“Ele cuspiu em mim, jogou a nota no chão e disse que eu era lixo”, relata entregador vítima de racismo

“Na frente da polícia, ele continuou com as agressões, me chamou de favelado”, contou o jovem Mateus Pires, que foi vítima de agressões racistas do contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto em Valinhos

O jovem negro Mateus Pires, entregador de aplicativo, deu detalhes sobre a cena de racismo que sofreu de um homem branco, identificado como Mateus Abreu Almeida Prado Couto, em Valinhos (SP).

Segundo a jornalista Andreia Sadi, em seu Twitter, Matheus contou que, após a chegada da Polícia, o agressor continuou os ataques racistas contra ele. “O que ele faz é p/se mostrar superior. Teve um momento que ele cuspiu em mim, jogou a nota no chão e disse que eu era lixo. Na frente da polícia, ele continuou com as agressões, me chamou de favelado”, disse Mateus, segundo a jornalista.

No vídeo, que causou indignação nas redes sociais, o agressor, Mateus Couto, morador de um bairro de classe média alta, humilha o jovem negro. “Seu lixo, quanto você tira por mês, 2 mil reais? Não deve ter nem onde morar”, afirma.

Segundo o jornalista Tacio Lorran, do site Metrópoles, Mateus Couto é contabilista e tem apenas o ensino médio completo. Um internauta apontou que ele seria seguidor do ex-astrólogo Olavo de Carvalho e resgatou um comentário atribuído ao agressor, de 2017.

Homem que fez ataque racista a entregador já ofendeu pedreiros e seguranças, dizem vizinhos

O contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto, 31 anos, que aparece em vídeo proferindo ataques racistas contra o entregador de aplicativo Matheus Pires, em condomínio em Valinho (SP), é reincidente em agredir trabalhadores.

Vizinhos do agressor disseram ao jornal O Globo que Mateus Couto protagonista de episódios anteriores de agressão a trabalhadores diversos, como pedreiros que atuam em obras no local. Ele também já se envolveu em uma briga com o segurança de um centro comercial localizado próximo ao condomínio.

“A perda de controle emocional e de seus atos é frequente, o que nos leva a questionar até mesmo seu estado de saúde”, disse um dos vizinhos ao jornal, pedindo para não ser identificado.

No vídeo, que causou indignação nas redes sociais, o agressor, Mateus Couto, morador de um bairro de classe média alta, humilha o jovem negro. “Seu lixo, quanto você tira por mês, 2 mil reais? Não deve ter nem onde morar”, afirma.

Detido após o caso de racismo, Mateus Couto teria esquizofrenia. Informação foi dada pelo pai dele em processo que foi arquivado por falsa comunicação de roubo de carro feito por ele em 21 de março de 2019.

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