Mauá adita contrato e renova com empresa que instalou o hospital de campanha

A Prefeitura de Mauá renovou o contrato da instalação do Hospital de campanha da cidade com a empresa Pilar Organizações e Festas por mais um mês. O aditamento de contrato foi assinado no dia 1° deste mês e prevê a prorrogação de contrato para “locação de tenda estrutural para abrigar Hospital de Campanha, visando a operacionalização das ações e serviços de Saúde para o enfrentamento da pandemia decorrente do coronavírus (COVI-19), a ser implantada na área do estacionamento do Paço”.

O valor recontratado para o mês de julho é de R$ 195.272,00. Pelos três meses anteriores a prefeitura de Mauá desembolsou dos cofres públicos a cifra de R$ 665.700,00 por três meses de locação.

O Ministério Público Estadual (MP) com o apoio do GAECO investigam possíveis irregularidade na contração da empresa Pilar, sendo que um parecer do MP entregue para análise do promotor, no mês passado, confirma que a Prefeitura de Mauá pagou 52% mais pelo Hospital de Campanha do que o valor apurado pela mesma empresa que presta serviços em Santo André. Saiba mais clicando aqui para ler matéria do Repórter ABC publicada em 23 de junho.

Conforme o relatório (ver ao final da matéria, que consta na investigação ainda em curso sobre suposto superfaturamento do valor pago na estrutura do hospital de campanha, a administração do prefeito Atila Jacomussi (PSB) não teria solicitado orçamento para a SP Eventos, escolhida pelo governo de Paulo Serra ( PSDB) para prestar o mesmo serviço. Mauá pagou $ 665.700 mil por três meses de contrato. O mesmo escopo teria custado R$ 437.460 para a SP Eventos. A diferença final na decisão custou R$ 228.240 mil aos cofres municipais.

O MP no parecer diz sobre a dificuldade  em afirmar que houve superfaturamento, mas que em solicitações de orçamento feitas pelo próprio órgão a diferença de preços chegou a 85,30%.

“O projeto encaminhado está ilegível e que não existe memorial descritivo, o que levou as empresas a utilizar critérios próprios e diferentes na cotação de um mesmo item”.

A denúncia de possíveis irregularidades foi publicada em primeira mão pelo Repórter ABC – ver aqui – em matéria que aponta que Empresa que Atila contratou para administrar Hospital de Campanha está sediada em terreno baldio na cidade de Caieiras.

Um dia após o juiz João Veríssimo formulou denuncia ao Ministério Público solicitando as investigações. Ver aqui.

Deixe uma resposta