“As perspectivas para as próximas semanas são sombrias”, diz coordenador de projeto sobre UTIs

A falta de leitos de UTI, fenômeno crescente em diversos estados e regiões do país, torna a morte uma certeza absoluta, destaca Ederlon Rezende

A superlotação dos hospitais e falta de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) apresentam uma perspectiva sombria para as próximas semanas, aponta Ederlon Rezende, membro do Conselho Consultivo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e coordenador do projeto UTIs brasileiras, que monitora dados relacionados a internações nessas unidades em decorrência da Covid-19.

Um levantamento mostra que dois a cada três pacientes da Covid-19 que são intubados no Brasil morreram. No geral, entre os que precisam de cuidados intensivos, a mortalidade é de um terço.

A falta de leitos de UTI, fenômeno crescente em diversos estados e regiões do país, torna a morte uma certeza absoluta, destaca Rezende:

“Estamos observando um avanço da doença em várias cidades, capitais e no interior, num ritmo que não vimos até aqui. As perspectivas para as próximas semanas são sombrias. Estamos muito preocupados com a sobrecarga do sistema. Nessa sobrecarga, certamente o ponto mais vulnerável são as UTIs. E a falta de leitos de UTI é um problema seríssimo, porque você deixa de oferecer recurso para a parcela da população que tem a forma mais grave da doença, e a falta desse recurso tem como consequência, líquida e certa, a morte”, disse o médico à Época.

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