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Justiça suspende pedido de impeachment de Atila formulado pelo PT

O juiz da 4ª Vara Cível de Mauá, Cesar Augusto de Oliveira Queiroz Rosalino, concedeu liminar ao prefeito preso Atila Jacomussi (PSB) para suspender um dos pedidos de impeachment contra ele devido à renúncia do vereador Ivan Stella (Avante). No entendimento da Justiça, antes da escolha do substituto não se conta prazo para o chefe do Executivo se defender.

Atila foi notificado e, se não tivesse conseguido a liminar, teria de apresentar a defesa até a próxima quarta-feira (07/02). Com a recente decisão judicial, o prefeito ganha mais tempo e terá mais dez dias úteis a partir da escolha do novo membro, marcada para esta terça-feira (05/02).

O processo de impeachment suspenso foi impetrado pelo PT e acusa Atila de ter cometido crime de responsabilidade por quebra de decoro, por conta da Operação Trato Feito, que envolve a denúncia de o socialista recebia propina de empresas contratadas pela Prefeitura e dividia com 21 dos 23 vereadores, além de um suplente. Atila foi preso em 13 de dezembro pela Polícia Federal e aguarda decisão de habeas corpus.

Um dos habeas corpus já foi negado nesta sexta-feira (01/02) pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A solicitação de soltura foi feita por um advogado de São Bernardo, Humberto Geronimo. O pedido foi prejudicado porque não foram anexadas decisões anteriores do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O pedido de autoria de Daniel Bialki, advogado do prefeito, continua tramitando no STF. Gilmar Mendes também é relator do caso.

Justiça determina arquivamento de inquérito que apura suposto mensalão do PT em Santo André

O juiz da 3º Vara Criminal de Santo André, Jarbas Luiz dos Santos determinou nesta quarta-feira (23) o arquivamento do inquérito que apura um suposto esquema de mensalão na cidade enquanto o prefeito era Carlos Grana (PT).

De acordo com a decisão do magistrado, não houve dolo ou culpa do ex-secretário de Governo, Arlindo José de Lima .

“Nos termos da manifestação ministerial, que ora adoto como razões de decidir, determino o arquivamento dos autos, com a ressalva do quanto disposto pelo art. 18 do Código de Processo Penal, anotando-se e comunicando-se”, diz a decisão judicial.

Abaixo a decisão data de 23 de janeiro de 2018

Bolsonaro e Haddad se enfrentarão no segundo turno

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), 63 anos, e Fernando Haddad (PT), 55, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no dia 28 de outubro. Com 99% das urnas apuradas, o capitão reformado do Exército somava 46,07% dos votos válidos, contra 29,22% do petista.

Desde que oficializou a candidatura em substituição ao ex-presidente Lula, em 11 de setembro, Haddad subiu nas pesquisas e passou a disputar com Bolsonaro a preferência do eleitorado, mantendo-se isolado no segundo lugar. Ciro Gomes (PDT) chegou em terceiro lugar nesta reta final eleitoral, com 12,47%.

Sempre referindo-se ao ex-presidente Lula (PT) como preso político, Haddad disse já ter recebido contato dos principais candidatos posicionados mais à esquerda do espectro político – além de Ciro, Guilherme Boulos (Psol) e Marina Silva (Rede). Acompanhado de sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), o petista aproveitou para alfinetar seu rival no segundo turno. “Não andamos armados.”

Recuperando-se da faca que quase o matou em 6 de setembro, Bolsonaro veiculou um vídeo ao vivo em suas redes sociais e, lendo um texto escrito para a ocasião, disse que se cercaria de nomes técnicos em seu eventual governo. O deputado disse ainda que a troca de favores e o loteamento de cargos não terá vez caso seja eleito presidente.

PT de Rio Grande expulsa vereador Marcelo Cabeleireiro

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Rio Grande da Serra, através de Nota Oficial datada de 18 de agosto de 2018, comunica que o vereador Marcelo Cabeleireiro não faz mais parte dos quadros do partido.

Segundo a Nota, “A executiva Municipal decidiu continuar processo disciplinar movido na Comissão de Ética do Partido, e as constantes negativas em seguir as orientações partidárias, o Partido dos Trabalhadores resolveu expulsar o vereador Marcelo Alves da Silva (Marcelo Cabeleireiro que contrariou a orientação do Líder da Bancada e do Partido dos Trabalhadores de ser oposição ao governo do prefeito Maranhão”, diz a nota oficial.

Mais adiante, o documento assinado pelo presidente da agremiação na cidade, José Allmeida Freire, diz:

“A Comissão Municipal através desta nota também leva a público que qualquer filiado ou filiada que apoiar candidatura que não seja do Partido dos Trabalhadores também será expulso (a)”.

O Repórter ABC entrou em contato com o vereador Marcelo Cabeleireiro que alegou não ter sido comunicado do fato.

“Estou acabando de sair da missa e não estou sabendo desta notícia. Estou sendo pego de surpresa. Mas se isso for verdade, estão agindo de maneira totalmente errada. Desde que assumi o meu mandato eleito com 395 votos, não fui chamado para reuniões. Vejo que emendas estão sendo mandadas por parlamentares do partido e eles nunca me comunicam de nada. Estou sendo tratado como um verdadeiro párea, um tremendo desrespeito. Vou recorrer pois infelizmente o candidato do meu partido não foi eleito e como vereador tenho que estar sempre ao lado do povo. Esse é um caso claro de que a conflito ideológico, querem fazer de um mandato popular uma máquina de ódio onde mesmo que uma proposta seja em favor do povo, não deve ser apoiada”, disse o vereador Marcelo.

Claudinho da Geladeira, é outro político que pode estar na mira do PT. Ultimamente Claudinho da Geladeira é visto circulando pela região declarando e pedindo votos para um candidato de outra sigla.

Câmara de RGS aprova Moção de Repúdio contra a projeto que facilita a venda de agrotóxicos

Se não pararmos para repensar o modelo que estamos adotando e o que está pela frente nós estaremos colocando a vida como ameaça

A Câmara de Vereadores de Rio Grande da Serra aprovou nesta quarta-feira (2), uma moção de repúdio subscrita por 13 parlamentares ao Projeto de Lei 6299/2002, que altera a denominação de “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário”. A proposição autoriza a venda de alguns agrotóxicos sem receituário agronômico.

O vereador Benedito Araújo (PT), autor da Moção, em fala inicial na Tribuna, citou algumas alterações na proposta.

“Nosso congresso é o retrato do retrocesso do Brasil. Para se ter ideia, com a aprovação da proposta nós iremos retirar a autonomia dos Estados e Municípios para criarem legislações específicas e também dos órgãos de saúde para a publicação dos dados de agrotóxicos em alimentos”.

Segundo ainda o parlamentar, a população deve ter conhecimento sobre o que é discutido nos Poderes do Brasil.

“Isso é um crime que estão fazendo contra a população. É preciso a atenção dos meios de comunicação para que a essência desse projeto seja exposta. Trata-se de uma proposta criminosa,” argumentou.

Concluindo a sua fala, Benedito argumentou que o ato de comer como político.

“A forma de distribuição e produção é uma decisão política, pois envolve valores e juízos sobre o que é certo ou errado, tanto na saúde quanto no meio ambiente. Se não pararmos para repensar o modelo que estamos adotando e o que está pela frente nós estaremos colocando a vida como ameaça,” concluiu o parlamentar Benedito Araújo.

Cópia da referida moção será encaminhada para o Presidente da República, Senado Federal e Câmara dos Deputados Federais, Assembleia Legislativa deSão Paulo e Câmaras de Vereadores da Região do ABC.

STF suspende execução das penas de José Dirceu e João Cláudio Genu

José Dirceu em agosto de 2015 ao se entregar na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo

Em sessão realizada na manhã desta terça-feira (26), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, concedeu medida cautelar para suspender a execução das penas do ex-assessor do Partido Progressista João Cláudio Genu e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Após pedido de vista do ministro Edson Fachin, o ministro Dias Toffoli, relator da Reclamações (RCLs) 30008 e 30245, propôs a concessão da medida até a conclusão do julgamento dos dois processos pelo colegiado. O objetivo é evitar prejuízo aos sentenciados, que poderiam cumprir penas eventualmente superiores e em regimes diferentes dos fixados na condenação.

Em relação a Genu, preso desde maio em razão de condenação por corrupção passiva e associação criminosa no âmbito da Operação Lava-Jato, o ministro Dias Toffoli votou no sentido da improcedência da RCL 30008. Mas, excepcionalmente, se pronunciou pela concessão de habeas corpus de ofício para suspender a execução da pena até o julgamento do recurso interposto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), por ter detectado plausibilidade jurídica na argumentação apresentada contra a dosimetria da pena.

Segundo o relator, na sentença condenatória e no acórdão confirmatório, foi utilizada como cláusula majorante uma condenação que teria sido imposta a Genu na Ação Penal (AP) 470. Toffoli lembrou que, naquele caso, a punibilidade do sentenciado foi declarada extinta pelo Plenário do STF em razão da prescrição da pretensão punitiva, não sendo possível sua utilização para aumentar a pena.

Em relação ao ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o ministro Toffoli também votou pela improcedência da RCL 30245, na qual se pedia a suspensão da execução da pena. Entretanto, votou pela concessão do habeas de ofício até que o STJ aprecie recurso especial no qual a defesa de Dirceu pede a redução à metade da prescrição da pretensão punitiva porque ele já tinha 70 anos na data da condenação.

O voto do ministro Dias Toffoli foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Teses

Segundo o relator, as teses jurídicas reportadas nos recursos apresentados pelas defesas dos condenados no STJ afetam diretamente a dosimetria da pena e o regime inicialmente estipulado nas condenações. Ele entendeu ser necessário reconhecer que esses fatos podem repercutir, de forma significativa, na atual situação prisional e na liberdade de locomoção, especialmente se for levado em consideração o tempo de prisão cautelar, que deve ser detraído das penas, ao qual foram submetidos Genu (entre 20/5/16 e 25/4/17) e Dirceu (entre 3/8/15 e 2/5/17).

Em seu entendimento, a expedição de ordem de habeas corpus de ofício até que as questões apontadas sejam dirimidas pelo STJ dissipa o risco potencial de cumprimento da reprimenda em circunstâncias mais gravosas. O relator salientou que, segundo o Código de Processo Penal (artigo 654, parágrafo 2º), os juízes e os tribunais têm competência para expedir, de ofício, ordem de habeas corpus quando, no curso de processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal.

Como houve pedido de vista e diante da possibilidade de os condenados virem a cumprir pena que pode vir a ser alterada, a maioria os ministros concedeu a cautelar de ofício para suspender a execução da pena até o julgamento final das reclamações, vencido o ministro Edson Fachin.

Leia a íntegra dos votos do ministro Dias Toffoli na RCL 30008 e na RCL 30245.

Dias Toffoli vai presidir o STF no auge do caso Lula

Em um ano eleitoral que promete fortes emoções no Brasil, as atenções tendem a se voltar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por conduzir o pleito eleitoral deste ano. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) também pode ter um papel protagonista e com impacto nas eleições, graças à situação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência.

Como Lula foi condenado em segunda instância em janeiro, é provavel que estará inelegível até o período das eleições. Mesmo assim, o PT garante que vai registrar a candidatura em agosto e usar todos os recursos disponíveis para manter o petista na disputa. Nessa briga jurídica, o STF provavelmente será acionado e terá um papel importante na definição do futuro de Lula.

Entre as apostas do PT para garantir Lula na disputa pela Presidência da República está uma liminar do STF que permita Lula manter sua candidatura.

