Homologado pelo PTC, Edu Cadeirante tentará uma vaga na Câmara de Vereadores de Ribeirão Pires

Na imagem, Eduardo Cadeirante com a esposa, Clóvis Volpi e Amigão D’orto

“Não existe demagogia, minha causa é justa. Se eu for eleito não vou largar a cadeira e sair andando. É preciso que se promova o direito a acessibilidade e o direito das pessoas sem distinção”, Eduardo Cadeirante.

No início da tarde desta segunda-feira, 7 de setembro, o Repórter ABC com Eduardo Cadeirante, candidato homologado para a disputa de uma cadeira de vereador em Ribeirão Pires. No bate papo, Eduardo Souza, popularmente conhecido com Edu Cadeirante, 41 anos, em 16 de fevereiro de 1.998 foi vítima de um assalto onde sem ter reagido foi alvejado por seis tiros nas costas o que o deixou paraplégico, o que segundo Edu, mudou a sua vida. Como ele mesmo diz, “foi da água para o vinho”.

Edu Cadeirante assinando a ata da Convenção do PTC

Com 41 anos, Edu Cadeirante está disposto a brigar pela causa dos que, assim como ele, convivem com a limitação a todo instante. Com bom humor, ele contou histórias de constrangimento que, infelizmente, acontecem rotineiramente.

De acordo com ele, hoje existem mais de 5.000 pessoas com algum tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção na cidade.

“É muito difícil para uma pessoa com deficiência transitar no centro de Ribeirão Pires e isso piora nos bairros, não existe acessibilidade. Até hoje, este governo que aí está não abraçou a causa de pessoas com deficiência e de pessoas com dificuldade de locomoção. Não é de hoje que luto por respeito e inclusão! Fazem anos que estou cobrando a acessibilidade pelos menos no centro da cidade”, contou.

Ao portal Repórter ABC, Eduardo Cadeirante cita que existe pessoas hoje em Ribeirão Pires depressivas por conta da deficiência. “Eu devo muito a Deus. Minha família, esposa e filho são tudo para mim”, completa.

“O desrespeito ao cidadão é muito grande. Mesmo com obras recentes feitas na cidade, o prefeito demonstrou que não se importa e não contemplou acessibilidade. E não falo somente em atender cadeirantes como eu, falo também de idosos, cegos, pessoas que usam muletas ou que muitas vezes deixam de sair de suas casas para não terem que enfrentar a difícil tarefa de se locomover”.

Edu Cadeirante termina a conversa dizendo: “Não existe demagogia, minha causa é justa. Se eu for eleito não vou largar a cadeira e sair andando. É preciso que se promova o direito a acessibilidade e o direito das pessoas sem distinção.

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