Estoques de oxigênio em 54 cidades de SP estão em ‘estado crítico’

O jornal Estado de S.Paulo informou neste sábado (20.mar.2021) que 54 municípios paulistas estão com o abastecimento de oxigênio medicinal em “estado crítico”, segundo um levantamento do conselho de secretários de Saúde de São Paulo.

A publicação teve acesso ao levantamento realizado pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems/SP), que recebeu respostas sobre a falta de oxigênio de 69 municípios entre os 645 que compõem o estado, em uma pesquisa virtual realizada entre terça (16) e sexta-feira (19).

Entre as 54 cidades com estoques críticos do insumo estão localidades importantes do interior, como Araçatuba, Santos e Bragança Paulista, e também da região metropolitana da capital, como Franco da Rocha.

A pressão sobre o sistema de Saúde do estado vem aumentando consideravelmente nas últimas semanas. A média de internações em São Paulo praticamente dobrou no espaço de um mês, chegando ao pico de 2.992 por dia, a maior desde o início da pandemia.

Segundo o presidente do Cosems/SP, Geraldo Reple Sobrinho, titular da Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo, o crescimento das hospitalizações e da demanda por oxigênio tem causado dificuldades para a distribuição do insumo. “Há um aumento de quase cinco vezes no consumo, isso é geral”, disse Reple Sobrinho, citado pelo Estadão.

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, admitiu na 5ª feira (18.mar) que alguns municípios do estado têm relatado que os estoques de oxigênio estão baixos e afirmou que o gabinete de crise da pasta está tratando do problema. “Não podemos assistir ao que foi visto em Manaus”, disse Gorinchteyn, segundo o jornal paulista.

De acordo com o governo estadual, as taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 91,4% em todo o estado e de 91,6% na região metropolitana da capital. Em um boletim divulgado ontem (19.mar), a Secretaria de Saúde informou que 27.527 pessoas estavam internadas no estado com COVID-19, das quais 11.738 em unidades de terapia intensiva. Desde o início da pandemia, São Paulo acumula 2.280.033 casos confirmados da doença e 66.798 vítimas fatais.

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