Parque Oriental, ao custo de R$ 4,2 milhões não contemplou acessibilidade e mobilidade a deficientes

Inaugurado em 21 de julho, o novo Parque Oriental de Ribeirão Pires consumiu R$ 4,2 milhões de recursos oriundos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (DADETUR), órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo.

Segundo o cadeirante Eduardo Souza, morador da cidade o espaço público exclui a pessoa com necessidades especiais pois não contemplou o projeto com as devidas acessibilidades.

“Percorri todo o parque oriental e visualmente ficou muito bonito, ótima harmonia da natureza com arte, limpo, organizado, e excelente local para caminhada. A vista da represa, sem comentários… Umas das melhores!
Apesar de todos pontos positivos, encontrei algumas falhas vergonhosas”, disse Eduardo.

Eduardo Souza enumerou alguns dificuldades, conforme abaixo:

  1. Não consegui achar nenhum piso tátil ou placas com sinalização em Braile para pessoas cegas;
  2. Não consegui avaliar os banheiros para Pessoas com Deficiência porque estava fechado;
  3. Alguns lugares com degraus antes das rampas de acesso;
  4. Não localizei fraldário ou banheiro da familiar;
  5. Não tem playground/brinquedos para as crianças;
  6. Vi algumas crianças brincando subindo nas arvores onde esta uma gambiarra passando fiação elétrica;
  7. As duas linhas de ônibus que atendem a região do Parque oriental param muito longe, uma distancia razoável para Pessoas com Deficiência, Mobilidade reduzida, e Idosos;
  8. A ponte que passa sobre lago de carpas foi feita de uma forma que fica impossível um cadeirante acessar;
  9. Muito difícil um cadeirante acessar o caminho das placas que ficam no chão mostrando uma evolução de animais, (não consigo descrever porque não foi possível ver a maioria devido a falta de acesso), e
  10. No local, calçada onde o ônibus para e deveria ter um ponto é uma calçada cheia de mato e sem rampa de acesso para cadeirantes,

apontou.

Ao final de suas impressões, Eduardo Souza questionou:

“Agora me pergunto onde está a Segurança e acessibilidade? Muito dinheiro gasto sem cumprir os quesitos da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), não é possível!”

Em 23 de junho o Repórter ABC publicou matéria que retrata a realidade de que outras obras na cidade de Ribeirão Pires também não contemplam as necessidades das pessoas com deficiencia.

Conforme a matéria, o Boulevard Gastronômico e também o futuro Parque Linear localizada na avenida Valdírio Prisco não preveem qualquer adaptação que possibilite a locomoção facilitada para cegos, cadeirantes e pessoas com dificuldades locomotoras. Segundo a denúncia, o piso tátil que que esta sendo instalado não atende a necessidade de cegos e no mesmo passeio há bloqueios de postes, árvores e dimensões inadequadas em determinados trechos para que cadeirantes possam circular com segurança. Ver matéria clicando aqui.

Segundo ainda a matéria “integrantes do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CONDEFI, estudam medidas a serem tomadas para que se garanta o direito a acessibilidade e locomoção segura em Ribeirão Pires.

A prefeitura em resposta aos questionamentos feitos pelo CONDEFI justificou que:

“Caso as questões de acessibilidade expostas pelo ofício 003/2020 fosse rejeitadas por técnicos do governo do Estado, a municipalidade não teria fechado o convênio em questão e não teria recebido medições” (sic).

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