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Hacker sequestra computadores de empresário de Ribeirão Pires para cobrar resgate

Um empresário de Ribeirão Pires registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia da cidade relatando que no dia 10 de janeiro foi vítima de um Ciberataque onde um suposto Hacker infiltrou no seu Servidor de dados, um vírus conhecido por Ransomware deixando todo o seu sistema de informática com seus arquivos criptografados e inacessíveis.

O Boletim foi registrado na sexta-feita (18), como “Delito de Informática” e está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil.

O que é Ransomware?

Imagem Ilustrativa

O ransomware é um tipo de malware que sequestra o computador da vítima e cobra um valor em dinheiro pelo resgate, geralmente usando a moeda virtual bitcoin, que torna quase impossível rastrear o criminoso que pode vir a receber o valor. Este tipo de “vírus sequestrador” age codificando os dados do sistema operacional de forma com que o usuário não tenham mais acesso.

Uma vez que algum arquivo do Windows esteja infectado, o malware codificará os dados do usuário, em segundo plano, sem que ninguém perceba. Quando tudo estiver pronto, emitirá um pop-up avisando que o PC está bloqueado e que o usuário não poderá mais usá-lo, a menos que pague o valor exigido para obter a chave que dá acesso novamente aos seus dados.

Como os criminosos instalam o ransomware?

A difícil detecção de um ransomware e seus disfarces são os fatores que o tornam tão perigoso. A praga pode infectar o seu PC de diversas maneiras, através de sites maliciosos, links suspeitos por e-mail, ou instalação de apps vulneráveis. O ransomware também pode aparecer também em links enviados por redes sociais, meio muito utilizado para espalhar vírus atualmente.

Esse é tipo malware mais rentável da história. O mesmo faz uso de uma chave difícil de ser quebrada, geralmente de 30 dígitos, que a vítima receberá após efetuar sua compra em um site do atacante. Trata-se de um golpe ou de fato uma ação extorsiva pois esse tipo de hacker (crackers), mesmo após o pagamento do resgate, pode ou não fornecer a chave para descriptografar os arquivos.

Diferentemente dos trojans, os ransomwares não permitem acesso externo ao computador infectado. A maioria é criada com propósitos comerciais. São geralmente, e com certa facilidade, detectados por antivírus, pois costumam gerar arquivos criptografados de grande tamanho, embora alguns possuam opções que escolhem inteligentemente quais pastas criptografar ou, então, permitem que o atacante escolha quais as pastas de interesse.

Em janeiro de 2016, foi descoberto um ransomware brasileiro que emite um janela parecida com um pedido de atualização do Adobe Flash Player. Quando o usuário clica no link para atualizar, o malware infecta a máquina e em pouco tempo sequestra os dados da vítima.

A descoberta foi feita pelo Kaspersky Lab, que também divulgou o valor da extorsão dos criminosos, cerca de R$ 2 mil em bitcoin.

 

“Hackers do bem” projetam software para investigar gastos de deputados.

hacker

Um projeto de “hackers do bem” pretende criar um software capaz de monitorar os gastos dos deputados federais com a chamada “verba indenizatória”. O valor utilizado por parlamentares com alimentação, combustível, passagens e escritórios no berço eleitoral, por exemplo, pode chegar a R$ 45,6 mil por mês. O nome do projeto é “Serenata de Amor”.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa.

Apesar de estarem no site da Câmara dos Deputados, os dados são pouco transparentes e muito volumosos, já que reúnem informações de 513 deputados federais no órgão. “A aprovação da verba, que é realizada pelo próprio governo, é superficial”, apontam os hackers.

Por lei, o recurso fica disponível para ser usado pelo político e seu gabinete em tudo que não precisa de uma licitação, como por exemplo, um almoço. De acordo com os desenvolvedores do “Serenata de Amor”, somente no ano passado, em média, cada deputado gastou R$ 266 mil.

Segundo levantamento prévio, a lista de irregularidades com a verba conta com aluguel de imóveis como fachada para executar propaganda eleitoral para o partido, almoço de R$ 1.495,00 em um restaurante onde o valor é injustificável. Os dados também apontam que um parlamentar comprou bebida alcoólica em restaurante chique em Las Vegas.

“Estamos criando robôs capazes de varrer os dados do Governo, aprendendo e identificando o que é um gasto legítimo, ilegal ou superfaturado. Com o julgamento feito, vamos formalizar denúncias no Ministério Público e exigir que esse dinheiro seja devolvido para os cofres públicos”, explicam.

O software vai analisar todas as notas fiscais e comprovantes da chamada verba indenizatória. O algoritmo de Machine Learning vai cruzar esses dados com diversos bancos de dados e assim achar desvios, anomalias e possíveis casos de corrupção.

A “Operação Serenata de Amor” recebeu este nome por três motivos. O primeiro é um escândalo ocorrido nos anos 1990 na Suécia, conhecido como “Caso Toblerone”. Investigadores descobriram a compra do conhecido chocolate com verba pública pela principal candidata primeira-ministra do país usava verba pública para cobrir gastos pessoais. Além disso, de acordo com os criadores, o nome parece de um operação da Polícia Federal e também faz uma “serenata de amor” para o Brasil.

Para realizar o projeto, os desenvolvedores contaram com financiamento coletivo, que já atingiu 100% da meta de arrecadar R$ 61,2 mil, com a ajuda de quase mil pessoas. A arrecadação, no entanto, ainda continua acontecendo, já que o valor era o mínimo estipulado para o projeto. Com o recurso em mãos, serão pagos oito profissionais para trabalharem por dois meses na Operação Serenata de Amor, sendo 4 deles em tempo integral.