PL de Ribeirão Pires debate a importância do FUNDEB para a educação

Mediada pelo ex-prefeito de Ribeirão Pires e professor Clóvis Volpi a já tradicional Live do PL de Ribeirão Pires debateu na noite desta terça-feira (21) o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

Com um verdadeiro “Brain Storn” (Chuva de ideias, do inglês), debate aconteceu simultaneamente a votação que acontece na Câmara dos deputados em Brasília que vota a permanência ou não do Fundo.

Participaram a gestora pública, professora Rosí de Marco e a presidente do Sineduc, professora Perla de Freitas onde por aproximadamente 50 minutos discutiram sobre a necessidade de abertura de novas escolas na cidade, aulas híbridas (não presenciais) fechamento de sala de aulas na Escola Carlos Rohn, volta as aulas no município e ainda sobre a possibilidade de aumento nos repasses ao FUNDEB caso a proposta que está sendo votada em Brasília seja aprovada.

Clóvis Volpi elogiou o texto proposto e que estava sendo debatido pelos deputados e deputas em Brasília.

Na Câmara Federal está sendo votado neste momento o fantástico relatório da professora Dorinha deputada pelo Tocantins professora Dorinha. O relatório dela demonstra uma preocupação muito grande não só por educação, mas também com a questão social. Espero que seja aprovado, pois se perdermos o Fundeb… isso seria um total desastre para a educação como um todo”, falou Volpi.

Seguindo em concordância, a professora Rosí falou sobre o aumento em recursos para Ribeirão Pires caso a proposta venha a ser aprovada.

“Observamos que haverá um acréscimo já no ano que vem. A renda per capita de cada aluno para o município de aproximadamente chegará a aproximadamente R$ 500, o que pode significar para a cidades como Ribeirão Pires um aumento, um superávit de recursos que poderíamos investir um pouco mais no piso dos professores”, argumentou a professora Rosí.

Segundo Clóvis Volpi, Ribeirão Pires contribuis com cerca de R$ 28 milhões para o Fundeb e poderá receber do governo Federal repasses de 37 milhões podem chegar a 39 milhões.

Outro tema abordado na Live, foi a perda de salas de aula, a exemplo do que aconteceu na escola Carlos Rohn. Para a presidente do Sineduc, a professora Perla de Freitas o fechamento de três salas de aula com a consequente redução de alunos matriculados trará redução nos repasses do Fundef já para 2021.

“Não vimos a administração Municipal mover uma palha para esclarecer a população e ajudar na mobilização para garantir o novo Fundeb mesmo ela sabendo que pode perder recursos para a manutenção da rede. Nem o Conselho Municipal de Educação foi pautado sobre o assunto para que os conselheiros ajudassem na mobilização. Sinto que aparentemente essa atual administração não está preocupada com essa questão, sobre quem vai perder ou o que se pode perder. Na questão de vagas, o Conselho Municipal de Educação já denunciou o fechamento de salas na escola Carlos Rohm onde ao menos três salas foram fechadas, somente lá são 180 alunos a menos o que significa menos dinheiro do Fundeb, menos atendimento à população. Fecharam essas três salas, para ceder para uma Universidade Virtual onde não há aula presencial. Isso não tem justificativa. Outro problema, é que a atual administração perdeu o SESI com o argumento de que não tinha lugar para o Sesi e agora vão colocar a Guarda Municipal no lugar. O que questiono é: O prédio onde estava o SESI não estava em risco de desmoronamento? Deixaram o SESI ir embora, não fizeram nenhum muro de arrimo, não fizeram nada para manter o SESI. Deveriam criar lá uma nova escola municipal para abrigar estudantes. Vejo que estão indo na contramão. Uma nova escola poderia aumentar o número de estudantes e também a arrecadação do Fundeb”, falou a professora Perla.

