Brasil registra recorde mundial de mortes de profissionais de enfermagem

País representa 30% das mortes por categoria no mundo. Do total, 64% das vítimas são mulheres, a maioria na área de enfermagem. Profissionais da área ainda são vítimas de hostilidades por parte de apoiadores do governo federal

Na linha de frente da batalha contra a covid-19, 316 enfermeiros, técnicos e auxiliares da região já perderam a vida trabalhando nos serviços de saúde brasileiros. A pesquisa é do Observatório de Enfermagem, instrumento criado pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) para avaliar o tamanho do desastre sofrido pela profissão no Brasil.

Sozinho, o Brasil responde por 30% das mortes de enfermeiras no planeta. A organização global que reúne conselhos nacionais, o Conselho Internacional de Enfermeiras (ICN), confirma a situação.

Do total, 64% das vítimas são mulheres, sendo a maioria no comércio. A maioria das mortes, 35,4%, ocorreu na região Sudeste, onde estão os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Depois, há os estados da região Nordeste (27,2%) e Norte (21,5%), ambos com populações mais pobres e estruturas de saúde mais pobres.

No Brasil, além do nível de 2,4 óbitos a cada 24 horas, segundo o Observatório de Enfermagem, são quase 30 mil enfermeiros, técnicos e auxiliares que contraíram o covid-19.

Em todo o mundo, existem mais de 16 milhões de pessoas contaminadas, cerca de 1,1 milhão seriam profissionais de saúde. “De acordo com nossa pesquisa, 7% de todas as pessoas infectadas no mundo são profissionais de saúde”, diz o consultor de políticas da ICN Hoi Shan Fokeladeh.

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