Kiko se isola em gabinete e envia Flávia Dotto para representá-lo em reuniões políticas

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Com quatro dias do início legal para a realização das Convenções Partidárias que oficializam candidaturas para o pleito previsto para 15 de novembro, ainda que algumas siglas já tenham se posicionado e agendado a data de seus eventos, o prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSDB) a bom tempo vem se isolando em seu gabinete e fugido de atividades junto a lideranças políticas e ao contato direto com a população.

Neste momento crucial onde alianças são sacramentadas, a primeira dama da cidade, titular do Fundo Social e atual presidente do tucanato ribeirãopirense, com sua ações assistencialista, está fazendo as vezes de articuladora e tem sido presença constantes em reuniões com pré-candidatos a vereador, lideranças políticas da Estância e da região, a exemplo da deputada Carla Morando a qual é madrinha de casamento com o prefeito de São Bernardo do Campo.

Nas ruas e no Paço, correligionários estão apreensivos diante a dúvida sobre o destino do grupo político com grande incógnita: Quem será o (a) governista que encabeçará a chapa majoritária nas próximas eleições?

O prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira, que concorreu nas eleições de 2016 com decisão liminar, encontra-se enquadrado na Lei da Ficha Limpa e inelegível até 26 de setembro de 2026 após condenação por improbidade administrativa quando ocupou a administração da cidade de Rio Grande da Serra e é o mais fiel aliado do governador e presidenciável João Doria (PSDB). Ele (Kiko) vem a bom tempo demonstrando ter jogado a toalha e forçando um nome do PSDB para a continuidade no poder na Estância. Pelas movimentações, tudo indica que Flávia Dotto e o ex-prefeito Luiz Carlos Grecco são os seus preferidos (ver aqui).  Analisando a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 22.811, de 27.05.2008, Flávia Dotto é elegível:

“[…]. 2. Cônjuge de prefeito reeleito não poderá candidatar-se ao cargo de prefeito, nas eleições subsequentes, por ser inviável o exercício de três mandatos consecutivos no âmbito do mesmo núcleo familiar”

Levando-se em consideração a dinâmica própria da política, as naturais mudanças da tendencia diante de um novo quadro eleitoral, Luiz Carlos Grecco, nas eleições de 2016 teve votação expressiva nas urnas, ficando na terceira colocação com 13.942 votos, 23,87% do universo dos votos válidos. Grecco num aparente acordo, vem se mantendo em discreta conveniência de um improvável capital eleitoral.

Informações de bastidores dizem que Kiko se utiliza de toda a sua força política como gestor, de olho nas eleições nacionais de 2022, já se antecipando a possível candidatura do governador João Doria ao cargo de presidente da república. Kiko arquiteta uma conjuntura capaz de edificar uma chapa puro sangue entre Dotto e Grecco borrifando uma opaca cortina de fumaça sob os olhos de seu vice, Gabriel Roncon que pleiteia o seu apoio para a cabeça de chapa.

Por outro lado, uma pertinente análise, é que Gabriel Roncon (PTB), sentindo na pele o ardor da fritura diante uma visível redução de espaço no governo onde até meados deste governo exercia fortes influência na comunicação e controle quase absoluto já ensaia carreira solo fazendo explícito trabalho  de cooptação e convencimento junto a nomes ligados a oposição ao longo de sua intensa campanha pré-eleitoral.

Por sua vez, Kiko, diante da sua condição de inegibilidade e com o seu nome cravado no Cadastro Nacional de Condenados por Improbidade Administrativa mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – ver aqui – o tucano Kiko Teixeira que inchou a máquina pública com cargos comissionados e sabedor das dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus, manobra para um voo maniqueísta, onde através de nomes confiáveis e mais afáveis, possa manter o seu poder e espaço político, mesmo que indiretamente.

Em Ribeirão Pires, o PT de Felipe Magalhães, o PL de Clóvis Volpi e o PSB de Amigão D’orto já agendaram as suas respectivas Convenções Partidárias para a próxima segunda-feira (7/9) que devem homologar as suas candidatura ao executivos e também nomes para a disputa ao parlamento municipal.

Faltam confirmar, o Solidariedade de Marisa Reinoso e o Avante de Lair Moura. Após as Convenções Partidárias, as siglas e coligações deverão apresentar à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de seus respectivos candidatos a prefeito, vice e vereadores aprovados nas Convenções. Outros nomes como, a exemplo de Carlos Sacomani (Banana) pode também pode entrar na disputa e sair candidato a prefeito pelo PSL.

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