Ministro da Educação pede demissão após descoberta de fraudes em seu currículo

Indicado há cinco dias para o lugar de Abraham Weintraub no Ministério da Educação, o economista Carlos Alberto Decotelli da Silva confirmou à Folha de S. Paulo ter entregado carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira.

Após acusações de fraude no currículo, Decotelli nem chegou a tomar posse no cargo. A primeira inconsistência surgiu da Universidade Nacional de Rosario, na Argentina, que informou que o recém-nomeado chefe do MEC não obteve título de doutor por ter tido a tese reprovada. Na sequência, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, negou que o economista tenha cursado pós-doutorado na instituição.

Já nesta terça, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) emitiu nota para esclarecer que o novo ministro nunca integrou seu corpo efetivo de professores, mas somente deu aulas, como colaborador, em cursos de educação continuada vinculados à fundação. Em seu currículo Lattes, ele apontava ter sido professor da instituição entre 2001 e 2018.

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