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Rio Grande e São Caetano devem retornar ao Consórcio após proposta. Diadema ainda é dúvida

Seis das sete cidades que compõem o ABC Paulista aprovaram a proposta de renovação administrativa apresentada pelo presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, Paulo Serra durante assembléia realizada nesta terça-feira (12).

Segundo a proposta, será feito um REFIS dividido em 72 parcelas para que os municípios dissidentes possam quitar as suas dívidas.

A cidade de Diadema tem dívida de R4 10 milhões e São Caetano do Sul não repassa os valores desde abril de 2018. Segundo informações, Rio Grande da Serra é está quite uma vez que vem fazendo os repasses dentro da normalidade.

Além do refinanciamento das dívidas, as cotas passaram dos atuais 0,17 para 0,10% do orçamento dos municípios. Com esta medida, o orçamento da entidade passa de R$ 26 milhões para R$ 19 milhões.

Outra proposta apresentada e aprovada é a criação do Conselho Regional de Desenvolvimento que contará com a participação de empresas, sindicatos e universidades que farão trabalho que era realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. A  Agência de Desenvolvimento Econômico será extinta em função de contestações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Outra medida adotada será a manutenção do escritório em Brasília onde haverá um processo seletivo para a escolha de um novo diretor. Ficou ainda decidido a criação de um Conselho Consultivo Político Permanente com a participação dos prefeitos, vices, deputados estaduais e federais, e vereadores. A participação será voluntária e o grupo será presidido pelo secretário executivo do Consórcio, Edgard Brandão Júnior.

Também haverá as mudanças nos Grupos de Trabalho (GTs) que passaram a ser formados conforme as demandas. Outro ponto é a manutenção da cadeira para o Governo do Estado na Assembleia de Prefeitos. Agora todos os pontos aprovados serão apresentados para os vereadores dos sete municípios. No caso dos municípios dissidentes, é necessária a autorização legislativa para o retorno.

A expectativa é que até a reunião de março seja concluído o plano para a reunificação do Consórcio.

Além do presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), estiveram presentes os prefeitos de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), e de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSB). A prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB), e os três representantes das cidades dissidentes: Carlos Eduardo da Silva, secretário de Governo de Rio Grande da Serra; Bruno Vassari, chefe de Gabinete de São Caetano; e Antônio Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos da Liga, assessor especial da Prefeitura de Diadema

Ainda que um representante de Diadema tenha participado da reunião, o prefeito Lauro Michels (PV) ainda não sinalizou o desejo de retornar a entidade Regional.

Paulinho Serra tem dura missão frente ao Consórcio: Unir o ABC e promover mudanças

Com apenas 15 dias de sua eleição como novo presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, o prefeito de Santo André, Paulinho Serra (PSDB) tem uma árdua missão: unir os sete prefeitos que administram as cidades do ABC Paulista conciliando pleitos e visões para os rumos da importante entidade regional.

Segundos fontes, Serra já deu início as conversações fazendo contatos com prefeitos dissidentes que discordaram da política que vinha sendo tocada por seu antecessor, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando.

Este editor mesmo antes de ter conhecimento sobre esta paragem do ABC Paulista, bem lá de longe sempre ouvia muito se dizer sobre o “Poderoso e Exemplar” Consórcio do ABC que hoje se encontra com apenas quatro de seus membros na ativa tendo como não ativos, os municípios de Diadema, São Caetano do Sul e Rio Grande da Serra.

Em seu discurso logo após a reunião da Assembléia Geral que o elegeu no último dia 08 de janeiro, Paulinho Serra sinalizou afirmando que o “Consórcio tem pendências possíveis de serem tiradas do papel com o apoio dos governos estadual e Federal e que sua missão como presidente é a de levar demandas regionais especialmente o combate às enchentes, saúde e mobilidade urbana que são áreas que já geraram frutos concretos para a região e em que já existe uma integração mais adiantada entre as cidades. Por isso, nosso objetivo é focar em projetos em que tenhamos uma capacidade de implementação maior”, disse na oportunidade.