Se concorrer e vencer as eleições com a candidatura impugnada, Lula pode obrigar o STF a tomar uma decisão difícil: os ministros podem ter que analisar se o novo presidente, eleito nas urnas pelos brasileiros, deve ou não assumir o cargo. Os advogados petistas apostam que seria delicado para o Supremo impedir a posse se Lula vencer as eleições, mesmo com a candidatura questionada.

O PT aposta, ainda, que o STF mantenha o ex-presidente longe da cadeia. De acordo com o entendimento atual da Corte, condenados em segunda instância já podem começar a cumprir pena. Mas a defesa de Lula vai fazer o possível para evitar a prisão depois de esgotados os recursos no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Alguns ministros do STF já sinalizaram que podem mudar de posição sobre o entendimento pela possibilidade de cumprimento da pena a partir de condenação em segunda instância, mas a atual presidente do STF, Carmen Lúcia, já disse que não pretende pautar o assunto novamente.

Toffoli assume a cadeira de presidente do STF em 12 de setembro, mês que antecede as eleições gerais, marcadas para outubro. Ele vai ocupar o lugar da ministra Carmen Lúcia. O ministro foi indicado ao STF em 2009.

Donisete Braga toma café da manhã com vice prefeito de Ribeirão Pires

O ex-prefeito de Mauá, Donisete Braga, de passagem por Ribeirão Pires tomou café da manhã o vice-prefeito de Ribeirão Pires. Donisete Braga, militante histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo sido eleito para quatro mandatos consecutivos como deputado estadual por São Paulo. Em 2012 foi eleito pela mesma agremiação, prefeito de Mauá. Concorreu a reeleição sendo derrotado por Atila Jacomussi.

Donizete Braga disse ao Caso de Política que pleiteará cadeira no parlamento Federal pelo PROS – Partido Republicano da Ordem Social.

Sobre o teor da conversa com o vice-prefeito de Ribeirão Pires, Braga disse “que o encontro foi casual, de que está de passagem pela cidade articulando apoios, e que Gabriel Roncon (PTB), é pessoa de sua estima.

A dupla de políticos, acompanhada pelo irmão de Donisete, comeram pão com manteiga na chapa e tomaram pingado em uma tradicional padaria de Ribeirão Pires na manhã desta terça-feira (17).

Eleição muda mapa do poder: PSB cresce nos estados, PSDB encolhe e PT perde sua única capital.

A mudança no controle de seis estados por causa do calendário eleitoral redesenhou o mapa do poder. Com o fim do prazo para que chefes do Executivo renunciem ao mandato para concorrer a outros cargos, no último dia 7, dois partidos ampliaram suas fronteiras: o PP, que herdou o Paraná, e o PSB, que ganhou São Paulo e Rondônia. Já o PSDB, com duas baixas, inclusive o maior colégio eleitoral do país, e o MDB, com uma, encolheram.

A paranaense Cida Borghetti e o paulista Márcio França assumiram o comando estadual graças à saída dos tucanos Beto Richa e Geraldo Alckmin, pré-candidatos ao Senado e à Presidência, respectivamente. Os novos titulares são candidatos à reeleição. Embora não tenha herdado qualquer governo, o PSDB preservou Goiás, mesmo com a saída de Marconi Perillo, já que o seu vice e candidato à sucessão, José Eliton, também é do partido.

No saldo final nos estados, o MDB, do presidente Michel Temer, ficou com uma unidade federativa a menos. Herdou Santa Catarina, com a ascensão de Eduardo Pinho Moreira, mas perdeu Rondônia e Sergipe com as renúncias de Confúcio Moura e Jackson Barreto. Assim como o ex-governador Raimundo Colombo (PSD-SC), Confúcio e Jackson renunciaram ao governo para disputar o Senado.

Em quatro capitais também houve dança das cadeiras. Com pouco mais de um ano de mandato, João Doria (PSDB) renunciou à prefeitura da maior cidade do país para tentar o governo paulista. Em seu lugar ficou o também tucano Bruno Covas.

Sem capital

Pela primeira vez desde 1988, o PT não administra uma capital estadual. O petista Marcus Alexandre abriu mão da prefeitura de Rio Branco para disputar o governo do Acre. O partido do ex-presidente Lula foi o grande derrotado das últimas eleições municipais. No lugar de Marcus entrou Socorro Nery, do PSB. Carlos Eduardo (PDT) passou o comando de Natal para Alvaro Dias (MDB). Carlos Amastha (PSB) cedeu a vaga à tucana Cinthia Ribeiro. Os dois também vão disputar o governo de seus estados.

Com Cinthia, o PSDB subiu seu domínio para oito capitais e se consolidou como a sigla que mais controla cidades desse porte. O MDB vem atrás com cinco. PSB tem três e o PSD, duas. DEM, PCdoB, PDT, PHS, PMN, PPS, PRB e Rede comandam uma capital cada. Na Câmara, após o troca-troca da janela partidária, o PT retomou do MDB o posto de maior bancada, segundo levantamento do portal Congresso em Foco. O partido do presidente Michel Temer foi o maior perdedor com as mudanças.

Veja quem saiu e quem entrou no comando dos estados:

Protestos pela prisão de Lula fracassam.

Com os movimentos que vinham convocando mobilizações desmoralizados, as manifestações desta terça-feira, 3, para pressionar o Supremo Tribunal Federal a negar o habeas corpus do ex-presidente Lula tiveram baixa adesão pelo país.

Em Brasília, o ato em frente ao Congresso Nacional foi um fiasco, reunindo poucas pessoas. Confira vídeo divulgado pelo site The Intercept sobre o ato:

No Rio, o grupo Vem Pra Rua não conseguiu juntar mais que algumas centenas de manifestantes em frente ao hotel Rio Othon Palace. Mais atrás, em frente ao Posto Cinco, algumas dezenas de pessoas se reúnem em torno do trio elétrico do Movimento Brasil Livre (MBL).

Já na Avenida Paulista, manifestantes se reuniram perto do Masp para pedir a prisão do ex-presidente. Nem de longe lembra os atos pelo golpe contra a presidente legítima Dilma Rousseff, que receberam apoio total da mídia e chegaram a lotar a Paulista.

Em São Paulo, apoiadores de Lula fizeram vigília na Praça da República, no Centro da capital e em frente ao prédio onde ele mora, em São Bernardo do Campo.

Os atos convocados na véspera do julgamento do STF ocorreram em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Aracaju.

O jornalista Ricardo Noblat reconheceu o fracasso das manifestações:

Até a esta hora, são mixurucas as manifestações país a fora contra a concessão pelo STF de habeas corpus para manter Lula solto.

Nem com anúncios pagos em jornais aliados, manifestação anti-Lula se livrou do fracasso.

STF: Lula não pode ser preso até ser julgado Habeas Corpus.

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal aceitou a liminar apresentada pelo advogado José Roberto Batochio que suspende a prisão do ex-presidente Lula até o julgamento do mérito do habeas corpus da defesa. O julgamento do mérito acontece daqui duas semanas, dia 4 de abril. A sessão desta quinta-feira 22 julgou apenas se o habeas corpus era admissível. O placar foi de 7 a 4 favorável ao HC.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Maioria do STF decide que Lula não pode ser preso até julgamento de habeas corpus

André Richter – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco conceder uma liminar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que impede a prisão dele até o julgamento do mérito do habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-presidente à Corte. A decisão vale até o dia 4 de abril, quando a Corte deve voltar a julgar o habeas corpus apresentado por Lula.

A conclusão do julgamento foi adiada porque os ministros julgaram uma preliminar da ação, fato que tomou todo o tempo da sessão.

Essa decisão do Suprem não impede o julgamento do último recurso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), previsto para a próxima segunda-feira (26). É o último recurso de Lula contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

A prisão dele seria determinada com base na decisão do STF que autorizou, em 2016, a detenção de condenados pela segunda instância da Justiça.

Gilmar Mendes estará ausente na sessão do dia 04 de abril

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes estará ausente na sessão em que será apreciado o mérito do habeas corpus apresentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não ser preso. A informação é da colunista Monica Bergamo. No dia 4 de abril, o magistrado estará em Lisboa para um seminário sobre Direito organizado pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público).

O voto de Gilmar é tido como certo pela concessão do HC ao ex-presidente, mas o não comparecimento dele na sessão não altera o resultado para Lula. O ex-presidente continua dependendo do voto decisivo de Rosa Weber para se livrar da detenção.

Se ela aprovar o pedido da defesa de Lula, o resultado para ele será de pelo menos cinco votos a favor. Outros quatro votaram a favor nesta quinta-feira (22): Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. O de Gilmar seria a favor, mas o de Rosa é que é decisivo.

Cinco é o mesmo número de votos contrários ao HC de Lula – Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Cármen Lúcia inaugura ano do Judiciário com recados ao PT. Leia o discurso na íntegra.

Leia na íntegra o discurso da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, realizado na manhã desta quinta-feira (1º), durante a abertura do ano Judiciário de 2018:

Abertura do ano judiciário de 2018

“Cento e vinte e sete anos atrás, numa quadra histórica conturbada e dividida, os brasieiros conceberam uma nova ordem constitucional para o Brasil e deram origem à República Federativa que se implantou no Pais. Sob aquele sistema, a sociedade brasileira submeteu-se ao regime da lei e da ordem com liberdade e responsabilidade.

Há trinta anos, a se completarem em 5 de outubro próximo, os brasileiros tiveram de buscar forma nova de recomeço, pondo fim a uma travessia de problemas sérios, muitos dos quais ainda perduram, a despeito da vigência do sitema constitucional, e ainda não se sanaram as dificuldades que provocam insegurança e sofrimento aos cidadãos.

Os povos são postos à prova sempre. Em alguns momentos mais que em outros. Mas comentava Ruy Barbosa, quando promulgada a primeira Constituição republicana do Brasil, que “perto de quatrocentos e cinquenta anos antes da nossa era. . . já os corintios, testemunhas das alternativas da sorte da força, diziam aos atenienses: ‘o caminho real da conveniência é o caminho do direito’ . Esta é a verdade ainda hoje… Não há … civilização nacional enquanto o direito não assume a forma imperativa, traduzindo-se em lei. A lei é, pois, a divisória entre a moral pública e a barbárie. … A base da democracia no século dezenove”, acentuava Ruy, “é a mesma que há dois mil e quinhentos anos: a religião do direito”.

Há que se lembrar que o respeito à Constituição e à lei para o outro é a garantia do direito para cada cidadão. A nós, servidores públicos, o acatamento irrestrito à lei impõe-se como dever acima de qualquer outro. Constitui mau exemplo para o cidadão. E o mau exemplo contamina e compromete.

Civilização constrói-se, sempre, com respeito às pessoas que pensem igual ou diferente, que sejam iguais em sua humanidade ou diferentes em suas individualidades. Enfim, com respeito às leis vigentes que asseguram a liberdade e a igualdade.

0 Judiciário aplica a Constituição e a lei. Não é a Justiça ideal, é a humana, posta à disposição de cada cidadão para garantir a paz. Paz que é o equilibrio no movimento histórico e continuo dos homens e das instituições. Se não houver um juiz a proteger a lei para os nossos adversos, não haverá um para nos proteger no que acreditamos ser o nosso direito.

Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial pela qual se aplica o direito. Pode-se buscar reforma-la, pelos meios legais e nos juizos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal.

Convém e espera-se que cada cidadão brasileiro atue para que a liberdade que a Constituição assegura seja exercida com a responsabilidade que o viver com o outro impõe.

Sem liberdade não há democracia. Sem responsabilidade não há ordem. Sem Justiça não há paz .

