Sérgio Moro se encontra com Renata Abreu e trata de possível candidatura ao Planalto

Um dos maiores entusiasta da candidatura de Moro é o senador Álvaro Dias 

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro esteve em Brasília no início desta semana. Ele chegou à capital na 2ª feira (12.jul.2021) e teve reunião com a presidente do Podemos, Renata Abreu.

Os principais temas da conversa foram a conjuntura política atual do Brasil, filiação ao partido e eventual candidatura presidencial em 2022. Moro manteve os prazos que já havia estipulado para dar respostas: início de 2022.

Um dos maiores entusiasta da candidatura de Moro, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) não participou da conversa. Ele está no Paraná e deve encontrar-se com o ex-juiz ainda esta semana. Moro foi para Maringá, onde vai encontrar parentes, e depois passa uns dias em Curitiba. Retorna aos Estados Unidos no fim desta semana ou início da próxima.

Em entrevista à imprensa Renata Abreu exaltou qualidade do ex-juiz que conduziu a Operação Lava Jato em Curitiba e teve a sua suspeição reconhecida pelo STF no caso das condenações contra o ex-presidente Lula.

“Moro personifica o combate à corrupção, não tem uma vírgula para falar da honestidade dele. E o Brasil carece de pessoas honestas. Vimos agora quanto dinheiro destinado para a saúde durante a pandemia e escândalos de desvios de recursos. A desonestidade custa vidas. E Moro não se curvou ao poder”, diz a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP).

Renata Abreu destaca, no entanto, que a decisão de disputar a sucessão presidencial no ano que vem será do ex-ministro da Justiça. Mas acrescenta que, neste momento, “todos os possíveis candidatos conversam com vários partidos”.

Segundo ela, o objetivo é garantir a união em 2022. Por isso, o partido mantém ainda diálogo com outros nomes e estuda outras alternativas, como o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), candidato a presidente em 2018, o apresentador Luciano Huck, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

“Buscamos uma união em torno de um projeto de país, que dê fim à guerra de extremos e represente a vitória do equilíbrio”, afirma.

Nesse sentido, a deputada ressalta que não existe a menor possibilidade de apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição. “Extremos não são opção”.

Na avaliação da presidente do Podemos, ainda é cedo para saber qual será o tema central na próxima eleição, e a própria pandemia do coronavírus pode não ter tanto impacto na disputa. “Se a pandemia for cessada neste ano, com a retomada da economia, o país pode entrar em outro clima, e a pauta pode ser outra”, analisa.

Repercussão

Os senadores do Podemos são entusiastas de Moro. O partido tem a 3ª maior bancada do Senado sob a liderança de Álvaro Dias. Eles participaram de reunião nesta 4ª para reunião sobre a sucessão presidencial, Distritão e voto impresso.

Segundo Dias, o debate sobre a sucessão foi adiado para agosto. Nos casos do Distritão e voto impresso, a tendência do partido é liberar a bancada para votar como preferir. Renata Abreu é relatora do projeto que propõe a adoção do Distritão.

Na Câmara, há resistência a Moro. Alguns dos 10 deputados do partido Podemos são próximos ao governo de Jair Bolsonaro. Eles pretendem apoiar o presidente no ano que vem. Com um candidato na sigla, a situação fica mais difícil.

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