Ao que tudo indica, há disposição de Paulinho Serra em ouvir demandas dos representantes dos demais municípios que compõem a entidade regional e tudo pode chegar a bom termo.

Vereadores de Rio Grande divergem sobre saída do Consórcio.

Durante a sessão ordinária ocorrida nesta quarta-feira (09), o tema Consórcio Intermunicipal tomou grande parte dos debates entre os parlamentares de Rio Grande da Serra.

A celeuma teve início após o vereador Clauricio Bento (DEM), no uso da palavra, defender publicamente a retirada da cidade do Consórcio Intermunicipal.

“Espero que o prefeito Gabriel não ceda ao apelo do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi para que você fique no Consórcio. O que o Consórcio fez para Rio Grande da Serra?”, disse Bento em discurso.

Contrapondo-se ao argumento de saída, o presidente da Casa de Leis, João Mineiro (PSDB), ponderou sobre a possibilidade.

“Porque o Consórcio foi constituído? O que ele nos trás e o que deveria nos trazer? Ali temos prefeito unidos e mobilizados para ver tudo aquilo que pode ser feito para as cidades. Eu penso que se a coisa não está boa, troca o presidente! Faz outra eleição ou assume o vice. Acredito que toda uma composição não pode perder! Eu vejo que o Consórcio é importante para todos nós!”, disse João Mineiro.

A mesma tese de permanência junto ao Consórcio foi defendida pelo líder do Governo, Claudinho Monteiro (PSB).

“O Orlando Morando está parando o Consórcio Intermunicipal com a sua ditadura e a sua forma de conduzir o Consórcio. Para administrar o Consórcio é preciso estar preparada e ser democrática para ouvir as opiniões. Os recursos que forma destinados para a nossa cidade aconteceram porque tinha na época um bom gestor. Se pegarmos Rio Grande, a menor cidade conseguiu recursos por competências. Infelizmente existem alguns filhos do Dória no ABC, que falam que não são políticos, mas vivem da política”, falou o líder.

Para o vereador Akira Auriani (PSB), “É preciso que se avalie o que realmente está sendo feito dentro aquela entidade em favor da cidade e da região. Recentemente foi firmado um convênio de R$ 3 milhões com Ribeirão e RGS para drenagem. É grande o histórico do Consórcio em realização de políticas públicas. O trabalho não é atender cidades, e sim o coletivo de cidades do ABC. Quem aqui não se utilizou dos serviços do Hospital Serraria e do Hospital Mário Covas? Quantos trabalhos hoje a Universidade do ABC gera na região, em termos de renda e emprego? Quantas vagas são ocupadas por alunos nessa universidade? O Consórcio tem a sua história e o que temos que lembrar é que nenhuma ação é feita do dia para a noite. Concordo que é preciso que deva ser feita uma reavaliação dos processos da gestão, até mesmo para uma redução de custo em função da crise porque passa o país. O Consórcio é importante e trás transformação na vida das pessoas todos os dias”, defendeu Akira.

O vereador Bibinho (PSDB) disse que “o Consórcio é uma ferramenta que está sendo mal utilizada. O gestor do consorcio hoje, está usando o Consórcio como uma ferramenta política. Ele está pegando o Consórcio e colocando os direitos dele acima de tudo e querendo forçar a maioria dos prefeitos a apoiar o candidato dele. Eu vejo por este lado! E vejo que ele é um gestor tão ruim, e hoje eu sou do PSDB, não tenho vergonha alguma de falar isso e o que nós conseguimos pelo Consórcio, que trouxe, foi através do Luiz Marinho do PT, que foi os R$ 41 milhões. Temos um monte de problemas e o Consórcio não ajuda em nada”.

