Gestão da Qualidade Empresarial X Campanhas Eleitorais: os fins se justificam quando se planejam os meios – por Aldo Cursino*

 

A Gestão da Qualidade empresarial tem se mostrado ao longo do tempo, uma eficiente ferramenta que evidencia de forma acentuada a diferenciação entre concorrentes do mesmo segmento, comprovadamente demonstrada no sucesso e na decadência de diversas empresas, como acompanhamos diariamente, nos últimos anos, através da mídia.

As automobilísticas japonesas, padrão na qualidade de produção de veículos com alta qualidade, tecnologia avançada e preços significativamente menores que aos concorrentes mundiais, foram precursoras do movimento, que culminou na implantação de uma padronização mundial dos sistemas de gestão da qualidade, as conhecidas normas ISO – International Organization for Standardization.

Desta forma, é correto afirmar que a aplicação dessas ferramentas na estratégia eleitoral é um ponto extremamente positivo e se executada de forma firme e correta, aumentam significativamente a possibilidade de sucesso no pleito, pois fornecem subsídios para avaliação e métodos, para se chegar ao objetivo proposto, independente do cargo ao qual se concorre.

As campanhas eleitorais, principalmente as municipais, sofreram um alto e desgastante impacto com os recentes escândalos, alterações de legislação e principalmente com a indiferença e porque não se dizer com a descrença da população em seus representantes.

Com isso, o velho modelo eleitoral de compra de votos, formação de currais eleitorais e os chamados “votos de cabresto”, se tornaram modalidades superadas e vista com péssimos olhos pela população. Os gastos excessivos com alta exposição em mídia impressa, veículos sonorizados e com pessoal concentrado em determinados pontos ou regiões se tornaram alvo de críticas da população, dos adversários políticos e principalmente dos concorrentes internos.

Outro grande entrave, que tem ocorrido com bastante frequência é referente à missão legal, porém muitas vezes excessiva do Ministério Público Eleitoral e demais órgãos da Justiça Eleitoral, que por muitas vezes interferem em uma candidatura, para uma apuração que muitas vezes não prova ilegalidades ou irregularidades, mas acabam prejudicando irremediavelmente a plenitude e as condições possivelmente vitoriosas no pleito.

As eleições municipais são como vários historiadores e políticos de renome classificam, como as de mais difícil concorrência, pois inferem sobre elas, relações pessoais, familiares, locais e a pouca exposição em mídia, principalmente nas cidades sem campanha veiculadas em rádios e TV’s.

Soma-se a todas estas intercorrências relatadas, entre outras tantas, as tecnologias disponíveis que hoje tornaram-se o céu e o inferno de várias candidaturas: as mídias sociais. Através delas temos visto, principalmente nas últimas eleições, em 2016 e 2018, uma verdadeira enxurrada de informações que podem elevar as propostas e disseminá-las de forma a angariar preciosos votos, bem como os chamados “fake news”, ou seja; notícias falsas, que necessitam especial cuidado, pois podem em instantes arrasar candidaturas potencialmente vitoriosas, reduzindo-as à verdadeiros fiascos eleitorais.

Ainda resta salientar que, o citado desinteresse popular pelos processos eleitorais vem se acentuando em todas as esferas governamentais. Exemplo disso é o gráfico abaixo, que demonstra o elevado número de abstenção nas últimas eleições, o que se agrava com a também citada falta de veiculação das candidaturas nos principais meios de comunicação.

Fonte: TSE

Estas informações demonstram claramente que os próximos processos eleitorais tendem a ter além das dificuldades inerentes ao mesmo, tantas outras mais explícitas e de difícil transposição, pois reduz significativamente o número de eleitores dispostos a declarar seu voto e ainda pior: compor alguma candidatura colocada, apoiando e pedindo votos de forma espontânea.

Portanto, torna-se altamente viável a realização de um planejamento estratégico monitorado, ajustável, eficiente e eficaz, como nos processos de gestão da qualidade empresarial pois através deste, podemos:

  • Direcionar recursos;
  • Minorar erros de condução no processo eleitoral;
  • Parear o projeto majoritário aos proporcionais e
  • Delegar responsabilidades, ampliando apoios e reduzindo investimentos.

Use as ferramentas corretas, aumente suas possibilidades e rume em direção ao sucesso de sua empreitada, pois seus eleitores, assim como os clientes das empresas de sucesso, esperam o melhor de você.

*Aldo Cursino dos Santos, químico e tecnólogo em gestão da qualidade, consultor, auditor em sistemas de gestão da qualidade e atuou por 20 anos na administração pública e 18 anos em uma das maiores certificadoras de sistemas de qualidade mundial.

Email: aldocsantos@gmail.com

whatsapp: 11 942085143

 

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