Enquanto pessoas morrem na fila do CROSS em RP, Doria segura os 10 novos leitos para a cidade

“As duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir, nós temos que estar preparados”, João Doria a prefeitos em 2 de março deste ano. Neste sábado (27.mar) a prefeitura comunicou que 33 pessoas morreram no aguardo de vagas no sistema CROSS

Enquanto Ribeirão Pires contabiliza mortes a cada dia devido a ineficiência do Governador João Doria que não aprimora os atendimentos da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS).

A promessa feita pelo governador no início deste mês de março de disponibilizar 10 novos leitos para Ribeirão Pires ainda não foi cumprida.

Enquanto isso, Doria anuncioi que faria investimentos em 110 leitos na saúde de cidades do ABC Paulista, incluindo Ribeirão Pires.

No dia 3 de março o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio do ABC disse: A partir de amanhã (hoje), as cidades começam a montar esses 110 leitos que serão custeados por 90 dias pelo Estado. São leitos de UTI, que, apesar de ficarem em Santo André, São Caetano, Ribeirão e Diadema, vão atender às sete cidades”

Os leitos deveriam ser distribuídos da seguinte forma:

  • 50 no hospital de campanha da UFABC (Universidade Federal do ABC), em Santo André;
  • 30 no Hospital Municipal de São Caetano;
  • 20 no Hospital Serraria, em Diadema; e
  • 10 no hospital de campanha em Ribeirão Pires.

A estimativa é a de que a implantação custe algo próximo a R$ 16 milhões. Todas as cidades mencionada acima já foram contempladas, menos Ribeirão Pires.

O valor da diária de UTI para COVID tem custo aproximado de R$ 1.600,00.

No dia 2 de março, em reunião por videoconferência com 600 prefeitos do Estado, por ocasião da regressão do Estado para a Fase Vermelha, o governador João Doria (PSDB) fez diagnóstico dos municípios.

“O momento é de união e mobilização diante de uma circunstância gravíssima como essa. As duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir, nós temos que estar preparados. Não podemos estar ausentes, indiferentes, tratarmos isso com frieza ou debaixo de pressões que não sejam exclusivamente pela proteção à vida”, disse Doria.

O governador reforçou que a situação é alarmante e que Estado e prefeituras precisam de ações coordenadas para reduzir a pressão sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) e hospitais privados.

“Esta é a prioridade absoluta em São Paulo. Queremos mostrar a todos a situação real e as ações que precisamos tomar agora em conjunto com as prefeituras”, afirmou o governador.

Profeticamente, segundo as palavras do governador, passadas duas semanas da promessas para a instalação de 10 novos leitos na cidade de Ribeirão Pires, neste sábado (27.mar) a prefeitura municipal de Ribeirão Pires comunicou que 33 pessoas já morrem no aguardo de vagas no sistema CROSS, administrado pelo Estado.

Um descaso total com famílias que estão sofrendo com a perda de familiares e amigos. Não ha o que dizer se não de que há uma omissão de Doria, pois como o mesmo disse em pronunciamento aos prefeitos por vídeo conferência:

“As duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir, nós temos que estar preparados”, João Doria, governador do Estado de São Paulo.

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