O vereador Benedito (PT), de maneira ponderada, disse: “Eu vejo esse debate com muita cautela, porque existe uma grande divergência entre o prefeito da cidade e o Orlando Morando, e baseado nessa divergência começou um grande debate. Quero até sugerir que nós chamássemos os prefeitos para fazer um debate. Esse é um debate de grande urgência e vejo isso com grande cautela. Acho que antes de decidirmos algo temos que debater a questão”, falou.

A ideia do vereador Benedito foi endossada pelo presidente, João Mineiro. “Eu entendo a posição do Benedito, até porque a saída do município deve passar por aqui”.

“Orlando Morando deixa a desejar e Consórcio do ABC pode se fragmentar” diz Claudinho Monteiro.

O líder do Governo Maranhão, Claudinho Monteiro (PSB), fez duras críticas a gestão do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando à frente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Segundo a fala de Monteiro durante sessão da Câmara de Rio Grande da Serra nesta quarta-feira (18), “o coordenador do Consórcio está deixando muito, mas muito a desejar”.

“A minha fala é preocupante, mas temos que cada vez mais estar discutindo a questão regional, precisamos estar discutindo a microrregião. É o que estamos fazendo aqui no dia a dia. Porque não pode chegar em Santo André e parar quando tem Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra”.

Um parlamentar fez ainda um questionamento, “o que foi feito na questão regional? Existe a contribuição de todos os municípios o que não é surpresa para ninguém”.

Em outro momento Monteiro disse compreender os motivos da retida do prefeito de Diadema do consórcio e que também é preciso abrir o olho do prefeito Gabriel Maranhão para a gravidade do problema.

Uma fala interessante feita pelo líder do Governo, ainda de que forma indireta, é que São Caetano do Sul poderia sair do Consórcio. Fato que praticamente se concretizou na manhã desta quinta-feira (19), quando uma emenda de autoria do vereador sãocaetanense, Parra que suprime o trecho do texto legal que corresponde ao repasse de 1,2 milhão para o Consórcio Intermunicipal. O projeto retornou à Comissão de Justiça e Redação da Casa para que se faça a supressão do inciso, e, posteriormente, retorne ao plenário para apreciação da redação final.

Se a leitura política de Claudinho Monteiro estiver correta, Mauá e Rio Grande da Serra sairão do da entidade regional o que inviabilizará a manutenção política do Consórcio Intermunicipal com a perca de sua representatividade e a sustentação financeira do órgão.

Acompanhe abaixo o discurso do vereador Claudinho Monteiro

“Casa Abrigo Regional Grande ABC” será apresentada dia 22 no Consórcio Intermunicipal.

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC apresenta, na próxima quarta-feira (22), o protocolo de procedimentos do Programa Casa Abrigo Regional Grande ABC, reforçando as políticas de combate à violência contra a mulher na região. Elaborado pelo Conselho Gestor da iniciativa, o documento tem como objetivo contribuir para a padronização do processo de abrigamento nas sete cidades.

O evento inclui a apresentação do trabalho realizado pelo Casa Abrigo, desde a dinâmica para o abrigamento das mulheres até seu desligamento do serviço.

A apresentação é direcionada para delegados, secretários de Segurança Pública, guardas civis municipais (GCMs), centros de referência especializados em atendimento e assistência a mulheres em situação de violência e representantes de serviços que atuam na questão da violência contra a mulher.

Os participantes receberão os documentos relacionados ao Programa Casa Abrigo, como protocolo de procedimentos, cadastro regional de abrigamento, termo de ciência e termo de responsabilidade.

Iniciativa do GT Gênero, o Casa Abrigo é mantido pelo Consórcio para atender mulheres das sete cidades em situação de violência doméstica ou familiar, juntamente com seus filhos menores de 18 anos. Desde sua criação, em 2003, o programa já recebeu cerca de 700 mulheres e 1200 crianças e adolescentes. Em 2015, recebeu a Medalha Ruth Cardoso em reconhecimento à luta pelos direitos da mulher. Antes disso, em 2011, foi um dos cinco programas vencedores do “III Prêmio Chopin Tavares de Lima”, na categoria de ‘’Novas Práticas Municipais’’.