Cada geração tem o compromisso de criar as formas para superar dificuldades e rever velhas fórmulas sem perder os grandes valores humanos, morais e jurídicos, mesmo os que tenham sido conquistados pelos que vieram antes de nós, a fim de que não se perca o elo histórico que forma um povo, com sua história, sua pluralidade sem perda de sua unidade.

Viver é um inacabado. Conviver é um construir diário. Democracia é um modo de viver com responsabilidade e conviver com justiça segundo o direito.

Façamos com que 2018 seja tempo de superação em nossa dificultosa história de adiantes e retornos, para que fases mais tristes sejam apenas memórias de dias de tormenta passada. Que não tenhamos de ser lembrados pelo que não fizemos ou – pior – pelo que desfizemos do conquistado social e constitucionalmente. E se mais não conseguirmos no cumprimento do nosso dever de atender o bem público, que se recordem de nós pelo que conseguimos contribuir para garantir que as conquistas históricas não foram esquecidas, que a Constituição não foi descumprida, que a República não se perdeu em nossas mãos, nem a Democracia em nossos ideais e práticas.

Declaro aberto o ano judiciário de 2018 neste Supremo Tribunal Federal do Brasil”.

Lula vai antecipar o lançamento de sua pré-candidatura.

O Partido dos Trabalhadores decidiu antecipar a pré-candidatura do ex-presidente Lula para a próxima semana, informa a jornalista Cátia Seabra, da Folha.

Segundo a reportagem, a decisão se deu após pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (31), que confirmou Lula como líder em todos os cenários na disputa presidencial, mesmo após a condenação pelo TRF4.

O ato deverá acontecer na próxima quarta-feira (07), em Minas Gerais.

Um dia antes de seu julgamento, Lula diz: “Só uma coisa vai me tirar das ruas, será o dia que eu morrer”

Em um discurso emocionante para uma multidão em Porto Alegre, na noite desta terça-feira 23, véspera de seu julgamento, o ex-presidente Lula disse carregar “a tranquilidade dos inocentes, daqueles que não cometeram nenhum crime”.

“As pessoas têm que entender que não estou preocupado comigo. Estou preocupado com o povo brasileiro. Eles estão desmontando o Prouni, com o Fies, com as escolas técnicas”, criticou Lula. “Eles inventaram uma doença chamada PT que provocava a ascensão dos mais pobres. As pessoas não queriam mais andar de ônibus, queriam andar de avião”, acrescentou.

Lula comentou também o artigo publicado no New York Times que denuncia a parcialidade do juiz Sergio Moro e o risco à democracia brasileira caso Lula seja condenado.

“Se tem uma coisa que não me conformo é o complexo de vira-lata, inclusive da imprensa brasileira. Uma imprensa que não tem compromisso com a verdade, que não tem respeito, que se protege escondendo as coisas”, criticou. “Leiam o New York Times de hoje que vocês vão ver coisas que a imprensa brasileira não tem coragem de publicar”, disse.

“Eu duvido que os jornalistas que escrevem mentira a meu respeito e que o William Bonner durmam todo dia com a consciência tranquila. Eles sabem que eles estão mentindo”, prosseguiu.

“Só uma coisa vai me tirar das ruas desse país e será o dia que eu morrer. Até lá estarei lutando por uma sociedade mais justa”, ressaltou. “Qualquer que seja o resultado do julgamento, eu seguirei na luta pela dignidade do povo nesse país”, completou.

Lula disse “precisar que o povo participe para que a gente possa recuperar esse país”. E acreditar que “a esquerda vai se reunir não em torno de um candidato, mas em torno de um projeto”. Assista à íntegra do discurso:

Se for condenado, Lula só poderá ser preso após se esgotarem recursos.

O ex-presidente Lula não será preso imediatamente caso seja condenado no próximo dia 24 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A prisão só poderá ser decretada após se esgotarem os recursos do petista na segunda instância. O esclarecimento foi feito pelo TRF-4 nessa segunda-feira (8) por meio de nota à imprensa. Lula recorre da condenação a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

A defesa poderá usar de expedientes distintos conforme o placar do julgamento. Caso a condenação seja mantida por três votos a zero, os advogados de Lula poderão apelar aos embargos de declaração, utilizados pela parte com pedido de esclarecimento da decisão.

Se o resultado for dois a um, poderão apelar por meio dos chamados embargos infringentes. Nessa hipótese, o ex-presidente poderá pedir a realização de novo julgamento. O TRF-4 tem demorado de seis a oito meses para analisar esse tipo de recurso. Caso as apelações sejam negadas, os advogados ainda poderão solicitar aos desembargadores que revejam a decisão.

 

Uma caravana de militantes pró-Lula prepara ato de apoio ao ex-presidente em Porto Alegre, onde será realizado o julgamento. O clima na cidade é de tensão. O prefeito Nelson Marchezan Filho (PSDB) pediu o envio das Forças Armadas para fazer a segurança. A decisão dele foi criticada pelo governo estadual, que considerou a medida desproporcional. A presença do Exército também é descartada pelo Ministério da Defesa. Levantamentos divulgados pela Folha de S.Paulo nos últimos dias mostram que o TRF-4 deu celeridade incomum ao processo de Lula.

Roberto Requião é cotado para vice na chapa de Lula.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deve ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições do próximo ano. Requião como vice de Lula foi defendido na noite dessa quarta-feira, 13, em um jantar com senadores de oposição ao governo de Michel Temer.

O senador é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e um dos mais combativos senadores em defesa das riquezas nacionais e contra o desmonte do estado promovido por Michel Temer.

O fortalecimento de seu nome numa corrida presidencial também ocorre no momento em que a direita tenta judicializar a disputa presidencial de 2018 e barrar a candidatura de Lula.

Segundo o jornal O GLOBO, ao consultar especialista, o mesmos afirmaram que existe a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato nas eleições de 2018, mesmo que eventualmente seja condenado no julgamento marcado para o próximo dia 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Abaixo,segue a matéria assinada pelo jornalista Maurício Ferro de O Globo

Ainda que Lula tenha a condenação confirmada pelo TRF-4 e não consiga uma liminar que regularize sua candidatura numa instância superior — Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou Supremo Tribunal Federal (STF) —, nada o impede de se registrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, caso o TSE indefira o pedido, o ex-presidente pode recorrer. Assim, permanece sua campanha.

— A lei eleitoral diz que, enquanto o candidato recorre da negação de registro, pode continuar fazendo campanha. Nessa hipótese, vamos viver uma situação esdrúxula. Nossa legislação, aliada ao momento de crise que vivemos, está nos colocando nessas situações bizarras que, em tese, são possíveis. Inimagináveis, possíveis — diz a professora de Direito Penal e Eleitoral da FGV-Rio, Silvana Batini.

Quem também faz a observação sobre a chance de Lula se manter como candidato é o professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Carlos Gonçalves Júnior. Ele explica que, mesmo condenado — consequentemente, enquadrado na Lei da Ficha Limpa —, nada impede o ex-presidente de pedir para se candidatar.

— Mesmo que Lula esteja inelegível, isso não o impede de solicitar o registro de candidatura. E a lei eleitoral diz que com a solicitação do pedido de candidatura, o candidato está autorizado a realizar atos de campanha até a decisão definitiva do registro de candidatura. Por exemplo, suponhamos que o Lula seja condenado e não venha a ser preso por uma mudança de entendimento do Supremo sobre prisão após segunda instância. Neste caso, ele vai poder solicitar o registro de candidatura — explica Gonçalves, que também fala dos prazos eleitorais:

— A lei fixou o prazo de 14 de agosto de 2018 para fazer os pedidos de registro de candidatura. Depois de feito o pedido, vai transcorrer um procedimento de registro. Pelas minhas contas, analisando os prazos que a minuta da resolução estabeleceu, teríamos uma decisão do TSE sobre o registro da candidatura do Lula em meados de setembro. Da decisão do TSE (de impugnar a candidatura, neste cenário), ainda caberá recurso. Então, imaginamos que uma decisão definitiva seja só no finalzinho da campanha, lá para outubro.

O entendimento de Batini e Gonçalves é o mesmo de Marcelo Peregrino Ferreira, doutorando em direito eleitoral pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com ele, uma eventual condenação não reflete, automaticamente, numa inelegibilidade. São coisas distintas: a condenação é da competência de um juízo criminal, enquanto a inelegibilidade é determinação do juízo eleitoral.

— Sim, é possível (ser candidato condenado). Até o julgamento final do registro de candidatura, ele ficará com o registro sub judice, mas pratica todos os atos possíveis em relação à candidatura. Pode, inclusive, não existir impugnação à candidatura — comenta Ferreira, acrescentando:

— Quem constitui a elegibilidade e candidatura é o juiz eleitoral. E a impugnação deve ser feita após o registro da candidatura. A condenação criminal não proíbe automaticamente uma candidatura. Porque a candidatura “não existe”, ela é constituída perante o juiz eleitoral.

Átila é suspeito de causar prejuízo milionário aos cofres de Mauá. Vereador requer informações junto a Fundação ABC.

Marcelo Oliveira (PT), protocola requerimento e cobra esclarecimentos

O vereador por Mauá, Marcelo Oliveira (PT), utilizando-se da Lei de acesso a informação, protocolou na manhã desta segunda-feira (18), um requerimento questionando a Fundação ABC sobre as contratações realizadas desde o início do ano na entidade.

“Estive hoje pela manhã na Fundação ABC em Santo André protocolando um ofício requerendo informações relacionadas aos funcionários contratados pela fundação para trabalhar na área da saúde em Mauá”, disse o parlamentar mauaense.

Os questionamentos do vereador, dão continuidade a denúncia apresentada durante sessão do último dia 12 de setembro, quando da Tribuna, Marcelo Oliveira denunciou o prefeito Átila Jacomussi (PSB) de estar realizando contratações irregulares para o Hospital Nardini utilizando-se da Fundação ABC, localizada na vizinha Santo André.

“Entre janeiro e maio desse ano, Átila contratou quase 200 funcionários na Fundação, gerando gastos de cerca de R$ 1 milhão por mês, em alguns casos para acomodar amigos e parentes. Muitas destas contratações estão em desvio de função. Os funcionários não trabalham no hospital, mas sim, acompanham o prefeito, diretamente”, denunciou o vereador.

Na ocasião, o vereador Marcelo Oliveira entregou ao presidente da Casa de Leis, Admir Jacomussi (pai do prefeito) uma lista (ver aqui) com os nomes dos contratados, função, departamento e salários.

Segundo Marcelo, “o prefeito feriu os artigos 10, 11, e 12 da Lei de Improbidade Administrativa, o que pode gerar sanções ao gestor municipal, com perda do mandato e inelegibilidade por 8 anos”.

Constam na lista de admitidos pela Fundação do ABC o assessor direto do prefeito, o jornalista Gustavo Pinchiaro, com salário de R$ 7.284,69 – sem contar a remuneração que já recebe pelo trabalho no gabinete. Os assessores da Secretaria de Comunicação, Nilton Batista dos Santos e Luiz Roberto Fernandes Mourão recebem da fundação R$ 4.432,72 cada – também acumulados com a remuneração da prefeitura. Outro que figura na lista, é Thiago Rolim Rios, cunhado do prefeito e que recebe remuneração mensal de R$ 9.479,83 exercendo a função de gerente administrativo na Fundação do ABC.

Miruna Genoino lança o livro “Felicidade Fechada” na Câmara de Ribeirão Pires.

FELICIDADE FECHADA, livro de Miruna Genoino narra, a partir dos relatos e memórias afetivas da filha, a trajetória do pai, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e militante de esquerda José Genoino, desde a condenação em 2005 à liberdade em 2014.

