Risco de aumento de contágio vai obrigar Prefeitura de São Paulo a adiar retorno às aulas

A Secretaria da Saúde municipal de São Paulo considera arriscado voltar às aulas, o que vai retardar a reabertura das escolas da rede pública da capital paulista. O inquérito sorológico que está sendo conduzido pela própria prefeitura constata uma escalada de contágio em idosos

O plano de retornar às aulas no início de setembro na capital paulista não vai funcionar. A Prefeitura de São Paulo deve retardar o máximo possível a reabertura das escolas públicas municipais. O prefeito Bruno Covas já afirmou que a decisão será tomada pelos especialistas da área de saúde da administração. E até agora a volta às aulas tem sido considerada de alto risco pelos técnicos.

Um dos motivos são os resultados do inquérito sorológico que está sendo feito pela Secretaria Municipal de Saúde, que mostrou uma escalada de contágios em idosos da capital: 13,9% de todos os casos mapeados no estudo foram registrados em pessoas mais velhas.

A constatação fez crescer o temor de que as crianças e adolescentes, ao voltarem a circular nos colégios, retornem para suas casas, onde muitas vezes vivem com os avós, e transmitam a doença, informa a jornalista Mônica Bergamo.

Na nova fase, o inquérito vai mapear o contágio entre crianças na capital paulista. O dado vai auxiliar na tomada de decisão.

Tudo indica que o prefeito Bruno Covas vai se conduzir de forma mais cautelosa do que o governo estadual. Há um temor generalizado na população de que a volta precipitada às aulas ponha em risco a saúde e a vida das crianças e adolescentes, além do círculo familiar.

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