Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

Considerado o pior diplomata da história do Brasil, ele deixa o comando do Itamaraty depois de destruir a imagem do país e sabotar a compra de vacinas

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) pediu demissão na manhã desta 2ª feira (29.mar.2021). O chanceler enfrentava forte pressão para deixar o cargo.

O agora ex-chanceler, como se sabe, criticou Kátia Abreu, foi chamado de “marginal” pela senadora e contestado por vários congressistas. Na web, Olavo de Carvalho, Fabio Wajngarten, Abraham Weintraub e Eduardo Bolsonaro apoiaram o titular do Itamaraty.

Crise com senadores

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e pelo menos outros 7 colegas se manifestaram a favor de Kátia Abreu (PP-TO) e contra Ernesto Araújo na noite de domingo (28.mar). Segundo Ernesto, a senadora pediu a ele um “gesto” em relação ao 5G, o que o pouparia das críticas de senadores.

De acordo com o chanceler, a congressista teria afirmado que isso faria dele “o rei do Senado”. A senadora rebateu. Afirmou que o ministro age de “forma marginal” e está “está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira”. E que defendeu que a licitação para a rede de 5ª geração não tivesse “vetos ou restrições políticas”.

Pacheco disse que a fala do ministro das Relações Exteriores foi “um grande desserviço ao país”. “Justamente em um momento em que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes. Essa constante desagregação é um grande desserviço ao País”, disse Pacheco sobre o chanceler.

Para Pacheco, “a tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal“. Diversos senadores foram às redes sociais nesse domingo (28.mar.2021) criticar as declarações do ministro Ernesto Araújo.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), lamentou as falas de Ernesto. Essa é a 2ª crítica do líder que compõe o Centrão a Ernesto Araújo em 3 dias.

Antes mesmo desse episódio, pelo menos 5 senadores fizeram menções explícitas à troca de comando no Itamaraty em sessão da qual o próprio ministro participou na última 4ª feira (24.mar). A leitura dos congressistas é que as posições brasileiras no exterior estariam prejudicando o país na tentativa de trazer vacinas para combater a covid-19, entre outros problemas.

No sábado (27.mar), um grupo de ao menos 300 diplomatas do Itamaraty escreveu uma carta com críticas a Ernesto Araújo. Esse tipo de manifestação é raro na pasta devido à disciplina imposta pela carreira diplomática.

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