Para Clóvis Volpi, a situação poderia ser resolvida com a utilização do prédio do antigo SESI para a criação de uma nova escola utilizando-se de apoio técnico.

“Talvez a questão possa ser resolvida com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que é ligado ao governo do Estado. Um laudo técnico pelo IPT sairia quase que gratuito e poderíamos saber se de fato o Morro São Paulo apresenta risco de desmoronamento. O IPT é uma entidade científica do Estado que faz qualquer tipo de análise, então se tivermos um laudo dizendo que o local está consolidado ou que precisa fazer alguma ação para a contenção ou sustentação eu acho que nós podemos utilizar o espaço para uma nova escola.

Outro assunto elencado foi sobre o retorno as aulas e sobre as aulas virtuais em Ribeirão Pires.

Questionadas por Clóvis Volpi, as convidadas disseram que existe tanto entre pais de alunos, professores e demais servidores da educação um grande medo quanto a retomada das aulas presenciais e também se os professores estão preparados para lecionar virtualmente através das chamadas aulas híbridas, via internet.

Segundo a professora o momento inspira muito cuidado e sensibilidade para a retomada. Ela argumentou que vem conversando com pais de alunos e gestores da educação da região.

“Venho conversando muito com pais de alunos e também com gestores na região toda do ABC e todos se mostram apreensivos com esse possível retorno. Mas cada cidade tem autonomia para decidir sobre o assunto. Sobre as aulas híbridas, é fato que essa nova forma veio para ficar, mas ainda falta muito o que se fazer, investimentos a serem realizados”, falou Rosí.

A presidente do Sineduc Perla de Freitas, colocou-se totalmente contrária ao retorno das aulas alegando risco de vida para alunos, familiares, professores e demais servidores da educação. Sobre as aulas não presenciais na rede pública municipal de Ribeirão Pires, Perla afirmou que não há clima para que se implante isso tanto na cidade como no país.

“Somos contra a retoma das aulas uma vez que isso representa grave risco de vida a todos os envolvidos no processo educacional. Muito se fala que as crianças são mais resistente ao coronavírus, mas deve-se levar em consideração de que elas podem ser hospedeiras do vírus e ao retornarem para casa contaminar seus familiares, e na escola infectar professores o que poderia agravar em muito a pandemia com novos caos e mortes. Nós do Sineduc lançamos a campanha Amar é proteger que está tendo grande adesão de pais de alunos, professores, agentes e demais servidores na cidade”, argumentou Perla.

Sobre as aulas híbridas – não presenciais – perla disse:

“Vejo que os professores estão sempre dispostos e fazendo um grande sacrifício e estão se reinventando. Virando Youtuber’s, e técnicos em computação, em técnico internet uma vez que a conexão cai, o computador fica sobrecarregado. Estão fazendo verdadeiros milagres com celularzinho porque o professor, de maneira majoritária também não tem muito mais do que isso. A maioria dos professores não tem computador em casa, não tem internet né, e isso gera custos adicionais. Mesmo assim eles estão se virando falando no popular, e dando conta, fazendo o Impossível para darem as suas aulas. Tecnicamente preparados para as aulas não presenciais, posso afirmar que não estão! Não estão porque não há condições de fazer ensino híbrido. Muitas famílias responsáveis por alunos têm apenas um celular inadequado, não tem computador ou mesmo rede de internet. Outro problema é a falta de investimento na capacitação para essa nova modalidade de aula. O nosso antigo centro de informática da cidade que foi criado pela gestão Clóvis Volpi foi fechado e a maioria dos professores estão a anos sem contato com computador nas escolas”, concluiu.

Para assistir a íntegra da Live clique aqui.

Recentemente o Repórter ABC publico a matéria “Reabertura precipitada das escolas pode saltar de 300 mortes de criança abaixo de 5 anos para 17 mil até o final do ano“, onde pesquisadores alertam sobre os riscos do retorno das aulas no estado de São Paulo. Clique aqui.

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