Governo Doria mantém professores em risco: “A última coisa que será fechada em SP são as escolas”

Mesmo após o falecimento de professores e uma estudante, o coordenador-executivo do Centro de Contingência à COVID-19, João Gabbardo, declarou nesta 5ª feira (4) que SP só fechará as escolas durante a contra a covid-19 em último caso

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O coordenador-executivo do Centro de Contingência à Covid-19, João Gabbardo, declarou nesta 5ª feira (4.mar.2021)  que São Paulo só fechará as escolas contra a covid-19 em último caso.

“É um ponto que também é bastante polêmico, mas a decisão do estado de São Paulo é: a última coisa que será fechada no estado de São Paulo são as escolas”, disse ele, em reportagem no canal CNN Brasil.

A volta às aulas presenciais em várias cidades do Brasil em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus tem provocado milhares de casos de infecção em estudantes e trabalhadores do ramo da educação, uma vez que não há condições físicas para proteção de todos – como produtos de higiene adequados – nem de organização – pois é impossível garantir o distanciamento social, de acordo com relatos de diversos professores.

Chamam atenção as notícias de mortes de professores em diferentes regiões do Brasil. Uma característica em comum entre eles: são jovens, entre 30 e 45 anos, característica da segunda onda de Covid-19, por conta das novas variantes do vírus. Outra característica da variação da doença é fazer com que os internados ocupem os leitos de UTIs por mais tempo e em condições mais graves.

Em Ribeirão Pires, segundo denúncia de professores de uma Escola Estadual Mário Alexandre Faro Nieri, mesmo após uma professora testar positivo para COVID-19, a direção da escola insiste em obrigar todos os professores a dar suas aulas remotas da escola.

Segundo os relatos dos professores,alguns falaram de aglomeração no pátio na hora do almoço e levou “broncas”. Sobre a professora da unidade escolar do Estado a respeito da colega contaminada pelo vírus da COVID-19, “a mesma começou a sentir os sintomas no sábado, ela já estava com vírus bem antes e nos dias que todas estavam juntas… inclusive ATPC… Nós entramos na sala sexta e ela estava sem máscara,  só Jesus”.

Em relato que denota grande preocupação, as docente chegaram a conversar sobre medidas para se evitar o contágio, o que segundo, teriam que arcar com os custos.

“Usem duas máscaras, troquem de 3 em 3 horas, levem álcool em gel de casa”.

Uma outra queixa comum entre as profissional é de que as mesma ainda não foram imunizadas com a vacina.

Dados divulgados pela APEOESP, sindicatos dos professores do Estado de São Paulo, divulgados nesta 4ª feira (03.mar.2021), apontam que a educação paulista chegou à marca marca de 1.845 casos de COVID-19 entre estudantes, professores e outros trabalhadores da educação, em 842 escolas. Segundo a entidade sindical o monitoramento foi feito em pessoas que trabalharam presencialmente nas escolas.

No ABC Paulista, o quadro é preocupante uma que já foram diagnosticados 154 casos de COVID-19 em  74 escolas estaduais e 1 caso em escola particular. As 169 incidências na região representam 9,16% do total dos registros apurados através de denúncias apresentadas à APEOESP nas escolas públicas sob responsabilidade do governo do Estado de São Paulo no ABC.

Contaminação por COVID-19 entre profissionais da educação nas escolas estaduais do ABC

Cidade

Nº de casos

Escolas

Mauá

106

27

Diadema

30

25

Ribeirão Pires

15

09

Santo André

11

08

São Bernardo do Campo

04

03

São Caetano do Sul

03

03

Total de infecções na escolas do ABC: 169

Deixe uma resposta