A 1ª edição lançada em março de 2017, arrecadou coletivamente, pela plataforma digital Catarse, R$ 90 mil em menos de 11 dias. “Ninguém notou. Ninguém morou na dor que era o seu mal. A dor da gente não sai no jornal”: os versos do compositor e cantor Chico Buarque de Holanda, podem ser associados livremente como poesia musical do livro Felicidade Fechada de Miruna Genoino, se a leitura for considerada como um ato de escuta do outro.

Com lançamento prevista em Ribeirão Pires em 01 de setembro, o título transcende a condição de livro com teor jornalístico e factual ao expor um relato sensível e humano da filha de José Genoino, que assumiu para si a tarefa em ser a “expressão pública da família”, durante o processo e a condução do julgamento de seu pai na Ação Penal 470, conhecida popularmente como “Mensalão”.

A força de expressão narrativa de Felicidade Fechada encontra-se na consanguinidade existente entre a memória afetiva e a memória material concreta de uma filha que tece, recordando-se do pai na sua dimensão de força e fraqueza, coragem e fragilidade, como cidadão anônimo e político. Em suma, como “um humano, demasiadamente humano”, contornando aquilo que condiciona, no sentido positivo, a ação política: os laços de fraternidade e solidariedade.

Como salienta José Genoino no Posfácio da edição: ‘Este livro de Miruna é o contato vivo com a memória, olhando o presente e o futuro de uma maneira muito concreta”.

A publicação ainda conta com prefácio do vereador eleito Eduardo Suplicy, amigo da família.

O evento em Ribeirão Pires tem o apoio do Coletivo de formação do PT.

Ministro Fachin abre investigação contra 09 ministros, 29 senadores e 42 deputados.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou abertura de 83 inquérito contra 108 pessoas no âmbito da investigação do esquema de propina na Petrobras. A lista foi divulgada no blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.

Nela, há nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, incluindo os presidentes das duas casas, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), três governadores, um ministro do TCU e 24 outros alvos que não têm foro privilegiado, mas estão relacionados aos fatos envolvendo os políticos e autoridades da lista de Fachin.

Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: cinco cada. Os pedidos de abertura de inquérito têm como base as delações de 78 executivos da Odebrecht.

O governo Temer é atingido em cheio. São alvos dos pedidos de investigação os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.

Confira a lista:

Senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR)

Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)

Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Senador Paulo Rocha (PT-PA)

Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)

Senador Edison Lobão (PMDB-PA)

Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Senador Jorge Viana (PT-AC)

Senadora Lidice da Mata (PSB-BA)

Senador José Agripino Maia (DEM-RN)

Senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)

Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

Senador Dalírio José Beber (PSDB-SC)

Senador Ivo Cassol

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Senadora Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)

Senador Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

Senador José Serra (PSDB-SP)

Senador Eduardo Braga (PMDB-AM)

Senador Omar Aziz (PSD-AM)

Senador Valdir Raupp

Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Senador Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)

Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)

Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)

Deputado federal Milton Monti (PR-SP)

Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)

Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)

Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)

Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)

Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)

Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)

Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)

Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)

Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)

Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)

Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)

Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)

Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)

Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)

Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)

Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)

Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)

Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)

Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)

Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)

Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)

Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)

Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)

Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)

Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)

Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)

Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)

Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)

Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)

Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)

Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho

Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)

Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)

Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

Valdemar da Costa Neto (PR)

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig

Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)

Guido Mantega (ex-ministro)

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy

Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC

João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia

advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio

Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

José Feliciano

Lula rouba a cena no Lollapalooza. O evento virou Lulapalloza? Veja vídeo.

Banda de rock americana Cage The Elephant puxa grito de guerra “OLÊ OLÊ OLÊ OLÁ LULA LULA” com a guitarra

Ao fim da apresentação da banda de rock norte-americana Cage The Elephant no festival de música Lollapalooza, na tarde deste sábado (25), os músicos surpreenderam e puxaram na guitarra um uníssono grito de guerra do público: “OLÊ OLÊ OLÊ OLÁ LULA LULA”.

O vídeo do canal Multishow já foi compartilhado diversas vezes nas redes sociais e reúne comentários a favor e contra o ex-presidente.
Assista e tire as suas conclusões:

Durante o show, o vocalista do quinteto, Matt Shultz, mergulhou diversas vezes na plateia e fez declarações de amor ao país. Outros artistas, como o cantor e compositor Criolo e a banda Metallica, fizeram declarações de apoio a Lula em suas apresentações.

A organização do evento afirma que o público deste sábado, de 100 mil pessoas, é o maior já registrado em um dia de evento.

FHC: Lula não pode ser desprezado e Alckmin é o tucano mais forte.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou seu sucessor, Lula, provável candidato ao Planalto em 2018, não pode ser desprezado, mas acredita que seria “difícil” repetir o que fez em sua gestão caso se eleja novamente. FHC concedeu entrevistas aos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e O Globo sobre seu novo volume do conjunto de livros Diários da Presidência, publicadas neste sábado 25.

Questionado como vê a candidatura Lula, ele diz à Folha: “Acho que, em geral, as pessoas, depois que fizeram, devem inventar outras coisas. No caso do Lula, nem sei se ele realmente quer. Talvez até queira, porque não sei se ele tem na alma outras distrações, outras coisas. Ao ser candidato, ele salva o partido e acusa todo mundo ao dizer que está sendo perseguido. Então, ele não tem muita opção”.

“O Lula, quando ganhou, conseguiu penetrar em setores da classe média e, sobretudo, nos que têm recursos, nos empresários. Hoje é difícil [repetir isso]. Não se pode dizer que não acontecerá, mas é pouco provável. O Lula não é para ser nunca desprezado. Mas é mais fácil criticar hoje”, acrescentou.

Na entrevista ao Estado de S.Paulo, FHC destacou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), como o nome mais forte do partido para disputar a presidência em 2018. Ele criticou o modo de gestor do prefeito João Doria, que também vem tendo o nome considerado para uma eventual candidatura.

“O momento é para o não político, mas é político”, afirmou. “O que é político com ‘p’ maiúsculo? Alguém que inspira, que pode conduzir. Se você for um gestor, você não vai inspirar nada. Tem de ser líder, e líder é alguém que inspira o caminho. No caso, quem ganha eleição inspira de alguma maneira. Vai inspirar o Brasil? Não é simples”, disse FHC.

Lula em depoimento à Sérgio Moro, nega obstrução às ações da Lava Jato. Assista ao depoimento na íntegra.

O ex-presidente Lula, em depoimento à Justiça Federal de Brasília na manhã desta terça-feira (14), negou que tenha tentado obstruir as ações da Operação Lava Jato e afirmou estar sofrendo um “massacre” devido às acusações que lhe são dirigidas. Lula começou a prestar esclarecimentos por volta das 10h10 e terminou próximo das 11h. Em seu depoimento, o ex-presidente questionou: “O senhor sabe o que é levantar todo dia achando que a imprensa está na porta da minha casa porque eu vou ser preso?”.

Em um dos momentos mais exaltados, o ex-presidente disse que “nunca pediu dinheiro a empresários”. “Duvido que um deles tenha coragem de dizer que Lula pediu 5 centavos”, desafiou. Esse foi o primeiro depoimento de Lula como réu na Lava Jato.

Assista o depoimento na íntegra:

Isso é um médico? Isso é um monstro!

Richam Faissal Ellakkis, neurocirurgião, sobre Marisa Letícia, em seu perfil do Facebook:

“Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela.”

Depois de publicar essa insanidade, retirou perfil do ar. Se perguntar não ofende, perguntamos: ainda está solto? Um médico que deliberadamente sugere levar seu paciente à morte é um criminoso? Quem sabe não é um criminoso contumaz, como muitos que conhecemos?

Negligência, Imprudência e Imperícia são falhas conhecidas entre profissionais de Saúde, muitas vezes atenuadas por um corporativismo de baixa extração. No entanto, a sugestão do crime deliberado de matar é imperdoável, homicídio qualificado sem atenuantes.

Outro caso escabroso

A canalha cuja ficha funcional é reproduzida abaixo, “vazou” os exames e outros parâmetros médicos de dona Marisa Letícia. O Hospital Sírio Libanês foi célere, demitindo a indigitada assim que tomou conhecimento do fato.

UJS de Ribeirão organiza debate com candidatos a prefeito.

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Acontece nesta sexta-feira (09), um debate com os candidatos a prefeito de Ribeirão Pires organizado pela União da Juventude Socialista (UJS).

O evento será o primeiro debate com os candidatos do município. Segundo os organizadores, “o debate quer propiciar o crescimento e respeito à democracia dando oportunidade para todos os postulantes da cidade exporem suas propostas e ideias”.

Foi ainda informado que “foram convidados todos os participantes da eleição majoritária, sendo eles: Kiko Teixeira (PSB), Renato Foresto (PT), Luiz Carlos Grecco (PRB), Leo Moura (PMB), Saulo Benevides (PMDB), Carlos Sacomani (PSL), Dedé da Folha (PPS), Rosana Figueiredo (REDE) e José Cantídio de Lima (PSTU)”.

O evento acontecerá no auditório do Ribeirão Pires Futebol Clube e terá como mediado, o jornalista Rafael Ventura. Convite foi estendido a toda a mídia local e será transmitido ao vivo no grupo Pensar Ribeirão Pires, no Facebook.

O debate será aberto ao público que adquiriram antecipadamente convites. Perguntas e questionamentos serão recepcionados até momentos antes do debate.

Para maiores informações: (11) 97382-1493 – Thyene de Lima ou (11) 97741-0117 – Mateus Paulino ou pela página de relacionamentos da UJS Ribeirão Pires no Facebook.

Dilma Rousseff perde o mandato de presidente da República, mas mantém direitos políticos.

Com informações da Agência Senado e 247Brasil, Imagens: fotospublicas.com

Após seis dias de sessão e mais de 60 horas de trabalho, o Senado Federal decidiu nesta quarta-feira (31), por 61 votos a 20, condenar Dilma Rousseff e retirar o mandato de presidente da República. Em uma segunda votação, foram mantidos seus direitos políticos.

Dilma Rousseff foi responsabilizada pela edição de três decretos de créditos suplementar, sem autorização legislativa, e por atrasos no repasse de subvenções do Plano Safra ao Banco do Brasil, em desacordo a leis orçamentárias e fiscais.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão de julgamento, lavrou a sentença e determinou que Dilma Rousseff e Michel Temer sejam comunicados da decisão, tarefa que estará a cargo do primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO).

Presidente Michel Temer durante sua posse no Senado Federal. (Brasília - DF, 31/08/2016) Foto: Beto Barata/PR

Temer foi empossado como presidente da República na tarde desta quarta-feira, no Plenário do Senado, como anunciou o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Dilma Rousseff terá até 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada, residência oficial do chefe de Estado.

Em uma segunda votação, Dilma Rousseff obteve a manutenção de seus direitos políticos. Inicialmente, previa-se uma única votação para o impedimento e a perda de direitos políticos, o que a tornaria inabilitada para o exercício de qualquer função pública. No entanto, Lewandowski atendeu a pedido de destaque apresentado pela bancada do Partido dos Trabalhadores, o que levou à realização de duas votações. Na segunda, 42 senadores votaram pela perda de direitos, 36 pela manutenção e 3 se abstiveram. Para a inabilitação da agora ex-presidente seria necessária maioria absoluta, ou seja, pelo menos 54 votos.

Dilma: “Nós voltaremos”

Brasília - DF, 31/08/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante declaração a imprensa após comunicado do Senado Federal sobre o Processo de impeachment. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista coletiva concedida no Palácio da Alvorada, ao lado do ex-presidente Lula, de vários ex-ministros e líderes de movimentos sociais, logo após ter sido afastada definitivamente da presidência da República, Dilma Rousseff fez um de seus discursos mais incisivos contra o golpe e contra o governo do presidente interino, Michel Temer.

