“Não existe tratamento precoce”, diz Alexandre Kawassaki, um dos principais pneumologistas do Brasil

Kawassaki defendeu na TV 247 “punição para as pessoas que ficam disseminando informações inverídicas sobre tratamentos mágicos para determinadas doenças”.

O médico Alexandre Kawassaki, um dos maiores pneumologistas do Brasil, concedeu entrevista à TV 247 neste sábado (23) e cravou: “não existe tratamento precoce” para a Covid-19, mesmo que autoridades do país, como o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e Jair Bolsonaro preguem tal discurso.

Para o especialista, a população acredita na narrativa do suposto tratamento precoce porque esta seria uma alternativa que solucionaria grande parte dos problemas causados pela pandemia. O isolamento social e o fechamento da economia, por exemplo, seriam desnecessários caso houvesse de fato um medicamento capaz de prevenir a doença, o que não é o caso.

“A nossa responsabilidade é trazer o máximo possível de informação verdadeira para as pessoas, e nesse caso: não existe tratamento precoce. Esse tipo de coisa nós, médicos, temos obrigação de deixar claro para a população. A gente tende a acreditar naquilo que nos traz conforto. Você vê 100 médicos falando uma determinada coisa e um cara bradando: ‘olha, tenho um tratamento precoce’. Se aquilo é música para seus ouvidos, mesmo sendo inverdade, você quer acreditar naquilo, e é por isso que a gente vê essa quantidade gigantesca de informações erradas”.

Kawassaki defendeu a punição dos que promovem informações falsas sobre tratamentos médicos.

“O que talvez nós como sociedade devêssemos fazer era ter algum grau de punição para as pessoas que ficam disseminando informações inverídicas sobre tratamentos mágicos para determinadas doenças”.

Sobre o lockdown, medida de fato eficiente para a contenção do coronavírus e que é constantemente atacada pelo governo federal, o especialista endossou que esta “é sim uma medida eficaz para reduzir a distribuição da doença”.

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