Seminário reúne ações de combate à violência contra a mulher.

Seminário Experiências com grupos de responsabilização e educação de homens – Com coordenação de grupo temático do Consórcio Intermunicipal do ABC, responsáveis por iniciativas na região mostram que atendimento a autores de violência contra a mulher possibilita mudança de comportamento

A atuação dos serviços atendimento a autores de violência contra a mulher, criados a partir da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006), mostra que homens envolvidos nessas situações podem mudar de comportamento, por meio da avaliação das suas atitudes. Em seminário realizado nesta sexta-feira (9), o Consórcio Intermunicipal Grande ABC reuniu experiências de coordenadores e representantes de iniciativas realizadas nas sete cidades e em outras regiões do país. A organização do encontro foi do Grupo Temático Gênero e Masculinidades.

Delegada titular de Defesa da Mulher em Diadema, Renata Lima de Andrade Cruppi, apresentou o trabalho do Programa Homem Sim, Consciente Também. A iniciativa consiste em formar grupos de homens com traços de agressividade e vícios e colocá-los para conversar sobre seus problemas e sentimentos, auxiliando na diminuição de ocorrências de violência. “Se conseguirmos mudar o comportamento de um a cada dez homens podemos considerar um grande avanço, pois isso representa uma família recuperada”, afirmou.

Reginaldo Bombini, membro do GT e especialista em Segurança Pública, Cidadania e em Direitos Humanos, compartilhou a experiência do Programa E Agora, José?, desenvolvido em Santo André. A iniciativa busca questionar os papéis sociais de gênero que têm legitimado as desigualdades sociais e a violência contra as mulheres, por meio de um processo socioeducativo que conduza a responsabilização do autor de violência. “Muitas vezes os autores de violência perguntam se tudo o que aprenderam em relação a comportamento estava errado. Infelizmente, temos que responder que sim”, disse.

Coordenador do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, o psicólogo Leandro Feitosa Andrade falou sobre a atuação da organização não governamental (ONG) como espaço de socialização masculina. “O grupo reflexivo não funciona como autoajuda. As reuniões despertam muita emoção entre os homens participantes, que não têm como ficar neutros quando todos os colegas estão mobilizados na discussão dos temas trabalhados”, explicou.

O encontro contou ainda com a participação da psicanalista Malvina Muszkat, do Programa de Mediação Transdisciplinar da Pró-Mulher, Família e Cidadania, de São Paulo; e do filósofo Sérgio Flávio Barbosa, do Programa Tempo de Despertar, de Taboão da Serra; e do psicólogo Fernando Acosta, do Serviço de Educação e Responsabilização de Homens, de Nova Iguaçu (RJ).

Encontro debate efeitos no ABC após 10 anos da Lei Maria da Penha.

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O Consórcio Intermunicipal Grande ABC realizou, nesta quinta-feira (18), um debate sobre o avanço das políticas públicas para as mulheres na região nos primeiros dez anos da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340). Durante o encontro, organizado pelo Grupo de Trabalho Gênero da entidade regional, especialistas sobre direitos das mulheres refletiram sobre as conquistas proporcionadas pela legislação, mas afirmaram que é preciso progredir ainda mais no combate à violência doméstica.

A delegada Adrianne Mayer Bontempi, da Delegacia de Direito da Mulher de Santo André, ressaltou que a Lei Maria da Penha foi fundamental para as mulheres começarem a entender seus direitos, representando uma “revolução” na vida delas. “Nestes dez anos, muita coisa aconteceu, mas ainda há muito por fazer. Infelizmente, a violência ainda é tolerada por muita gente. Precisamos avançar na conscientização dos homens”, afirmou.

