Santo André, São Bernardo e São Caetano descartam volta às aulas em setembro

Os prefeitos de São Bernardo, Orlando Morando, e de Santo André, Paulo Serra (ambos do PSDB) disseram na noite desta terça-feira (28) em suas lives que não vão seguir a orientação do Estado que anunciou o retorno presencial das aulas em 8 de setembro. O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) também já admitiu que não é viável a volta das crianças aos colégios.

“O Estado não impõe, ele autoriza, quem define é o município. Mesmo que o estado mantenha a data de 8 de setembro, a nossa posição oficial é a de que não há segurança para voltar às aulas. A cidade está neste momento a mais segura porque estamos sendo prudentes. O que está acontecendo não é estático, se a gente descuidar o volume de pessoas infectadas pode ser muito maior na próxima semana. Nossa posição hoje é a de que não voltaremos às aulas no dia 8 de setembro; sem garantia para nossas crianças isso eu não vou fazer. Poderemos milhares de crianças infectadas levando o vírus para casa, para os avós e pais que tem alguma comorbidade”, disse.

O prefeito Paulo Serra também afirmou que não há perspectiva de retorno das aulas. “Estamos preparando um plano completo para apresentar, muito provavelmente à partir da próxima semana. Não temos segurança para que as aulas retornem, estamos ainda longe disso apesar dos números estarem estáveis. Para 38 mil alunos entrarem em sala de aula, ambiente fechado, é muito difícil pensar num modelo para não colocar as crianças, pais e avós em risco. Respeitamos o 8 de setembro, mas não com aula presencial, talvez no final do ano ou no início de 2021. Não há, na nossa opinião, minha e da nossa equipe, condição de voltar”.

Em meados do mês de julho, o prefeito de São Caetano Sul, José Auricchio Júnior, já afirmava que a cidade não seguiria o governo do Estado.

“O que já está claro é que a cidade também não fará movimentações imediatas para a retomada das aulas nos cursos livres, técnicos e nas universidades, conforme já anunciado pelo Governo do Estado para os municípios que estão há pelo menos 14 dias na fase amarela do Plano São Paulo. Eu acho que nesta situação houve uma divergência, porque as universidades públicas paulistas determinaram a possibilidade de continuidade desse ano (letivo) com aulas remotas e já para as universidades particulares e o ensino alternativo já há possibilidade de liberação agora no mês de agosto, com medida de algum tipo de controle só as tradicionais. Eu temo por isso, eu já conversei com o pessoal da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) no ponto de vista de cursos alternativos não vamos reabrir nada nesse momento”, explicou.

Uma pesquisa também mostrou que 75% dos pais são contra a volta às aulas na cidade.

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV) vez usou a sua rede social para pedir que os moradores opinem sobre a volta às aulas. Essa mesma estratégia ele usou em outras ocasiões, mas a maioria tem opinado pelo não retorno das aulas presenciais. Também disse em vídeo postado na sua página no Facebook que é a favor do retorno das aulas presenciais.

“Mas com muita cautela e precisamos do apoio do Governo do Estado e do Governo Federal para fazer as adequações em todas as escolas”, ponderou.

Até as 21h50 da noite desta terça-feira (28/07) haviam 172 comentários na postagem do verde e apenas uma se disse favorável ao retorno das aulas.

Em Ribeirão Pires, o Sineduc que representa professores e demais servidores da educação municipal lançou a campanha “Amar é proteger” que visa conscientizar pais de alunos e a sociedade sobre os riscos do retorno as aulas conforme incentivado pelo governador João Doria que pretende retomar aulas presenciais a partir de 8 de setembro.

“Ajudem-nos impedir a grande tragédia que poderá ser um retorno precipitado às aulas!”, diz nota que está sendo amplamente divulga nas redes sociais.

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