A decisão do Senado, segundo ela, “entra para a História das grandes injustiças”. “Senadores decidiram rasgar a Constituição. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar”, afirmou, sobre políticos que “buscam o poder desesperadamente” sem seguir o caminho do “voto direto, como fizemos Lula e eu”.

“A história será implacável com eles”, declarou, em referência aos artífices do golpe. Ela foi enfática quanto à continuação da luta contra a perda de direitos dos trabalhadores e para “construir um Brasil melhor”. “Haverá contra eles a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer”, prometeu Dilma Rousseff.

“Nada poderá nos fazer recuar”, assegurou. “Não direi adeus a vocês, tenho certeza que poderei dizer ‘até daqui a pouco'”, acrescentou. “Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil onde o povo é soberano”, prometeu Dilma ainda. “Eu, a partir de agora, lutarei incansavelmente para construir um Brasil melhor”, concluiu.

PT de Ribeirão Pires define Renato Foresto candidato ao Paço.

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Aconteceu na tarde deste sábado (30), a convenção municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) que indicou como seu candidato a prefeito o atual vereador, Renato Foresto.

Na mesma convenção, o PT de Ribeirão Pires apresentou sua chapa composta por 26 candidatos a vereadores, assinando o termo de compromisso com as regras exigidas pelo partido.

O nome do vice que deverá compor a chapa majoritária será apresentado até o dia 5 de agosto, data limite conforme estabelece a legislação eleitoral.

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De acordo com o presidente do PT, Zé Ceará “a partir desta convenção, fica definido os candidatos que estarão disputando pelo PT. Sairemos ‘chapa pura’ e a nossa aliança é com o povo que saberá entender através de nossas propostas, que temos um projeto coletivo em favor da população, do desenvolvimento social e econômico”, disse.

Renato Foresto agradeceu o apoio filiado e militante do PT. “Quero agradecer a todos que estão do lado bem nesse momento de profunda crise que passa Ribeirão Pires e o país. Minha atuação na Câmara de vereadores sempre foi pautada pela justiça e pelo direito da classe trabalhadores. Fiz forte oposição a este governo que aí está nunca deixando me abater por pressões ou calunias. Meu nome é Renato Foresto e luto pela ética na política. Tenho certeza de que se pesquisaram a vida de todos os candidatos a prefeito, o meu nome terá destaque porque tenho um passado limpo e de muito trabalho e seriedade. Vamos juntos para o bom combate em favor dos mais necessitados, e com a ajuda de Deus sairemos vitoriosos pelo bem de nossa Ribeirão Pires. Ainda que queiram falar da gente, eles temem e respeitam o PT, porque sabem que nas ruas a nossa militância é competente e saber fazer o corpo-a-corpo”, falou.

Renato Foresto poderá ser candidato com chapa “sangue puro”.

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Após articulação onde abriu ao de ser cabeça de chapa e sendo vice de Dedé da Folha (PPS) que fechou dobradinha com a tucana Rosí de Marco o candidato pelo PT, Renato Foresto poderá sair candidato ao Paço Municipal com chapa pura nas eleições de outubro próximo.

Em suas tratativas com o popular socialista, Foresto apresentou condição de que PSDB e DEM não participassem.

Dentro do PT, há corrente política que defende a disputa do pleito, e após a decisão formalizada de Dedé e Rosí, petista já se reúnem internamente para a escolha de um nome para a pré-candidatura a vice-prefeito. Entre os possíveis, estão os nomes de duas mulheres, sendo: Suzy Miranda e Neusa Nakano, ambas são ex- integrantes de primeiro escalão do governo de da ex-prefeita Maria Inês Soares.

Contatado, Renato Foresto disse estar decepcionado com a falta de polidez por parte de Dedé que nem ao menos deu retorno sobre sua proposta.

“Sempre tive boa relação com ele! Eu esperava que no mínimo o Dedé me ligasse comunicando a inviabilidade de uma aliança”, queixou-se.

O pré-candidato petista disse que está mantida a sua pré-candidatura e que a mesma. “Não me interessa disputar uma eleição para ser apenas mais um, para simplesmente tornar novo aquilo já conhecemos. Quero debater propostas com a sociedade e construir um projeto de mudança. Meu compromisso é de romper com os grupos econômicos que negociam, diariamente, os rumos de nossa cidade e dos cidadãos. Basta! Para tanto convoco desde já todos aqueles que sofrem nessa cidade com os descasos dessa administração para juntos rumarmos por uma cidade democrática, participativa, que invista na saúde, na educação, na mobilidade urbana, segurança e que crie políticas públicas para todos. Sou Renato Foresto, cidadão ribeirãopirense que acredita na boa política, na honestidade e no trabalho. Conto com o apoio de todos os cidadãos que acreditam na mudança para que a força do povo coloque Ribeirão Pires novamente nos trilhos do desenvolvimento”, disse Renato Foresto a nossa reportagem.

Renato Foresto poderá ser confirmado candidato a prefeito no sábado (30/07).

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Acontecerá no próximo sábado (30), na sede do PT, avenida Francisco Monteiro, 2104 a partir das 13hs. convenção municipal partidária que deverá homologar o nome de Renato Foresto a prefeito de Ribeirão Pires.

Renato Foresto é um dos mais atuantes vereadores da cidade e forte oposicionista ao governo do atual prefeito Saulo Benevides. Em seu mandato, aprovou projetos importantes para a cidade como a lei que obriga os bancos a investirem em itens de segurança nas agências.

É de sua autoria o pedido de criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a falta de médicos e medicamentos da UPA e UBS’s.

Além disso, Renato Foresto foi um dos vereadores que estimulou um grande debate sobre a doação de um terreno público que abriga uma escola municipal, uma biblioteca e a Fábrica de Sal, construção do século XIX, a um empreendimento comercial.

“É um erro histórico trocar a educação, cultura e um patrimônio da cidade por um shopping. Não sou contra o empreendimento. Tenho certeza que o empresário tem recursos para comprar uma área privada para montar seu negócio”, avalia.

Foresto vem construindo seu Programa de Governo de forma colaborativa. “Ferramentas como o orçamento participativo e os investimentos nas áreas sociais e nas políticas de desenvolvimento sustentável são necessárias para recolocar Ribeirão Pires no caminho certo”, concluiu.

Pista de Skate: Saulo perde verba estadual, constrói com recursos próprios e adia inauguração.

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Após o anúncio previsto para o próximo dia 28 de maio, a prefeitura adiou a reinauguração da reforma e ampliação da pista de Skate localizada na  avenida Francisco Monteiro, altura do nº 700.

Segundo informações do vereador Renato Foresto (PT), o prefeito Saulo Benevides (PMDB) deixou de receber R$ 90.000,00 (noventa mil reais), fruto de indicação parlamentar.

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“Esse desgoverno a cada dia mais nos surpreende. Dessa vez, sob minha solicitação a deputada estadual Ana do Carmo, o prefeito deixou de receber R$ 90.000,00 (noventa mil reais) que seriam utilizados para a reforma e ampliação da pista de Skate. Fico muito triste em saber que o serviços está sendo executado com recursos dos cofres municipais”, disse Foresto.

Segundo ainda informou o edil ‘a prefeitura em resposta a um requerimento de informações de sua autoria confirmou o descaso com os cidadãos de Ribeirão Pires.

“Na minuta resposta a prefeitura disse que os valores orçados para a reforma e ampliação são de R$ 146.938,12 (cento e quarenta e seis mil, novecentos e trinta e oito reais e doze centavos). Um verdadeiro escândalo e desrespeito com o dinheiro público se levarmos em conta de que a governo do estado de São Paulo em 31 de março de 2016 encaminhou ofício ao executivo informando a necessidade para a celebração do convênio um novo plano de trabalho com datas e valores atualizados”, esclareceu.

Renato Foresto informou ainda que já entrou em contato com a deputada Ana do Carmo e com o governo do estado para que destine os recursos para uma pista existente em Ouro Fino Paulista.

“Em momento de crise é inaceitável esse descompromisso do executivo municipal. Além desses R$ 90.000,00 (noventa mil reais), a prefeitura também deixou de receber R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) do governo federal, valor que daria para montar um centro de diagnósticos com a aquisição de um aparelho de ultrassonografia”, concluiu.

Reunião entre partidos debate conjuntura e estratégias para eleições 2016.

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Há menos de cinco meses das eleições que irão definir os novos prefeitos e vereadores em Ribeirão Pires, os bastidores da política no município começam a ganhar espaço, com as intenções de partidos e candidatos a disputar o pleito municipal em 2 de outubro deste ano.

O assunto é amplamente discutido em rodas de conversa e acirra a disputa, já que os dirigentes de cada partido começam a definir os rumos das eleições e buscam se articular para fortalecer as coligações.

E para esquentar o clima, uma reunião envolvendo três partidos no final da tarde desta sexta-feira (20), mostrou que as oposições estão dispostas a dialogar projetos e ensaiam um possível bloco político para disputar as eleições. Lideres dos partidos PTC, Rede Sustentabilidade e PROS debateram e ao que tudo indica, encontraram denominadores comuns e um discurso assemelhado caso a aliança se concretize entre as siglas.

“Sou pré-candidato a prefeito pelo PTC, mas temos um diálogo com diversos grupos políticos em Ribeirão Pires. O que na realidade importa é resgatar nossa cidade propondo caminhos e soluções. Devemos pensar num governo sem amarras”, disse Charles D’orto.

Segundo o pré-candidato do PROS, Julião “Existem muitas conjunturas para ouvir e a escolha de um nome adequado deve se pautar pela liderança e também com muito diálogo e sem vaidades”.

Para o presidente da recém-criada Rede Sustentabilidade, Carlos Lima, o mais importante é que se estendam os debates com todos aqueles que se opõem ao atual modelo administrativo.

“Espero que os diversos diálogos que estão acontecendo na cidade, viabilizem a formação de um ‘frentão’. Ribeirão Pires, dispõe de condições privilegiadas a exemplo do Rodoanel, Ferroanel, água e vasta vegetação. Devemos analisar a cidade como um ser vivo, para tanto devemos conversar com todos os segmentos sócias para encaminharmos a Ribeirão Pires que queremos”, argumentou.

Ainda que o referido encontro não tenha se configurado em aliança selada, vale o registro jornalístico. Outras agremiações políticas da cidade também já realizaram encontros similares e pelo que se sabe mantém constantes diálogos, a exemplo do próprio PTC, PPS, Rede, PSDB, PRB, PROS, PT, PMB, PR, PHS. Vale ressaltar que nenhum dos partidos citados ainda apresentou nome de vice e que as definições estão próximas, sendo que a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto. Luís Carlos Nunes

Mauro Coelho participa de jantar em apoio a sua pré-candidatura a vereador.

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Aproximadamente 300 pessoas participaram de um jantar organizado por amigos e apoiadores do pré-candidato a vereador Mauro Coelho (PT) em Ribeirão Pires. O evento aconteceu na noite desta sexta-feira (13) na Churrascaria Monteiro’s Grill.

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Além dos convidados que arcaram com os custos de 20 reais por pessoa, estiveram presentes diversas lideranças regionais entre vereadores, assessores parlamentares, representantes de oito sindicatos de trabalhadores.

O pré-candidato Mauro Coelho disputou as eleições no ano de 2012, alcançando a 2ª suplência com 403 votos.

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Mauro Coelho tem 48 anos, casado, 2 filhos, é diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (CONSTRUMOB).

Sessão da Câmara que aprovou Impeachment de Dilma é anulada.

