Governo Atila anuncia desativação do hospital de campanha neste domingo (9) em momento que o COVID-19 avança sobre a cidade

Sem levar em consideração o galopante número de casos confirmados de coronavírus e o significativo números de óbitos em decorrência da doença a Prefeitura de Mauá anunciou nesta quarta-feira (5) que o Hospital de Campanha será fechado a partir deste domingo (9).

Em comunicado divulgado nas redes sociais argumenta que há na cidade uma diminuição dos casos na cidade e que os atendimentos para COVID-19 passaram a ser feitos nas UPA’s da cidade e no Hospital Nardini.

“Levando em consideração a diminuição de casos graves e a expansão do quarto andar do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, o CECCO (Centro Especializado de Combate ao Coronavírus), localizado no estacionamento do Paço Municipal será descentralizado. O Hospital de Campanha, cumpriu de maneira importante seu papel, em atender emergencialmente suspeitas e casos de coronavírus. Na próxima segunda-feira (10), atendimentos relacionados às suspeitas de coronavírus, acontecerão nas UPAs Barão, Vila Assis, Jardim Zaíra e Vila Magini. Nosso profundo agradecimento e respeito aos profissionais de saúde, que desempenharam um papel extremamente importante e extraordinário no combate a Covid-19”.

Segundo os dados do Governo do Estado, Mauá somente no mês de julho registrou 1.344 novos casos confirmados de COVID-19 o que representa 34,98% do total de casos.

Também no mês de julho foram mais 63 mortes em razão do coronavírus, representando 27,63% do total de óbitos.

Nestes cinco primeiros dias de agosto, Mauá já registrou 191 novos casos de coronavírus e 15 óbitos. O total apurado é de 3.842 confirmações da doença e 228 mortes em curva ascendentes. Mauá com 5,9%tem a maior taxa de letalidade do ABC Paulista.

O Hospital de Campanha é alvo de suspeitas de superfatumento e alvo de investigações por parte do Ministério Público.

O contrato assinado pelo prefeito Atila Jacomussi com a OS Atlantic Transparência e Apoio a Saúde para administrar o Hospital de Campanha por R$ 3,2 milhões e investigado por supostas irregularidades por crimes previsto em licitações, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro entre outros.

Os números oficiais do governo do Estado desmentem a informação do Paço sobre a queda no número de casos confirmados e mortes, apresentando que há uma linha crescente e preocupante na cidade.

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