Kiko tem a sua 4ª derrota no STJ e se mantém inelegível. Cenário é análogo a 2012

Luís Carlos Nunes | Repórter ABC – Após ingressar na última quinta-feira (8), com um pedido de Tutela Provisória Incidental no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSDB) amargou a sua 4ª derrota consecutiva.

A Ministra Regina Helena Costa novamente negou nesta quinta-feira (15), o pleito de Kiko Teixeira, que enquadrado na Lei da Ficha Limpa encontra-se inapto para o seu registro de candidatura para concorrer a sua reeleição.

Leia a certidão ao final da matéria.

No Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Kiko tem dois pedidos de impugnação prontos para ceifa-lo do processo eleitoral previsto para acontecer no dia 15 de novembro.

Essa tentativa maniqueísta dos fatos não é inédito na Estância, quando o então vice-prefeito Dedé da Folha em 2012, sendo o candidato governista enfrentava situação de inegibilidade e “turrava” em manter o seu nome para a disputa nas eleições municipais daquele ano.

A postura inflexível causou uma verdadeira debandada de militantes e do eleitorado que diante das incertezas sobre a inviabilidade de Dedé da Folha viu-se obrigada a buscar um porto seguro ou simplesmente votar em branco, anular o voto ou mesmo não comparecer as urnas para votar.

O resultado é o que todos sabem e viram: Saulo Benevides que vinha fazendo um destacado trabalho na Câmara municipal sagrou-se vencedor das eleições sendo diplomado prefeito e Dedé da Folha teve a sua candidatura impugnada pela justiça eleitoral tendo toda a sua votação zerada. O número de votos brancos e nulos – somados – diante das inseguranças de um nome que estava sendo questionado judicialmente, levou o pleito a bater recorde histórico no número de votos branco e nulos alcançando a marca de 42,59% do total de votos apurados (73.493). Outro estrago político feito pela insistência de Dedé da Folha em concorrer é demonstrada pelo elevado numero de abstenções, 15,83%.

Naquelas eleições, o fator “insegurança jurídica” de uma candidatura fez com que a oposição crescesse. Fato curioso e que merece destaque, é a coligação liderada por Dedé da Folha ter eleito 9 vereadores entre as 17  cadeiras disponíveis no parlamento municipal. Saulo Benevides elegeu 5 vereadores e a coligação da petista e ex-prefeita da cidade, Maria Inês elegeu 3 parlamentares.

Para os cargos proporcionais em 2016, os votos brancos e nulos somados foram de 11,29% ante a elevada soma dos mesmos votos para o cargo majoritário em 2012 que cravou em 42,59%, ou 31,30% superior em comparação ao proporcional.

Na fotografia do momento, em que Kiko Teixeira é visto em insistente manutenção de seu nome para concorrer ao Paço, o mesmo raio de 2012 – contrariando as probabilidades – pode voltar a estrondar,  uma vez que os candidatos Banana (PSL), Clóvis Volpi (PL), Felipe Magalhães (PT) e Marisa das Casas Próprias (Solidariedade) já estão com o bloco nas ruas panfletando, organizando bandeiraços, executando os seus jingles de campanha, divulgando vídeos nas redes sociais, organizando lives, realizando visitas de porta em porta e em intenso corpo-a-corpo com o eleitorado local.

Por outro lado, o Ministério Público Eleitoral (MPE) – sem ser provocado e agindo autonomamente – questiona a adesão do Avante de Saulo Benevides e Lair Moura a coligação de Kiko, bem como os partidos Republicano e PMB.

Conforme noticiou o Repórter ABC na noite da última quarta-feira (7) – ver aqui – a coordenação da campanha tucana em Ribeirão Pires prometeu ocupar o STJ em busca de remédio jurídico citando a 1ª Turma do Tribunal de 3ª Instância para garantir o registro eleitoral de Kiko, podendo inclusive recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para satisfazer a sofreguidão de manutenção do poder ignorando as duras consequências da trágica escolha. Kiko tenta desde o dia 19 de novembro de 2019 com estratégias vãs obteve o direito inexistente de concorrer nas eleições deste ano de 2020.

Enquanto isso, causídicos, juristas e experientes analistas políticos reprovam essa aventura kamikazi e as oposições agradecem com um cáustico aceno de “adeus querido”.

A permanecer este cenário, o desmonte já está em curso com baixas de lideranças, de simpatizantes retirando o nome do prefeiturável das fotos de perfil nas redes sociais e muitos outros migrando e em plena articulação com outras candidaturas.

Em política não há espaço vazio, o tempo não para e é implacável! O dia 26 de outubro é a data limite para a substituição de nomes. Grecco, Lair e Gabriel devem novamente serem convocados.

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