Mauá: Confirmações de COVID-19 disparam neste início de julho. A cidade tem a maior taxa de letalidade do ABC

As confirmações de casos confirmados de coronavírus (COVID-19) dispararam em Mauá desde que em 14 de abril foi diagnosticado o primeiro caso de infecção na cidade.

Com um total de 2.639 casos confirmados, somente nestes 8 dias do mês de julho, foram constatados 362 novos casos* para a doença, cravando um recorde histórico se comparado a igual período de meses anteriores.

 

Em comparação com o mesmo período do mês junho (8 primeiros dias), o mês de julho apresenta 32 casos a mais. Ainda há 920 casos suspeitos da doença que aguardam resultado de exame laboratorial.

Com os 2.639 casos já confirmados e 167 óbitos reconhecidos pela doença, Mauá, segundo os dados mais recentes do governo do Estado de São Paulo – registrados nesta quarta-feira (8) – apresenta uma taxa de letalidade de 6,30%, bem acima dos apontados entre as cidade do ABC Paulista e superiores as taxas de letalidade registada no Estado (4,9), da taxa nacional (4%) e da mundial que ficou em 4,6% nesta quarta-feira (8).

Com a abertura de parte do comércio em Ribeirão Pires, mesmo com restrições, cabe a população se conscientizar e manter o distanciamento social evitando aglomerações e contato físico, sair de casa somente em momentos de extrema necessidade, usar máscaras, higienizar bem as mãos com álcool 70% dentre outra recomendações feitas pelas autoridades de saúde.

O alerta da Organização Mundial da Saúde

O diretor do departamento de Doenças Transmissíveis da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Marcos Espinal, que integra a OMS, disse recentemente à BBC News Brasil que junho e julho não são bons momentos para reabrir a economia em tempos de pandemia de coronavírus.

Espinal também falou que adotar a flexibilização da quarentena no epicentro da pandemia de Covid-19 é “uma receita para se espalhar mais doença”.

“Dissemos aos países, não só ao Brasil, que junho e julho não são uma boa hora para se reabrir. Não é uma boa ideia reabrir a economia quando se está no epicentro de uma pandemia. Mas todos os países são soberanos e cada um decide o que fazer. É uma receita para se espalhar mais doença. Nós vimos isso nos Estados Unidos. Estados que reabriram no começo estão chegando ao pico. Então, esperamos cada vez mais casos”.

Na quinta-feira (2), ruas do Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, ficaram lotadas após autorização para o funcionamento de bares.

A OMS pode estar coberta de razão, principalmente que focarmos o atual quadro de Mauá onde os seus números atuais referentes ao coronavírus deixam transparecer de que não há o clima mais adequado para a liberação ainda que moderado do comércio local. Tudo pode ser uma grande risco para a população que pode ser vitimada pela doença que ainda não tem antidoto, vacina ou medicação capaz de frear a sua escalada.

Apesar do alerta que vem sendo feito, o diretor do departamento de Doenças Transmissíveis da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Marcos Espinal, proferiu sábias palavras: “cada país decide o que fazer”.

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