Rejeição a Bolsonaro provoca impacto político em líderes do DEM e PSD, que duvidam da reeleição

ACM Neto, presidente do DEM, diz que rejeição a Bolsonaro impressiona, enquanto Gilberto Kassab, líder do PSD, considera que são remotas as chances de reeleição

O recorde de reprovação de Jair Bolsonaro, revelado pelo Datafolha nesta quinta (8), coloca a chance de reeleição em 2022 como cada vez mais remota, na opinião de Gilberto Kassab, presidente do PSD.

Por sua vez, ACM Neto, presidente do DEM, acha que o percentual de 51% de rejeição ao ocupante do Palácio do Planalto impressiona.

Kassab é enfático na sua avaliação sobre as chances de reeleição de Bolsonaro. Para ele, o cenário é de falta de chance absoluta de se reeleger, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

Segundo o levantamento que já mede impactos de casos de corrupção, a reprovação do presidente Jair Bolsonaro sobe a 51%, um novo recorde.

A avaliação positiva do presidente, que já havia atingido seu pior nível com 24% em março, seguiu estável. Nesse sentido o derretimento agudo da popularidade do mandatário estancou nesse levantamento, o que não deixa de ser uma boa notícia para o planalto em meio ao festival de intempéries.

Os que consideram regular caíram de 30% para 24% comparando com o levantamento de maio.

Bolsonaro segue sendo o pior presidente com a segunda pior avaliação a essa altura de um primeiro mandato para o qual foi eleito desde a volta dos pleitos para presidente em 1989.

Só perde para Fernando Collor, em em meados de 1992 já enfrentava a tempestade do impeachment que levou à renúncia no fim daquele ano. O hoje senador tinha 68% de ruim/péssimo, 21% de regular e apenas 9% de ótimo/bom.

Outros presidentes tiveram avaliações piores, como José Sarney e Michel Temer, mas eles não se encaixam no critério de comparação por não terem sido eleitos de forma direta como cabeça de chapa a um primeiro mandato.

Comparação com outros presidentes em períodos similares de governo.

Com informações da Folha de S. Paulo

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