Ribeirão Pires habilita 10 leitos e UTI no Hospital de Campanha

A partir de agora, município passa a fazer procedimentos mais delicados, ficando menos dependente da CROSS

Na manhã desta sexta-feira, dia 16, Ribeirão Pires habilitou oficialmente os 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital de Campanha, para tratamento de pacientes acometidos com Covid 19. A medida só foi possível após repasses de cerca de R$ 2,3 milhões dos governos estadual e federal, bem como da ajuda de empresas privadas na doação de equipamentos.

Agora, o Hospital conta com uma nova composição, sendo 10 leitos de UTI, 17 de suporte ventilatório e 14 leitos de enfermaria.

Para o médico coordenador do Hospital de Campanha, Malek Imad, a UTI é fundamental para que os pacientes possam receber o tratamento no Município, sem a necessidade de ficar esperando vaga por leitos no sistema do Governo.

“A UTI contribui para a melhora do tratamento e do prognóstico dos pacientes. É um ambiente com climatização ideal, hemodiálise e material mais adequado, que são essenciais para que o tratamento possa ser realizado no próprio local e o paciente não precisar correr o risco de ser transferido, ter uma piora de seu quadro no trajeto, ou até mesmo não ter vaga nos outros hospitais, e ficar dependendo da demanda de outras cidades”, explicou.

Já o Secretário de Saúde, Audrei Rocha, comemorou a conquista dos novos leitos e destacou a seriedade da administração municipal no cuidado com os pacientes.

“Apesar de não ser um momento para festejar, em virtude do atual momento que estamos no país, pela primeira vez desde a emancipação da cidade, temos leitos de UTI na rede pública municipal, o que mostra o comprometimento que a atual gestão está tendo com a saúde”, disse, antes de completar: “Hoje somos capazes de cuidar melhor dos nossos pacientes e salvar vidas, o que é o mais importante”, salientou.

Menos dependência da CROSS – a falta de leitos de UTI fez com que Ribeirão Pires ficasse totalmente dependente da CROSS (Central de Regulação de Vagas do Governo do Estado) para transferência de pacientes em situações mais delicadas. No dia 15 de março, por exemplo, o município chegou a ter 23 pessoas na fila de espera por leitos no sistema. Como a CROSS ficou sobrecarregada devido à alta demanda dos municípios, muitas vagas demoraram a sair, complicando ainda mais o quadro de saúde dos pacientes. Somente em Ribeirão Pires, 40 pessoas foram a óbito entre 1 de março e 4 de abril.

“Com esses 10 leitos de UTI à disposição, a expectativa é que a cidade fique bem menos dependente da CROSS e que consiga tratar os pacientes sem necessidade de transferências para outros locais”, completou Audrei Rocha.

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