“Eu estou indignado”, diz Volpi após Governo Federal excluir Ribeirão Pires de recursos para Hospital de Campanha

A situação da cidade é deprimente, estou contrariadíssimo pois esqueceram Ribeirão Pires

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL) se diz indignado após o Governo Federal ter excluído a cidade de repasses para a manutenção do Hospital de Campanha da cidade.

Segundo publicação feita no Diário Oficial da União desta 6ª feira (12.mar.2021) e também na Portaria GM/MS nº 431, de 11 de março de de 2021 que autoriza leitos de Unidade de Terapia Intensiva – UTI, para atendimento exclusivo dos pacientes COVID-19 a ser disponibilizado aos Estados e Municípios.

Nos documento, são destinados R$ 1.536.000,00 para Santo André, R$ 4.272.000,00 para São Bernardo do Campo e R$ 1.920.000,00 para São Caetano do Sul.

No total, as 3 cidades do ABC receberão R$ 7.720.000,00 em repasses para o custeio da saúde publica.

A queixa do prefeito procede uma vez que o STF, conforme publicou o Repórter ABC no dia 10 de março que  o Governo Federal estaria desobedecendo decisão do STF para o financiamento de leitos de UTI em SP.

Veja o vídeo mais abaixo.

E também que o Governo do presidente Jair Bolsonaro cortou verba de 72% dos leitos de UTI para COVID-19 em meio ao pior momento da pandemia. Segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), omente no Estado de São Paulo, o corte chegou a 81% quando em dezembro de 2020 o estado tinha 2.816 leitos custados pelo Governo Federal e atualmente são somente 544 leitos destinados para COVID.

Ver a íntegra da publicação do Diário Oficial e da Portaria do Ministério da Saúde ao Final da matéria.

Extraído do Diário Oficial da União desta 6ª feira, 12 de março de 2021

“21 dias após nós termos ido ao governo Federal e estadual atrás de apoio para a manutenção do sistema de saúde e do Hospital de Campanha, fomos agora surpreendido com o governo federal destinando aproximadamente R$ 7 milhões para hospitais de campanha, mas somente para Santo André, São Bernardo e São Caetano, esqueceram-se de Ribeirão Pires, esqueceram-se de que nestas últimas 48 horas, vidas foram acometidas, morreram pessoas, vai morrer mais gente e eu estou fazendo um sacrifício muito grande para manter o Hospital.

Segundo o prefeito, o custo para a manutenção do Hospital de Campanha é de aproximadamente R$ 1 milhão por mês. Volpi prometeu fazer cortes em outras áreas para custar o funcionamento do Hospital de Campanha.

“A situação da cidade é deprimente, caótica, e expliquei a todos que não teríamos condições de suportar os encargos de um R$ 1 milhão por mês para sustentar o hospital de campanha, nós imploramos recursos financeiros tanto do governo federal quanto do governo estadual e absolutamente nos deixaram de lado. Eu estou aborrecido, mas nós vamos continuar com o Hospital de Campanha aberto, mas eu quero que entendam que para que isso aconteça, outros serviços e ações da prefeitura tem que ser extintos para que o dinheiro seja aplicado lá”.

O prefeito não poupou os governo Federal e Estadual, alegando total desconhecimento da situação porque passam as cidades neste grave momento da pandemia do coronavírus.

“Eu vou continuar insistindo junto aos governos tanto Estadual quanto Federal, mas é um absurdo o que esse pessoal que sequer conhece a realidade de muitas cidades, inclusive a nossa ao fazer um aporte financeiro não olha os dados estatísticos. É um completo desconhecimento da realidade brasileira, com o COVID, mas uma coisa tão importante que está dizimando a nossa população, na nossa região. Eu estou contrariado, contrariadíssimo, digo decepcionado com as ações políticas que se faz quando se trata de saúde. Isso é brincadeira, não se pode brincar com um caso como esse, eu estou pedindo ajuda ao governo do Estado, quero fazer uma apelo para que pelo menos R$ 3 milhões venham para que nós possamos continuar com o nosso Hospital de Campanha aberto. Eu tenho doente na UPA, tenho 15 pacientes inscritos no Cross que não tem vaga eu não sei mais o que fazer para evitar óbitos na nossa cidade. É uma pena o que eles estão fazendo, não dá para suportar uma situação como essa”.

Diário Oficial da União

Portaria GM/MS nº 431

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