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O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PMDB-MA), anulou nesta segunda-feira (9), a sessão que autorizou o impeachment na Casa, realizada no dia 17 de abril, um domingo.

O parlamentar atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), apresentado pelo ministro José Eduardo Cardozo, e convocou uma nova sessão, a acontecer daqui a cinco sessões.

Entre os pontos alegados pela AGU estão o de que na votação de impeachment não cabe antecipar votos e nem orientação de bancadas. A informação foi confirmada pelo deputado Rubens Pereira Júnior, vice-líder do PCdoB na Câmara, pelo Twitter.

Confira seus posts:

– Presidente da Câmara em exercício Waldir Maranhao acaba de anular a sessão q autorizou o impeachment. E convocou nova.

– Presidente em exercício acolheu pedido da AGU, q aguardava respostas há dias. Cunha podia ter resolvido. Não o fez. Coube a ele.

– Pontos alegados: em votação de impeachment não cabe antecipar votos e nem orientação de bancadas. OEA se manifestou assim no Peru e Equador.

– Foi convocada nova sessão, sem vícios, pra decidir sobre a autorização. Daqui 5 sessões.

– A decisão foi Informada ao Senado.

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Comissão aprova processo de cassação contra a presidente Dilma.

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Como já era esperado tanto pelo governo quanto pela oposição, a maioria dos deputados membros da comissão especial do impeachment na Câmara votou nesta segunda-feira (11) a favor do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que defende a abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em uma sessão que durou quase 10 horas, 38 deputados aprovaram o relatório e 27 se manifestaram contrários. O parecer segue agora para votação no plenário da Casa, prevista para começar na próxima sexta-feira (15) e durar entre dois e três dias.

A votação foi realizada na última sessão da comissão especial, que se reuniu dez vezes desde 17 de março, data que o comitê foi instalado. A reunião de hoje teve quórum máximo, com a presença de quase todos os 65 membros titulares, além de dezenas de suplentes e deputados não membros.

PROS lança Julião como pré-candidato e defende unidade de projetos em Ribeirão Pires.

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Intenso foguetório marcou ato político realizado nesta terça-feira (05) pelo Partido Republicano da Ordem Social na Câmara Municipal de Ribeirão Pires.

As galerias da Casa de Leis foram totalmente ocupada por lideranças pró-moradia, saúde, trabalhadores, sindicalistas, empresários e lideranças políticas do ABC para acompanhar o lançamento do nome de Júlio Maria de Lima, popular Julião como pré-candidato ao Paço Municipal de Ribeirão.

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O ato que fugiu as tradicionais defesas apaixonadas de uma agremiação, teve como tônica a defesa do diálogo e construção de projeto comum com outras lideranças e siglas partidárias para uma futura administração capaz de atender as demandas latentes na cidade.

Presente ao evento, o articular da Rede Sustentabilidade, Carlos Lima argumentava a necessidade da ampliação do diálogo com os diversos setores no município.

“A Rede Sustentabilidade não está aqui selando acordo com pessoas ou pacote fechado. Acreditamos na construção de um projeto que possa trazer uma nova cultura político-administrativa, que possa contemplar eixos essenciais e fundamentais ao meio social, ambiental e econômico. Nesse sentido posso dizer que Julião se mostra capaz para debater e também contribuir. Que esse projeto não seja mais um projeto de cobiça de quem não é daqui. Gostaria muito de que outras lideranças políticas estivessem aqui. É com esse espírito de renovação no administrar que a Rede  se apresenta em sua primeira eleição”, argumentou.

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Para o então pré-candidato Julião, Ribeirão Pires passa por grave crise administrativa e política e compete a sociedade como um todo apontar o caminho. “Tenho uma longa estrada na política, mais especificamente junto aos movimentos sociais. É uma honra ter meu nome apontado pelo PROS como pré-candidato. Mas não quero nem defendo em momento algum esse modelo que aí está posto onde não há rumo e tão pouco objetivo. Quero aproveitar esse momento para me apresentar a sociedade e buscar entendimento com outros atores sociais em busca do entendimento de um projeto capaz, que seja construído por todos nós que aqui residimos”.

Além de candidato a prefeito, o PROS também terá candidatos ao cargo de vereador.

Resistência ao golpe dá oxigênio ao governo Dilma.

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A semana que começou com uma derrota para o governo, na terça-feira em que o PMDB anunciou o rompimento, termina com uma conjugação de fatos que avisam ao outro lado: O jogo ainda não acabou.

As manifestações de ontem foram as maiores já realizadas em defesa da democracia e em apoio à presidente Dilma, com ganhos de representatividade para a frente política contra o impeachment, que  ultrapassa o petismo e o sindicalismo. A presença e a fala de Chico Buarque no palanque do Rio foram o mais forte simbolismo disso.

Se o clamor pelo impeachment no dia 13 deu impulso ao processo na Câmara, o de ontem, contra a deposição da presidente, também será ouvido pelos partidos, na semana crucial em que Dilma e o ex-presidente Lula devem avançar nas articulações para uma recomposição do governo que proporcione os votos para a barragem do processo no plenário da Câmara. O fato de haver massas protestando contra o impeachment facilita a tomada de posição por deputados que alegavam ser impossível apoiar o governo com “o povo todo contra”. Não é o povo todo, claro está. Neste momento, Lula e outros articuladores conversam com PP, PSD, PR e partidos menores. É neste “centrão” que podem colher os 100 votos fundamentais para ganhar o jogo com um mínimo de segurança. Se a oposição precisa colocar em plenário 342 votos, o governo pode montar sua barragem com votos contra, com abstenções e ausências. Lula dialoga ainda com setores do PSB, velho aliado que se transferiu para a oposição.

Ele também termina a semana com uma boa vitória, a decisão do STF que manteve no âmbito da mais alta corte as investigações iniciadas pelo juiz Moro. A decisão liminar de Gilmar Mendes contra sua posse não foi ainda examinada mas agora ele não será abatido, enquanto articula a salvação do governo,  por uma ordem de prisão preventiva de Moro – que por sinal levou uma sova do STF com as condenações veementes à sua divulgação ilegal das conversas grampeadas de Lula, inclusive com Dilma. Lula iria participar do ato de Brasília. Mas sensatamente desistiu para não parecer uma provocação ao STF, que à tarde decidiria sobre o questão do foro. Gravou porém aquele vídeo, objetivo e curto, em que apenas pediu união em defesa da democracia e da legalidade.

Mas antes ainda desta quinta-feira, Dilma colecionou manifestações de alta ressonância contra seu impedimento, do alto e da base da pirâmide brasileira. Um ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deu-lhe razão: “sem crime de responsabilidade é golpe mesmo”. Na quarta, durante o lançamento da fase 3 do Minha Casa Minha Vida, pessoas simples do campo e da cidade, de movimento por moradia, juntamente com o sanguíneo Guilherme Boulos, do MTST, entoaram o “não vai ter golpe” no Palácio do Planalto. Ontem o ato se repetiu com a entrega de manifestos por intelectuais e artistas como Beth Carvalho, Letícia Sabatella, Aderbal Freire-Filho, Ana Muylaert, Sergio Mamberti, Ana Maria Magalhães e tantos outros.  Wagner Moura publicou um artigo contundente contra o impeachment. Professores e estudantes protestaram na USP, na UFRJ e em outras universidades. Advogados peitaram a OAB na entrega de um oportunista pedido de impeachment adicional. Juristas continuaram sustentando que não há crime de responsabilidade. Em Lisboa o seminário promovido pelo ministro Gilmar Mendes e líderes da oposição foi alvo de um protesto de brasileiros. Aliás, emigrados brasileiros  voltaram a se manifestar pela democracia em várias capitais do mundo. No campo adversário, nenhuma manifestação importante mereceu registro.

Por fim, apesar de toda a campanha da mídia grande, a palavra golpe pegou. A ideia de que o impeachment com base em pedaladas fiscais é apenas o mandato legal para um golpe contra Dilma, logo contra a vontade popular, ganhou força ao longo da semana. Foi isso que fez as manifestações crescerem comparativamente com as do dia 18.

E daí, isso mudará votos na Câmara? Ninguém pode responder positivamente, até porque ninguém sabe ao certo quantos votos há contra ou a favor do impeachment. Mas certamente o clima melhorou para o governo. Quando Collor, no curso do impeachment, cometeu a frase “não me deixem só”, o que colheu foi um grande protesto com as pessoas vestindo preto, e não verde-amarelo, como ele pedira. As manifestações de ontem disseram que Dilma não está só.   Isso não fará diferença para a oposição que comanda o processo, juntamente com Eduardo Cunha e agora com o vice Michel Temer.  Mas fará para aqueles partidos da base governista que vinham sendo tentados pelo efeito manada.

Mas há sempre um imponderável no ar: a Lava Jato.

Ruptura do PMDB com governo foi “uma burrada” de Temer, avaliam caciques.

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Os menos de três minutos em que o Diretório Nacional do PMDB aprovou, por aclamação, e não por votos, a ruptura do partido com o governo federal podem ter um efeito negativo prolongado para o vice-presidente Michel Temer, principal articular do desembarque.

O sentimento de líderes do PMDB contrários ao rompimento, neste momento, é de que o governo, com o que eles vêm chamando de “erro tático do Michel”, pode conseguir os votos necessários na Câmara dos Deputados para arquivar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

PMDB racha e três ministros continuam com o governo.

ministros do PMDB

Três dos seis ministros do PMDB devem continuar no governo Dilma Rousseff. De todos, o único que já anunciou publicamente que não sairá do governo e não deixará o partido – o que confronta com a deliberação do diretório nacional – é Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), deputado pelo PMDB-RJ.

Além dele, Marcelo Castro (Saúde), Kátia Abreu (Agricultura) pretendem permanecer no governo.

Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Aviação Civil) e Helder Barbalho (Portos) devem sair, mas querem um prazo.

No caso de Kátia Abreu (PMDB-TO), há a possibilidade de ela deixar o partido para permanecer no governo. Um possível caminho para a ministra é voltar para o PSD, do ministro Gilberto Kassab (Cidades).

Com PMDB fora abre espaço a “novo governo”, diz ministro da Jaques Wagner.

O ministro chefe de gabinete de Dilma, Jaques Wagner, afirmou nesta terça-feira (29) que a decisão do PMDB de romper com o governo representa o momento de a presidente Dilma Rousseff “repactuar o governo”. Para o ministro, a medida tomada pelo partido abre espaço para “um novo governo”.

“O governo recebe com naturalidade a decisão interna do PMDB, agradece todo esse tempo de colaboração que tivemos ao longo desses cinco anos no governo da presidente Dilma, e creio que a decisão chega numa boa hora, porque oferece à presidente Dilma ótima oportunidade de repactuar seu governo”, disse Wagner.

“Poderia até falar em um novo governo, porque sai um parceiro importante, mas abre espaço político para repactuação do governo. Isso já aconteceu em outros governos, inclusive comigo na Bahia, e a politica é assim, vivida na realidade. A gente trabalha para manter aliança, que não pôde ser mantida, mas agora estamos repactuando as alianças do governo e até sexta teremos novidade”, completou.

Jaques Wagner informou que ainda esta noite Dilma terá uma reunião com seus principais colaboradores palacianos, da qual poderá participar o ex-presidente Lula. Até sexta-feira, ele acredita que o governo terá novidades sobre a repactuação. Entre os partidos com quem o governo está dialogando estão o PR, PP e siglas menores, afora os peemedebistas que não seguirão a orientação do partido. Com esta nova coalizão o governo espera formar a trincheira de 171 votos para evitar a aprovação do impeachment na Câmara. “Impeachment sem causa é golpe”, disse o ministro.

