Romu, Rotam e Canil de Ribeirão Pires mudarão de sede. Local é tido como área de risco

A tropas de elite da Guarda Municipal da cidade (Romu, Rotam e Canil) devem mudar de endereço em breve. Foi essa a resposta que obteve o Repórter ABC após questionamento feito a Secretaria de Segurança de Ribeirão Pires.

Nossa reportagem questionou se a atual gestão pretende manter a GCM no local instalada no prédio do antigo Sesi e se foi feita perícia técnica, e se há laudo atestando a segurança do local.

Em resposta, a Coordenaria de Comunicação, através do Secretário, Coronel Carmo Júnior informou que:

“A intenção do governo é integrar todo o efetivo num local só. E no momento há um estudo de um espaço adequado para que haja essa mudança”, diz a nota encaminhada.

Com parte da GCM instaladas desde 14 de agosto de 2020, o prédio localizado na avenida Valdírio Prisco, esquina com a rua Águida Tori Sortino, pode representar riscos a vida e a integridade de seus atuais ocupantes.

O local que sediava a antiga escola do Sesi, teve que ser desocupada em razão de deslizamentos que ocorreram no local conforme amplamente noticiado pela imprensa regional.

Segundo publicação oficial da época, “Com recursos próprios, o espaço foi revitalizado e estruturado para fortalecer o trabalho da Guarda Civil Municipal. O local abriga, a partir de agora, as forças táticas de segurança do município:  Canil da GCM, ROTAM (motos) e ROMU. A nova Inspetoria de Choque e Centro de Treinamento conta com salas de instrução e ensino; auditório; área para treinamento de defesa pessoal; quadra esportiva para treinos e integração entre os integrantes da GCM; vestiários e sanitários masculino e feminino; canil; e estacionamento”.

O caso se configura como desperdício de recursos públicos e uma verdadeira irresponsabilidade do ex-prefeito que não realizou os estudos adequados sobre os riscos.

Paulo Skaf respondeu a questionamento de mãe de aluno: “Caro, tenha certeza de que não consideramos a faculdade como uma solução definitiva. Estamos buscando ainda essa solução, mas a cidade não conseguiu nenhuma alternativa viável para construirmos uma nova unidade do Sesi. Estamos trabalhando nisso ainda”.

Na época o ex-prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSDB), não demonstrou o devido empenho nas negociações, o Presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf – em resposta a uma mãe que o questionou nas redes sociais -, disse que não recebeu proposta do então governo para um novo endereço. Ver a matéria clicando aqui.

A escola fechou suas portas no endereço após iniciarem deslizamentos de terra provenientes do Morro São José, em período de chuvas, em 2012 e os os 675 alunos matriculados na rede, passaram por bom período nas instalações da Universidade Brasil – Faculdade de Ribeirão Pires, no Parque Aliança, em imóvel alugado.

O contrato com a universidade que seria encerrado em dezembro de 2019 , passou por aditamento com validade até 31 de dezembro de 2020. Na época, a prefeitura pagou mensalmente R$ 12 mil para a utilização de 13 salas de aula, biblioteca, laboratórios de informática e robótica, sala de leitura, ginásio, campo de futebol, pátio, auditório e estacionamento.

No entanto, em meio a grande polêmica e pressão por parte de pais de alunos e da sociedade, para que a escola do Sesi permanecesse no município, ainda que em novo endereço, foi decidido que o contrato fosse encerrado. O crivo foi dado após a Prefeitura de Ribeirão Pires sob a gestão de Kiko Teixeira ser barrada de conceder parte do terreno da antiga fábrica de sal – patrimônio histórico tombado – por intervenção do Ministério Público, o que fez com que a instituição de ensino abrisse mão da área.

Deixe uma resposta