Centrão faz ameaça velada e diz que Bolsonaro tem sua última chance de acertar

A escolha do novo ministro da Saúde marcou mais um episódio de crise política em que Jair Bolsonaro voltou a se isolar

A substituição do general Eduardo Pazuello e a nomeação do cardiologista Marcelo Queiroga nesta segunda-feira (15) para a pasta da Saúde constituíram mais um episódio da crise política do governo Bolsonaro, em que o titular do Planalto voltou a se isolar. Os constrangimentos que marcaram as duas conversas da médica Ludhmila Hajjar com Jair Bolsonaro fizeram políticos do Centrão lavar as mãos sobre a indicação do novo ministro da Saúde. Bolsonaro volta a ficar isolado.

Reportagem do Estado de S.Paulo informa que um influente político do Centrão resume. Bolsonaro quis escolher um nome sozinho. Não tem problema. Mas terá que acertar na seleção do seu quarto ministro da Saúde porque, caso seja necessário fazer uma nova troca, o país não vai parar para discutir quem será o quinto, mas sim o próximo presidente da República. Na versão de um deputado, ninguém mais ficará brincando de escolher ministro.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o tratamento dado à médica Ludhmila Hajjar foi considerado lamentável.

Ameaçada por bolsonaristas, médica Ludhmila Hajjar passa a andar de carro blindado e com escolta

Cardiologista Ludhmila Hajjar, que foi ameaçada de morte por bolsonaristas após ser convidada para assumir o Ministério da Saúde, passou a fazer uso de carro blindado e de serviços de segurança profissional

A cardiologista Ludhmila Hajjar, que foi ameaçada de morte por bolsonaristas após ser convidada para assumir o comando do Ministério da Saúde, adotou uma série de medidas de segurança pessoal, incluindo o uso de carro blindado e serviços de segurança profissional. A informação é da coluna da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo.

Na segunda-feira (15), durante uma entrevista concedida pouco após recusar o convite feito por Jair Bolsonaro, a médica revelou que houve três tentativas de invasão ao quarto do hotel em que estava hospedada em Brasília, que virou alvo da divulgação de perfis, vídeos e fake News, além de ter recebido ameaças.

“Nestas 24 horas houve uma série de ataques à minha pessoa, à minha reputação. (…) Estou num hotel em Brasília, e houve três tentativas de entrar no hotel. Pessoas que diziam que estavam com o número do quarto e que eu estava esperando-os. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria”, disse Ludhmila em entrevista à GloboNews.

“Ele [Bolsonaro] disse que faz parte, que ele também sofre”, relatou a cardiologista. 

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