Ele evitou falar sobre a possibilidade de permanência de ministros do PMDB no governo. “A presidente ainda está analisando a decisão. Para nós, o que interessa é que abriu um espaço de repactuação.. Acho que foi bom o PMDB tomar sua decisão antes da votação. Dá oportunidade para a presidenta Dilma repactuar o governo, não apenas para a votação que se aproxima, mas para os dois anos e nove meses que restam de seu mandato.

Relação Dilma e Temer

Na entrevista, Jaques Wagner também dedicou parte de sua fala a uma avaliação sobre como fica a relação entre Dilma e o vice Michel Temer. Para ele, esta relação passará a ser “educada”, embora “politicamente interditada”.

Mesmo com PMDB, oposição não tem números para depor Dilma do governo.

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O jornalista Rodrigo Vianna do Portal Forum, produziu texto intrigante que traça um horizonte com uma guerra psicológica que foi iniciada nesta terça-feira (29) com a saída do PMDB da base aliada e também do governo da presidente Dilma.

Segundo o escriba “essa guerra se estenderá por semanas e o objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que ‘acabou o jogo”.

Para Rodrigo Vianna, essa afirmação é falsa uma vez que mesmo com adesão oficial do PMDB e de Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…”, diz ele

Por Rodrigo Vianna, do Portal Fórum

Uma grande guerra psicológica teve início hoje (terça-feira, 29 de março). E essa guerra vai-se estender por semanas. Por isso, muita calma nessa hora.

Entidades empresariais (as mesmas que apoiaram o golpe de 64) pagam anúncios gigantes em jornais defendendo o golpe jurídico/parlamentar contra Dilma. E o PMDB (com transmissão pela TV) anuncia rompimento formal com governo…

O objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que “acabou o jogo”.

Isso é falso!

A oposição golpista, mesmo com adesão oficial do PMDB e do traidor Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…

Mil conversas estão rolando: pedaços do PR, PSD e PP podem ocupar no governo os espaços abertos por Temer traíra e seus golpistas.

E atenção ao PRB: PT articula nos bastidores o apoio oficial a Crivella na disputa pela Prefeitura do Rio, além de mais espaço no ministério – o que em tese poderia garantir 24 votos do partido contra o impeachment. As conversas avançam rapidamente, e podemos ter surpresas nas próximas horas.

Claro que esse jogo é volátil. Muda a cada minuto. Faz parte do jogo desanimar o campo adversário com uma onda de “agora já era”.

Com pedaços do PR/PP/PSD, o governo poderia sim reunir tranquilamente 30 votos na Câmara (principalmente nas bancadas do Norte/Nordeste). Contaria, ainda,  com ao menos 10 dissidentes do PMDB (nem todos os ministros entregarão cargos, alguns têm capacidade de reunir pequenas “bancadas” avulsas). E mais a articulação com o PRB.

Reparem: isso poderia garantir em torno de 65 votos. Seriam suficientes para (somados aos 110 votos da bancada de esquerda, firmemente contra o golpe na Câmara) barrar o impeachment.

Reparem também que, desses 65 votos de centro-direita que o governo precisa garantir nos próximos dias, nem todos precisam ir a plenário e votar “não” ao impeachment. Basta que se abstenham.

Fora isso, há reação nas ruas: a OAB golpista foi escorraçada na Câmara, um acampamento contra o golpe foi montado em São Paulo, e o dia 31 vem aí com marchas em Brasília e acampamentos contra o golpe Brasil afora.

E lembro a ação do jornalista Juca Kfouri, que sozinho pôs pra correr arruaceiros fascistas que o incomodavam de madrugada, em frente de casa – o que indica o caminho da indignação cívica e democrática contra o golpe, para além de qualquer defesa do PT (clique aqui para saber mais sobre a reação de Juca).

Isso tudo quer dizer que Dilma, necessariamente, fica?

Não. Quer dizer que o jogo está sendo jogado. E que a direita partidária, empresarial e midiática pretende desanimar a turma do lado de cá. Pelo que tenho visto nas ruas e nas redes, essa tentativa vai falhar.

Há cerca de 20% do país decidido a ir pra guerra contra o golpe. Se a esse pessoal o governo conseguir agregar setores centristas, mostrando que o golpe é paulista e joga contra os interesses do Norte/Nordeste, o impeachment será barrado. No voto.

Sem contar que há novidades para surgir no STF nos próximos dias. O tribunal pode ser instado a paralisar o processo de impeachment – já que o presidente da Câmara e ao menos 30 dos integrantes da comissão especial estão sob grave suspeita.

Mais que isso. Devemos ter claro que a defesa da democracia terá que se estender por muitos meses. Aconteça o que acontecer!

Se Dilma derrotar o impeachment, o país seguirá conflagrado. Mas ao menos teremos claro quem é quem. Teremos um governo sitiado, com uma base parlamentar pequena mas sólida. Temer terá ganho a pecha de traidor, de porteiro de filme de terror. E a esquerda poderá se recompor em outras bases. Na rua.

E se, ao contrário, Temer/Serra/Cunha/FIESP/Gilmar/Globo ganharem e derem o golpe, terão um governo que só se sustentará debaixo de porrada. Porque as ruas vão virar um inferno!

Portanto, não é hora de desespero, nem de euforia. O outro lado é muito forte. Mas não terá um passeio no parque pela frente.

Não está escrito nas estrelas, nem na tela da Globo, que o golpe paulista vai vingar. Com ou sem PMDB, pode ser barrado: nas redes, nas ruas e na ação miúda do governo.

Temer e Renan selam acordo para deixar o governo Dilma.

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O vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, fecharam posição sobre o desembarque do governo Dilma Rousseff. O PMDB vai oficializar a saída nesta terça-feira (29), por aclamação.

A tendência é que o partido aprove ainda o prazo até o dia 12 de abril para que os sete ministros da sigla deixem seus cargos. O mesmo valerá para outros peemedebistas empregados em cargos de confiança na administração federal.

Temer não presidirá a reunião que vai selar o desembarque. Os ministros peemedebistas também não irão à reunião.

O formato da convenção de amanhã foi fechado em reunião na residência oficial do Senado com a presença de outros senadores peemedebistas. Com o acordo, a tentativa do comando nacional do partido é evitar demonstrar a divisão do partido no encontro do diretório nacional da legenda.

Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos.

Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):

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Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht

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Na planilha, Renan é “atleta”; Eduardo Paes, “nervosinho”; Sérgio Cabral, “próximus”.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.

Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.

Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.

Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião

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O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição

COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.

O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.

ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOS
Clique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:

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Arquivo 11

Arquivo 12

OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.

Bomba de Delcídio abala o País. Palavra de ordem no Supremo é serenidade.

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A bomba que o senador Delcídio Amaral entregou ao Supremo Tribunal Federal, com sua delação premiada, espalhou estilhaços por todos os lados. Diversos caciques foram acertados, entre eles Aécio Neves, e outras figuras da política brasileira. No início da tarde, quando a delação foi tornada pública, Delcídio se desligou oficialmente do PT.

No STF, a palavra de ordem é cautela. É o que disse o ministro Marco Aurélio Mello, ao se mostrar “perplexo” com as acusações e a inclusão de um nome na longa lista de possíveis investigados.

“Estamos todos perplexos. Claro que se trata da palavra de um investigado, o valor é relativo, mas a delação revela indícios e esses indícios podem ter materialidade. Temos que aguardar”, disse Marco Aurélio.

Marco Aurélio, entende que o momento exige tranquilidade. “É hora de atuarmos com serenidade e temperança, apurando para que, selada a culpa, prender”, sublinhou.

Os aliados – Na delação, Delcídio não deixou pedra sobre pedra. Ele expôs o chamado “arco de influência” da bancada do PMDB no Senado em nomeações para ministérios e estatais. Segundo ele, o partido é especialmente protagonista no Ministério de Minas e Energia, com representantes na Eletrosul, Eletronorte, Eletronuclear e, até mais recentemente, nas diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras.

Entre os parlamentares peemedebistas citados por Delcídio, está o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), além do ex-ministro Edison Lobão (MA). Os senadores Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO) também fariam parte do “time” que teria influência nas obras das hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, além da Usina Nuclear de Angra 3.

“Na Petrobras, abraçaram a manutenção de Paulo Roberto Costa na diretoria de abastecimento e Nestor Cerveró na diretoria internacional, como consequência do ‘escândalo do Mensalão’. A ação desse grupo se fez presente em subsidiárias da Petrobras como, por exemplo, a Transpetro. Lá reinou, absoluto, durante dez anos, Sérgio Machado, indicado por Renan Calheiros. Seguidas vezes o vi, semanalmente, despachando com Renan na residência oficial da Presidência do Senado”, relatou Delcídio aos investigadores.

Voo de Aécio – O tucano Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, também foi citado na delação. Segundo Delcídio, o senador mineiro recebia vantagens ilícitas desviadas da diretoria de engenharia de Furnas. De acordo com o petista, o esquema era operado pelo ex-diretor Dimas Toledo, que teria “vínculo muito forte” com o tucano.

Delcídio afirma que os desvios eram repartidos entre Aécio e o ex-deputado José Janene, do PP.

Aos investigadores, Delcídio afirma não conhecer como funcionava o esquema em Furnas, mas garante que a empresa foi usada sistematicamente “em vários governos” para repassar valores aos partidos, da mesma maneira como ocorreu com a Petrobras, conforme revelou a Operação Lava Jato.

Cunha na mira – O senador chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “menino de recados” do banqueiro André Esteves em assuntos de interesse do Banco BTG, “especialmente no que tange a emendas às Medidas Provisórias que tramitam no Congresso”.

Como exemplo, o senador citou aos investigadores a apresentação de emenda por parte da Câmara dos Deputados a uma MP (668 ou 681, segundo Delcídio) possibilitando a utilização de ativos em instituições em liquidação de dívidas. Entre as tratativas de Esteves junto a Eduardo Cunha, estaria a possibilidade de inclusão de mecanismos para que bancos falidos utilizassem os Fundos de Compensação de Variações Salariais (FCVS) para quitar dívidas com a União. Delcídio confessou ainda o fato de ele próprio ter marcado uma agenda do banqueiro do BTG com o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para tratar do tema.

Dilma confirma Lula como ministro da Casa Civil.

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A presidenta Dilma Rousseff informou no início da tarde desta quarta-feira (16), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirá a chefia da Casa Civil no lugar do ministro Jaques Wagner, que passará a  comandar o Gabinete Pessoal da Presidência da República.

Em nota, Dilma informou ainda que o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC) será ocupado pelo deputado federal Mauro Ribeiro Lopes (PMDB-MG).

A presidenta da República agradeceu ao ministro interino, Guilherme Ramalho, “pela sua dedicação” à frente da SAC.

De acordo com o site do Partido dos Trabalhadores, a posse de Lula será na próxima terça-feira (22).

Esses vereadores declararam serem contrários a demolição da Fábrica de Sal.

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O projeto de construção de um Shopping Center em Ribeirão Pires em local hoje ocupado pela Fábrica de Sal, uma biblioteca e uma pré-escola irá a plenário para votação na próxima segunda-feira (14) na câmara de vereadores.

Para ser aprovado, o governo de Saulo Benevides (PMDB) precisará de 12 votos. Até o momento, 07 entre os 17 vereadores já se declararam contrários ao projeto, são eles: Berê do Posto (PMN), Diva do Posto (PR), Eduardo Nogueira (SD), Flávio Gomes (PPS), Gabriel Roncon (PTB), Paixão (PPS) e Renato Foresto (PT).

