Se o Estado de São Paulo fosse um país ocuparia a 5ª posição mundial nos casos de COVID-19 e a 6ª colocação no ranking de óbitos

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Paralelo traçado entre os dados oficial e mais recentes do Governo do Estado de São Paulo com dados mundiais sobre a incidência do coronavírus (COVID-19) no mundo mostram números preocupantes. No mundo já foram confirmados 13.382.020 de casos da doença e 580.038 óbitos.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo e BBC

Se o Estado de São Paulo fosse um país, ocuparia a 5ª posição do ranking mundial de casos de contágio por COVID-19.

Com uma população estimada em 44.639.899 de habitantes, oEstado de São Paulo registrou nesta terça-feira (14/07 – atualizado às 15h30)), 386.607 casos confirmados para coronavírus (COVID-19) ficando no ranking mundial atrás somente dos Estados Unidos com 3.483.905 casos confirmados, do Brasil com  1.540.217 (números já reduzidos do Estado de São Paulo), da Índia com 936.181 e Rússia com 746.369.

Na hipótese de que o Estado de São Paulo fosse realmente um país, ficaria a frente do Peru com 33.867, do Chile com 321.205, do México com 311.486, da África do Sul com 298.292 e do Reino Unido com 291.911 casos confirmado de COVID-19 por exemplo.

Óbitos

Utilizando-se da mesma fonte de dados, na hipótese de que o Estado de São Paulo fosse um país independente do Brasil, ocuparia a 6ª colocação mundial em números de caos de óbitos confirmados pelo coronavírus (COVID-19).

São Paulo que registrou nesta terça-feira (14/07) 18.324 óbitos em razão do coronavírus, ficaria atrás dos Estados Unidos com 138.358 óbitos, Brasil com 55.809 (já descontados o casos do Estado de São Paulo), Reino Unido com 45.053, México com 36.327 e Índia com 24.309 óbitos. Todos com números registrados nesta quarta-feira (15/07).

São Paulo estaria – na hipótese – a frente do Irã que registra 14.410 óbitos, do Peru que tem 12.229 óbitos, da Rússia com 11.770 mortes, do Chile com 7.186 e da África do Sul com 4.346.

Como foi dito ao longo do texto, o Estado de São Paulo pertence a federação Brasileira e o presente matéria trata-se tão somente de uma suposição caso São Paulo fosse um país.

Pesquisador da FGV fala do risco de retomada das aulas para crianças no estado de São Paulo

O matemático e pesquisados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Eduardo Massad em webinar organizada pela Agência Fapesp (Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de São Paulo) e pelo Canal Butantan na última terça-feira 14 de julho, falou sobre os riscos para crianças caso seja autorizado a retomada das aulas no Estado.

Em sua fala, o professor Eduardo Massad falou sobre a falsa sensação de inflexão, de platô, e que na realidade esses casos ainda devem continuar aumentando. Da mesma forma, o número de óbitos deve continuar aumentando.

“Alguns dirigentes têm usado esse platô como argumento pra dar sustento às suas políticas de relaxamento das medidas de isolamento social. Na verdade, é o que eu venho dizendo a algum tempo: o platô é a assinatura do fracasso. Toda curva epidêmica que se preze ela tem que atingir um pico e cair”, afirmou.

Eduardo Massad que é titular da Escola de Matemática Aplicada Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirmou que São Paulo e o Brasil não vivem um bom momento para reabertura de escolas.

“As aulas absolutamente não podem voltar em setembro. Nós temos hoje no Brasil 500 mil crianças portadoras do vírus zanzando por aí. Se você reabrir agora em agosto, mesmo usando máscara, mesmo botando distância de dois metros. No primeiro dia de aula nós vamos ter 1.700 novas infecções, com 38 óbitos. Isso vai dobrar depois de 10 dias e quadruplicar depois de 15 dias. Então, abrir as escolas agora é genocídio”, declarou.

Através de fórmulas matemáticas, Eduardo Massad afirmou que, caso aconteça uma reabertura precipitada das escolas no Brasil, o país pode saltar de 300 mortes de criança abaixo de 5 anos para 17 mil até o final do ano.

“300 e poucas crianças abaixo de 5 anos morreram no Brasil. Se a gente reabrir as escolas, nós vamos chegar a 17 mil. São 17 mil crianças que vão morrer e não precisariam morrer. Todo o resto dos problemas vocês consegue dar um jeito e resolver. Nós estamos falando de vidas. Se a gente abrir sem um planejamento muito preciso e um controle muito grande, o que vai acontecer é que vai morrer 17 mil crianças contra 300 e poucas no curso natural da epidemia, com as escolas fechadas”, afirmou.

São Paulo planeja a retomada gradual das aulas a partir de 08 de setembro para as cidades que tiverem mais de 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização, segundo o governo paulista. A proposta prevê ainda combinação de aulas presenciais e virtuais.

Acompanhe abaixo o trecho da fala do professor Eduardo Massad. Para assistir a integra no Youtube, clique aqui.

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