Passada uma década, a impunidade ainda é um dos desafios para a legislação, de acordo com a secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André, Silmara Conchão. “A Lei Maria da Penha é um grande avanço, pois atualmente quase toda a população sabe do que se trata, mas dez anos é pouco para transformar uma cultura machista. Precisamos de educação de gênero desde a creche”, defendeu.

Entre as propostas para modificar a cultura machista, o coordenador do Grupo Temático Gênero e Masculinidades do Consórcio, Flávio Urra, falou sobre o programa “E Agora, José?”, da Prefeitura de Santo André, com reuniões voltadas exclusivamente para homens envolvidos em situação de violência doméstica. Em cerca de 20 encontros semanais, os participantes são estimulados a refletir sobre sua responsabilidade em relação à violência praticada e sobre machismo. “Naturalmente, não vamos mudar uma cultura patriarcal de mais de 2 mil anos em 20 encontros, mas o programa é uma grande conquista. Os homens que participam levam, pelo menos, cinco encontros só para saírem da defensiva. Conforme passam as semanas, a maioria deles consegue entender que estava reproduzindo práticas machistas sem perceber”, explicou.

Mediado por Maria Aparecida da Silva, integrante do Conselho Gestor do Programa Casa Abrigo Regional, o debate contou ainda com a presença de representantes da Frente Parlamentar Feminina do Grande ABC, do Programa de Patrulhamento Maria da Penha de Mauá e dos centros de referência especializados no atendimento à mulher Vem Maria (Santo André), Márcia Dangremon (São Bernardo do Campo) e Casa Beth Lobo (Diadema).

A coordenadora do GT Gênero, Maria Socorro Pereira Miranda, afirmou que o encontro permitiu que os participantes refletissem sobre os avanços da Lei Maria da Penha no ABC, assim como os desafios que permanecem. “A luta das mulheres continua o tempo todo e não podemos dar um passo para trás. Muitas mulheres ainda precisam de orientação para compreender a Lei Maria da Penha e se apropriarem dela. Precisam de coragem de lutar pelos direitos e pela efetivação da Lei”, disse.

Ribeirão Pires tem déficit 9.298 moradias.

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Foi apresentado na ultima segunda-feira (1º) durante a 77ª reunião ordinária do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, diagnóstico sobre a situação de moradia das sete cidades da região. O estudo – realizado pela Universidade Federal do ABC e pelo Comitê do Programa Habitacional do Consórcio com base no censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – apontou déficit habitacional de 230.076 moradias na região, sendo 100.362 quantitativo (quando precisa construir moradias) e 129.714 qualitativo (domicílios com irregularidade fundiária ou inadequações de infraestrutura e habitabilidade a corrigir por meio de obras e ações).

Conforme o estudo, onde já existem assentamentos precários, o déficit quantitativo é de 36.502 moradias e o qualitativo é 106.815. Fora dos assentamentos precários, o déficit quantitativo é de 63.860 e, o qualitativo, de 22.899. A região possui 376 assentamentos precários (favelas, loteamentos irregulares, cortiços e conjuntos habitacionais degradados), que, juntos, agregam 136.789 moradias.

Ainda de acordo com o diagnóstico, as sete cidades precisam disponibilizar, ao todo, 6,3 milhões de metros quadrados de área para assegurar o uso habitacional. Do total de 183.755 moradias que precisam de regularização fundiária, 46.967 já são atendidas por programas de urbanização e contam com obras de infraestrutura, como água e esgoto.

A redução do déficit habitacional na região depende da estruturação e planejamento específico de cada cidade. Em São Bernardo, para diminuir o déficit habitacional a Prefeitura tem investido no setor, desde 2009, em média, dez vezes mais que a média nacional, que é de 0,7%.  Neste período, já foram construídas e entregues 4.911 moradias e entregues 4.696 títulos de regularização.

Na cidade, dados consolidados pelo Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), de 2009/2010, mostraram um déficit habitacional quantitativo de 38.017 novas moradias e qualitativo de 69.624.

