso o tratamento dado a mulher – parte da mídia teima em chamar “mulheres de sexo frágil ”.

Polícia investiga possível caso de pedofila com duas pré-adolescentes.

Um homem morador em Ribeirão Pires, de 65 anos, é alvo de investigação de abuso sexual de duas pré-adolescentes.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado no dia 29 de junho, o suposto pedófilo aliciava as meninas com 13 e 14 anos oferecendo quantias em dinheiro e em troca cobrava favores sexuais, tais como carícias e beijos. A informação, segundo consta foi feita pelas menores aos pais das mesmas.

As garotas por decisão judicial, são abrigadas em espaço de ressocialização e constantemente fugiam do abrigo para se encontrarem com o investigado de 65 anos em um estabelecimento comercial na região central de Ribeirão Pires.

A autoridade policial em lavratura de ocorrência, classificou com a “natureza de ‘estupro de vulnerável’, porém as investigações pertinentes revelaram a ocorrência ou não do delito.

Sob duas rodas, assaltos crescem em Ribeirão Pires.

Ladrões equipados de moto e munidos de arma de fogo estão causando medo e pânico na cidade.

A bom tempo que motoqueiros abordam pedestres e sob ameaça de revolver roubam os seus pertences.

Um jovem de 27 anos foi assaltado na noite da quinta-feira (30), foi assaltado por volta das 23:30hs por uma dupla armada na Vila São José ao ser abordado por motoqueiros que estavam em uma moto na cor preta e acabaram fugindo do local. No assalto os criminosos subtraíram uma mochila que continha um notebook, celular, documentos e cartões bancários.

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Em outro caso semelhante, uma mulher de 40 anos de idade, operadora de máquinas, foi assaltada no dia 29 de junho em seu celular sob a mira de arma de fogo quando ocupante de uma moto vermelha a enquadrou. Os larápios se evadiram não sendo possível identifica-los, pois os mesmo usavam capacete.

Em conversa com um policial militar que pediu preservação de sua identidade, “uma das possibilidades do crescimento dessa modalidade é de que quando o ladrão não obtém dinheiro vivo, aparelhos eletrônicos a exemplo de aparelhos celulares são de fácil comercialização no mercado negro e representam dinheiro rápido para muitas vezes se consumir drogas”.

Em acidente, moto entra embaixo de carro na Humberto de Campos.

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Um acidente entre um carro e uma moto congestionou a trânsito no início da noite desta terça (28), na avenida Humberto de Campos, altura do nº 1.261 no sentido bairro centro de Ribeirão Pires.

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Apesar do violento choque, onde o automóvel que chegou a subir na motocicleta praticamente destruindo a mesma, ninguém se feriu com gravidade, sendo que o motociclista com suspeita de traumas  e com visíveis escoriações, foi sorrido e passa bem.

Moradores do Parque das Fontes queixam-se de falta de segurança e de espaço de lazer.

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Moradores do Parque das Fontes, Ribeirão Pires reclamam da falta de atenção e atendimento por parte da prefeitura nos quesitos segurança pública e também pela demora em inaugurar o centro esportivo.

Moradores que solicitaram anonimato afirmam que por conta da falta de iluminação no futuro centro esportivo, localizado na rua Paraíba o local torna-se inseguro.

“Essa obra já tem mais de quatro anos e durante a noite nós percebemos movimentação estranha no local, o que nos causa grande insegurança. Muito raramente é vista por aqui uma viatura da Guarda Municipal e também da Polícia Militar. A noite aqui fica tudo escuro não sabemos a quem recorrer”, disse um dos moradores.

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Outra queixa apresentada refere-se a uma antiga promessa de instalação de uma academia ao ar livre no bairro.

“A prefeitura prometeu a bom tempo instalar uma academia ao ar livre. Solicitamos por diversas vezes que a mesma seja instalada aqui na praça José Achetta, mas querem instalar o equipamento esportivo em um local pouco adequado”, disseram.

Segundo ainda disseram os moradores do bairro, “a praça José Achetta vive cheia de mato e se não fossem os mesmos estaria abandonada por falta de manutenção da prefeitura”.

Observando o espaço (bem projetado e vistoso), pudemos constatar que falta muito pouco para a conclusão do serviço. Na casa (possível futura sede administrativa da unidade), falta a parte de eletrificação interna e ligação a rede. O que se deve perguntar é: Qual a razão pela demora em entrega do espaço para a população? Será que isso vai ficar para o espaço exato, culminante e junto de algum momento especial de ano de 2016? Luís Carlos Nunes