Convênio Médico: Aos votos vencidos cabe maior cuidado e fiscalizar o patrimônio

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – A votação sobre a troca administrativa do convenio médico dos servidores municipais de Ribeirão Pires provocou legítimas ponderações durante a sessão legislativa da Câmara nesta 5ª feira (15.04.2021).

A divergência foi puxada vereador Koiti da Marutaka (PSDB) que questionou a redução nos valores do atual contrato e sobre uma possível diminuição na qualidade dos serviços a serem prestados.

Segundo o líder do Governo, vereador Anderson Benevides (Avante), “a proposta atual reduz os custos do contrato em aproximadamente R$ 400 mil”.

As ponderações se seguiram com as vereadoras, Márcia Gomes da Coletiva de Mulheres (PT) e Amanda Nabeshima (PTB). Em fala muito similar, ambas parlamentares demonstraram preocupação da troca ante a pandemia da COVID-19.

A proposta foi aprovada por ampla maioria recebendo 14 votos favoráveis, 02 votos contrários e 1 abstenção. Com o resultado, o Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais de Ribeirão Pires (SINEDUC), fica como responsável pela administração.

Vale ressaltar – conforme o título expresso no título – que a votação ocorreu em ambiente democrático, com possibilidade de debate e exposições das visões. Cabe agora, para os parlamentares que se opuseram a proposta, que exerçam as suas prerrogativas e fiscalizem a entidade designada e autorizada pelo próprio parlamento.

Outro dado importante é que a proposta foi protocolada no dia 06 de abril, data que oportunizou bom espaço de tempo para o conhecimento da matéria. Por outro lado, o SINDSERV sempre foi agente duvidoso na cidade. A entidade é envolvida em esquema de corrupção, tendo o nome de uma ex-dirigente envolta em escândalo de corrupção que envolve recursos públicos municipais.

Em 20 de junho de 2017, a 3ª vara do Foro de Ribeirão Pires expediu condenação a Simone Beatriz Miranda da Silva e decretou penhora e avaliação de um veículo para o pagamento de uma dívida no valor de R$ 18.617,18 em favor da Comercial João Afonso Ltda, empresa esta que fornecia cestas básicas para a Associação dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas da Estância de Ribeirão Pires – ASERP.

Outra questão que envolve o SIDSERV que administrava o convênio médico dos servidores municipais remonta o ano de 2017, quando o ex-prefeito Kiko Teixeira nomeou a referida representante do SINDSERV para administrar o Fundo Especial do Bombeiro. Ver aqui.

Em outro episódio, a gestão passada, em dezembro de 2017, ensaiou um repasse de R$ 500 mil para o SINDSERV comprar cestas natalinas para serem distribuídas aos servidores. Ver aqui.

Após intensos debates na Casa de Leis, os parlamentares majoritariamente – desconfiando da idoneidade do referido sindicato – propuseram ao executivo da época para que os valores fossem depositados no Cartão Servidor para que os trabalhadores pudessem adquiridos produtos a sua escolha. Veja aqui.

Ao final, o prefeito Kiko Teixeira desistiu da proposta deixando o servidores públicos municipais sem o bônus natalino. Ver aqui.

Relembre alguns registros feitos pelo Repórter ABC clicando nos links abaixo

Prefeitura quer repassar R$ 500.000,00 para Sindserv comprar Kit Natalino para servidores.

Kiko nomeia ex-presidente expulsa do SINDSERV para gerir recursos do Fundo Especial do Bombeiro.

Ribeirão Pires: Servidores podem ficar sem Kit de Natal. Vereadores cobram posição de Kiko.

Kiko se cala diante de Kit de Natal.

Kit de Natal: Vereadores agiram certo em solicitar crédito no Cartão Servidor. Saibam porque.

Governo Kiko retira projeto do Kit Natal. Vereadores rejeitam íntegra da proposta.

Kiko edita Decreto e afasta Simone Beatriz do FEBOM acusada de corrupção. Nomeações podem estar fora da Lei.

Deixe uma resposta