O diagnóstico apresentado durante a reunião do Consórcio, presidido por Luiz Marinho, é a primeira das ações prioritárias do Programa de Política Urbana e Habitação Regional do Plano Plurianual Regional Participativo (PPA) 2014-2017, que deve gerar desdobramentos relacionados à melhoria das políticas públicas no que se refere à regulação fundiária, ampliação da produção de habitações de interesse social e requalificação de moradias e espaços urbanos.

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Consórcio promove oficina de diagnóstico habitacional do ABC.

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC promoveu, nesta quinta-feira (28), a oficina de encerramento da elaboração do diagnóstico sobre a situação de moradia na região. O evento, realizado no campus São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC, apresentou a revisão final do estudo a integrantes do Comitê de Programa Habitação, técnicos e gestores das prefeituras e Consórcio, professores e pesquisadores da universidade.

O diagnóstico vai permitir uma leitura unificada da condição das moradias nas sete cidades, de acordo com a coordenadora de Programas e Projetos de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura do Consórcio, Sandra Malvese. “Hoje, cada município faz o levantamento de informações e desenvolve políticas habitacionais de maneira diferente. O diagnóstico representa uma fotografia da situação habitacional da região, possibilitando uma leitura unificada da região sobre a questão”, afirma.

Por meio do trabalho, os municípios da região vão dispor de um banco de dados atualizado sobre temas como regularização fundiária e urbanização de favelas, entre outros,  que apontarão para os desafios para implementação da política habitacional.

O diagnóstico, realizado pelo Comitê de Programa Habitação do Consórcio, por meio de Termo de Cooperação com a Universidade Federal do ABC, terá uma apresentação preliminar aos prefeitos da região na próxima segunda-feira (1º de agosto), durante a Assembleia Geral da entidade regional.

A elaboração do estudo contou com levantamento das informações e mapeamentos dos dados mais recentes dos municípios, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estudos da Metrópole (CEM), Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), entre outros. A iniciativa é uma das ações prioritárias do Plano Plurianual Regional (PPA) 2014-2017.

Turismo Industrial é tema de Congresso Internacional na sede do Consórcio Intermunicipal do ABC.

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O presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), a integração dos municípios da região no roteiro do turismo industrial. Durante a cerimônia de abertura do Congresso Brasileiro de Turismo Industrial, Marinho sugeriu um debate regional sobre o segmento. O evento se encerra nesta sexta-feira (15), com programação de palestras e visitas monitoradas a fábricas.

Realizado pelo Consórcio, por meio do Grupo de Trabalho Turismo, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e o Senac São Bernardo do Campo, o Congresso busca debater experiências regionais e internacionais em oportunidades do setor turístico.

“O turismo industrial é uma bela iniciativa, e os números dizem isso. Nossa expectativa é que as outras cidades passem a integrar esse processo”, afirmou Marinho. No ABC, a modalidade surgiu em 2013, em São Bernardo, contando atualmente com 12 indústrias participantes. Até junho deste ano, a iniciativa soma 3.384 visitantes. Deste total, 55% vieram de outros Estados. O município recebeu ainda grupos de outros países, como Peru, Estados Unidos, Índia e Uganda.

O presidente do Consórcio ressaltou que o turismo industrial tem como estímulo a curiosidade do público em conhecer as instalações das fábricas e sua história, assim como entrar em contato com as pessoas que atuam na produção. “Com o congresso, esperamos que outras empresas possam integrar esse grupo seleto que tem coragem de abrir suas portas para as visitações. O conhecimento que pode ser adquirido em uma visita é enorme”, afirmou.

Marinho disse ainda que os números de todas as modalidades turísticas no Brasil ainda estão ainda aquém do potencial do país. No caso do ABC, defendeu que o turismo industrial pode ser explorado em conjunto com os segmentos histórico, religioso, esportivo e o ecoturismo.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, Giovanni Rocco; do gerente do Senac São Bernardo, Jurandir Santos; do diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) São Bernardo e vereador do município, Mauro Miaguti; e do chefe de gabinete da Secretaria de Turismo do Estado, Gilson Hiarita.

