Consórcio ABC lança mapeamento da população trans das sete cidades

Iniciativa vai reunir indicadores que servirão de base para o desenvolvimento de políticas públicas específicas

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC lançou, nesta terça-feira (16/3), um mapeamento exclusivo para a população trans das sete cidades. A iniciativa é promovida pelo Grupo de Trabalho (GT) LGBT da entidade regional, em parceria e diálogo com as lideranças da sociedade civil.

O mapeamento atende a uma das demandas da comunidade LGBT apresentadas por uma comissão formada por representantes do poder público, da sociedade civil e de grupos sociais que se reuniu na sede do Consórcio ABC em 29 de janeiro, data em que se celebra o Dia da Visibilidade Trans.

As demandas, que englobam áreas como saúde, segurança, cultura, educação e trabalho, haviam sido discutidas anteriormente, em reunião promovida em 27 de janeiro pelo vereador Márcio Araújo, de Mauá, com o coordenador estadual de Políticas para a Diversidade Sexual, Marcelo Gallego.

Com o objetivo de viabilizar os pleitos, o mapeamento vai reunir indicadores que servirão de base para o desenvolvimento de políticas públicas específicas. As pessoas transgêneras, transexuais e travestis poderão contribuir com a iniciativa, de forma voluntária, fornecendo as informações por meio de preenchimento de formulário digital.

Os dados e informações obtidos no mapeamento serão fundamentais para indicar as ações que precisarão ser priorizadas para minimizar as situações de vulnerabilidade social nas quais a população trans possa estar inserida, explicou o secretário-executivo do Consórcio ABC, Acacio Miranda.

“A ação tem como foco principal edificar caminhos para tirar da invisibilidade a população LGBTQIA+. Por isso, o mapeamento é o passo inicial para construção de um banco de dados regional, sobre a população LGBT, que dará subsídios às políticas públicas”, afirmou.

O mapeamento é fundamental para viabilizar um dos pleitos apresentados em janeiro pela comissão ao Consórcio ABC, que é a instalação de um Espaço de Saúde para Hormonização na região. Para formalizar pedido ao Governo do Estado e ao Sistema Único de Saúde (SUS) sobre o equipamento, é preciso apresentar um levantamento com dados e informações sobre a população a ser beneficiada.

Se você é transgênero, transexual ou travesti e gostaria de contribuir com a iniciativa, acesse o link https://cutt.ly/PlD8wMU.

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