O tema tem despertado na cidade movimentações apaixonadas entre os que apoiam e os que são contrários. Os que concordam, tem como principal argumentação de que um Shopping Center na cidade aqueceria a economia local e geraria aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos. Os contrários ao empreendimento defendem o tombamento da antiga Fábrica de Sal como patrimônio histórico, a criação no local de espaço público na área de cultura e laser bem como não concordam com a concessão do espaço por 99 anos avaliado em aproximadamente 20 milhões de reais para a iniciativa privada. Os contrários afirmam ainda que o Shopping Center pode prejudicar o comercio local com o fechamento dos mesmos e a perda dos atuais postos de trabalho.

A sessão da Câmara de vereadores de Ribeirão Pires acontece nessa segunda-feira (14) a partir das 14 horas.

Aécio e Alckmin são vaiados e chamados de ladrão em ato contra o governo na Paulista.

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Dois presidenciáveis tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin, que esperavam ser aclamados pela população neste domingo, foram surpreendidos com a reação hostil dos manifestantes.

Ambos foram recebidos com vaias, sendo chamados de corruptos e ladrões de merenda escolar, em referência ao escândalo do desvio de recursos da merenda escolar na gestão de Alckmin.

Mais cedo, Alckmin recebeu, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva formada por senadores e deputados da oposição. Em entrevista coletiva ele disse que “é preciso virar a página”.

“Precisamos virar essa página. Precisamos de uma solução rápida para retomar o crescimento”.

A deputada federal Jandira Feghali, do PC do B, avaliou que a recepção aos tucanos serve como lição. “É para esses políticos da oposição verem que tipo de manifestação apoiam e financiam. A criminalização da política atinge todos. Assim é que surgem os apolíticos e viram heróis”, disse a comunista.

Assista ao vídeo do momento da agressão e leia mais na reportagem da Agência Brasil clicando aqui:

Imprensa internacional ressalta frustração política nas manifestações.

O clima de frustração que leva centenas de milhares de brasileiros a protestarem contra o governo Dilma Rousseff neste domingo foi amplamente repercutido na imprensa internacional. Entre jornais, sites de revistas e redes de TV, um dos assuntos mais falados foi a reunião de descontentes nas ruas das capitais brasileiras.

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O jornal argentino “La Nación” deu destaque ao fato de que “pela primeira vez, as manifestações são abertamente respaldadas pelos principais partidos da oposição. O diário argentino ilustra sua matéria com os protestos em Copacabana.

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Já na França, o diário “Le Monde” afirma que a frustração que se reflete no clima político “ficou englobada pelos escândalos de corrupção” que afetam o PT.

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Maior jornal britânico, o “Guardian” cita a presença de centenas de milhares nas ruas, entre eles o ex-secretário de segurança do Rio, Marcelo Itagiba, hoje deputado federal. O diário cita a presença de manifestantes “mais predispostos a apoiar a oposição”.

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A rede britânica de TV Sky News diz: “Manifestantes exigem a remoção da presidente”. Em seu conteúdo, ressalta que Dilma fez apenas um apelo para que não houvesse violência nos protestos — e que assegurou que não renuncia.

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O “El País” destaca o peso que as acusações contra Lula – “mentor político de Dilma” – têm contra sua popularidade. O jornal espanhol destaca ainda que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) “capitaliza o mal-estar social como um Donald Trump brasileiro”.

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Seu maior concorrente, o “El Mundo”, estampa em sua capa “A oposição chama a tomar as ruas um ano após”, referindo-se às enormes manifestações de março de 2015, que congregaram mais de 2 milhões. O diário cita as investigações sobre o patrimônio do ex-presidente Lula como um reforço ao processo de impeachment “em um país cada vez mais polarizado” politicamente.

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Já o mais popular diário português, o “Público”, sintetiza a discussão usando termos que exprimem a frustração dos manifestantes: “‘Chega, basta!’ Hoje é dia de pedir o fim do governo Dilma no Brasil”. do O Globo

Diva do Posto corre atrás de recursos para o trânsito de Ribeirão Pires.

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Assessoria de Comunicação da vereadora Diva do Posto

Aproveitando o início do ano, período em que deputados estaduais e federais se organizam e destinam suas emendas parlamentares, a vereadora Diva do Posto (PR) articula e mantêm contatos políticos em busca de receitas para Ribeirão Pires.

Na manhã desta quarta-feira (02) a vereadora ribeirãopisense se reuniu com o deputado estadual Luiz Fernando (PT) e através do ofício 0066-03-2016 solicitou ao parlamentar uma emenda para a compra de um veículo para o departamento de Trânsito do município de Ribeirão Pires.

“A frota do departamento de Trânsito do município está ultrapassada e não atende as atuais necessidades para um bom desempenho dos servidores. Precisamos apoiar nossa cidade e independentemente de sigla partidária ou posição política estarei sempre em busca de melhorias”, disse Diva do Posto (PR).

O deputado Luiz Fernando (PT) se prontificou em ajudar e assim que resolver questões burocráticas encaminhará a Câmara de Vereadores de Ribeirão um documento oficializando o pleito da vereadora Diva.

Segundo a vereadora Diva do Posto (PR) em breve novas reuniões com políticos de outras esferas acontecerão em busca de novas emendas.

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“CPI do Merendão” é travada por Alckmin na ALESP.

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“Nos últimos quatro anos, 26 CPIs foram enterradas porque o governo Alckmin não deixa que elas sejam aprovadas, não respeitando a autonomia dos poderes”, afirmou hoje (25) a deputada estadual Beth Sahão (PT-SP), em entrevista à Rádio Brasil Atual. A parlamentar disse que há dificuldades para a CPI da Merenda ser aceita.

Na terça-feira (23), houve uma manifestação no plenário da Assembleia Legislativa paulista com o objetivo de pressionar os deputados, mas a base tucana esvaziou a sessão.

A CPI pede a investigação de superfaturamento e propina nos contratos de merenda escolar no governo Alckmin. Uma das investigações é o possível desvio de 25% do valor das contratações para deputados e funcionários do governo.

São necessárias 32 assinatura e a oposição até o momento possui 22. O presidente da assembleia legislativa, Fernando Capez (PSDB) assinou, mas não vale nada, se ele não orientar a base do partido para assinar. do Rede Brasil Atual, editado por blog Caso de Política

Aprovação do governo sobe para 11,4% aponta CNT.

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(Reuters) – A rejeição à presidente Dilma Rousseff recuou em fevereiro, mas segue em patamares ainda elevados em meio à forte recessão econômica e crise política no país, com pesquisa CNT/MDA mostrando que a avaliação ruim/péssima do governo passou para 62,4 por cento, ante 70,0 por cento em outubro.

A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou ainda nesta quarta-feira que agora 11,4 por cento avaliam o governo como ótimo ou bom, ante 8,8 por cento em outubro.

Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 18 e 21 de fevereiro, em 137 municípios do país. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

79% acham que presidente não está sabendo lidar com crise

A rejeição da presidente Dilma Rousseff teve uma pequeno recuo em fevereiro, apesar da avaliação bastante negativa sobre como a presidente tem lidado com a forte recessão econômica vivida pelo país, mostrou pesquisa CNT/MDA nesta quarta-feira.

Para 79,3 por cento dos entrevistados Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica, que tem aumentado fortemente o desemprego num ambiente de inflação elevada.

Outro fator que também contribui para a ainda elevada rejeição de Dilma é como a população vê sua suposta participação no esquema investigado pela operação Lava Jato, que apura corrupção envolvendo a Petrobras, órgãos públicos, empreiteiras e políticos.

Segundo a pesquisa, 88,6 por cento têm acompanhado as investigações da Lava Jato. Nesse grupo, 67,8 por cento consideram Dilma culpada pela corrupção investigada.

A imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também está sendo fortemente abalada pela operação. Entre os que acompanham as investigações, 70,3 por cento veem Lula como culpado de corrupção.

Com PT na TV, panelaços acontecem em 13 capitais.

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Panelaços foram ouvidos na noite desta terça-feira (23) durante o programa eleitoral do PT em rede nacional de rádio e televisão, do qual participou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foram ouvidos panelaços em bairros nobres de capitais como Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP), Vitória (ES) e Distrito Federal.

Abaixo o vídeo do programa do PT:

Movimento pela CPI da merenda pressiona deputados em São Paulo.

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Da agência Brasil – Movimentos sociais fizeram hoje (23) um protesto na Assembleia Legislativa de São Paulo para pressionar os deputados a aprovarem a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de desvio de verbas da merenda escolar da rede estadual de ensino.

As denúncias de pagamento de propinas a gestores do governo paulista para fechamento de contratos com creches e escolas públicas de 19 cidades estão sendo investigadas pela Operação Alba Branca, deflagrada no último dia 19. As irregularidades estariam ocorrendo há pelo menos dois anos.

Professores, estudantes, sindicalistas e integrantes de movimentos de moradia, lotaram as galerias da Assembleia Legislativa.

O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo estadual Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, estão entre os investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. No dia 16, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Capez. Em reunião fechada na capital paulista, também na semana passada, o Conselho de Ética do PSDB paulista decidiu instaurar um procedimento disciplinar interno para apurar a conduta de Santos.

Segundo o líder do PT na Assembleia, João Paulo Rillo, 22 deputados já assinaram o pedido de abertura da CPI, inclusive Capez, mas são necessárias 32 adesões. “O que chama a atenção é que o presidente assinou, ele é citado na história e demonstra interesse em esclarecer. O que é estranho é ele assinar e ninguém mais assinar junto”, afirmou Rillo. Ele criticou o fato de os trabalhos da assembleia estarem paralisados desde que a denúncia veio à tona. “A Casa tem obrigação pública de investigar e, como não quer, está fugindo do debate. Mas uma hora isso tem que acabar, temos que votar projetos”, afirmou.

A presidenta União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer, disse que a CPI será importante para abrir o debate com a sociedade. “Para gerar o debate público e para que todo mundo possa participar aqui na Casa.”

Enquanto parte do público ocupava a galeria, estudantes aguardavam liberação para acessar o plenário. O fato de a polícia ter impedido a entrada dos manifestantes gerou tumulto na entrada da galeria, o que foi resolvido com a intervenção de deputados da oposição que, em diálogo com os policiais, autorizaram a entrada do grupo.

Operação Alba Branca

Na Operação Alba Branca, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em sedes de 16 prefeituras, na sede da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e nas casas de suspeitos, além de seis mandados de prisão expedidos pela Justiça contra integrantes da cooperativa, com sede em Bebedouro (SP). Conforme as investigações, a empresa liderava o esquema e fornecia produtos advindos de pequenos agricultores rurais em produção familiar.

De acordo com o MP, a Coaf liderava o esquema de pagamento de propina. A cooperativa mantinha contratos com diversas prefeituras, com valores superiores a R$ 1 milhão, e um contrato com o governo estadual. A empresa também é investigada por fraudar a modalidade de compra “chamada pública”, que pressupõe a aquisição de produtos de pequenos produtores agrícolas. A empresa cadastrou cerca de mil pequenos produtores, mas comprava de apenas 30 ou 40 deles e adquiria também de grandes produtores e na central de abastecimento do estado, informou o MP.

A Secretaria Estadual de Educação manifestou interesse na investigação, dizendo que é preciso identificar os culpados e que se sente tão lesada quantos os alunos em relação ao desvio de recursos. Sobre a qualidade da merenda, a secretaria ressaltou que seriam necessárias provas sobre tais críticas, tendo em vista que o programa de merenda escolar da rede estadual é formulada por nutricionistas e contém 30% produtos orgânicos.

A assessoria do deputado Fernando Capez informou, por volta das 17h30, que ele ainda não havia decidido se falaria com a imprensa.