Em seguida, os participantes assistiram à palestra magna do congresso, sobre o turismo industrial português, ministrada por Alexandra Alves, coordenadora do programa de Turismo Industrial de São João da Madeira, em Portugal. O município, referência deste segmento, sediou a 4ª edição do Congresso Europeu de Turismo Industrial. Em quatro anos, a cidade recebeu 95 mil visitantes. “São João da Madeira soube se reinventar em nível turístico e hoje está entre as cidades com maior qualidade de vida em Portugal” afirmou.

De acordo com a coordenadora, o turismo industrial tem ainda potencial educacional, pois recebe desde crianças em idade pré-escolar a idosos. No caso dos jovens, acrescentou, as visitas ajudam a aproximá-los da indústria e também podem despertar o interesse de trabalhar no setor. Em 2015, a cidade portuguesa firmou Termo de Cooperação Técnica Internacional com a Prefeitura de São Bernardo do Campo para a troca de experiências permanente nesta área. A assinatura ocorreu após visita de missão do Consórcio e da Agência ao país.

Vereadora Diva do Posto participa de debate sobre mulheres na política.

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A importância da presença feminina na política foi um dos temas do “Encontro Regional Mulher na Política” realizado nesta terça-feira (13) na sede do Consórcio Intermunicipal Grande ABC.

Para a vereadora Diva do Posto, presidente do PR Mulher em Ribeirão Pires é preciso mais ousadia por parte das mulheres na política e nos diversos espaços de decisão.

“Existe uma grande dificuldade em convencer o eleitorado feminino a eleger mulheres. Em Ribeirão Pires, segundo dados do IBGE de 2010, nós mulheres somos 52% da população e lamentavelmente temos apenas três representantes na Câmara de vereadoras eleitas”, destacou Diva.

Outro ponto destacado pela vereadora refere-se sobre o desafio do convencimento das mulheres na possibilidade de reais transformações sociais e econômicas. “É um desafio para todas nós entender a importância do nosso poder de transformação e convencimento, pois as mudanças só vão começar quando tivermos mais mulheres participando ativamente da política, seja no parlamento, nas associações, nos conselhos municipais ou exercendo cargos executivos”, concluiu a vereadora Diva do Posto (PR).

Ribeirão Pires debateu plano regional de resíduos sólidos.

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Em audiência pública organizada pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Ribeirão Pires debateu nesta quarta-feira (27) o Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Grande ABC (PGIRS ABC). O Plano tem como foco o planejamento de soluções integradas para enfrentar temas importantes como a ampliação da coleta seletiva, a destinação dos resíduos domiciliares e da construção civil e ações de educação ambiental. Durante toda a semana aconteceram nos sete municípios que compõem a região do ABCDMRR as demandas de cada município, onde os cidadãos puderam contribuir com os trabalhos através de sugestões.

O Programa é debatido desde 2014 pelo Comitê de Programa Resíduos Sólidos do Consórcio que é constituído por representantes das áreas técnicas e gestores das prefeituras da região e está entre as ações prioritárias apontadas pelo Plano Plurianual (PPA) Regional Participativo do Grande ABC 2014 – 2017, elaborado pelo Consórcio, inserido no Programa Resíduos Sólidos, dentro do Desafio “Desenvolvimento Urbano e Gestão Ambiental”, consolidando a posição de vanguarda da entidade regional, cuja origem está ligada às discussões sobre a destinação do lixo, em 1990.

Os desafios do ABC dentro da temática correspondem à indisponibilidade de áreas para implantação de novos aterros sanitários e o esgotamento dos aterros públicos, a exportação de resíduos entre municípios, os custos elevados de transporte e disposição, entre outros.