Sabão em pó falsificado é encontrado em mercado de pré-candidato a prefeito de Mauá

Produtos estavam à venda no Lourencini Supermercados e família alega ter nota fiscal de produtos e se diz vítima do ocorrido

As 4 mil caixas de sabão em pó falsificadas que foram apreendidas pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) nesta semana   estavam sendo comercializadas pelo Lourencini Supermercados, da família do pré-candidato a prefeito de Mauá pelo PSDB, José Roberto Lourencini. A família do prefeiturável diz ter notas fiscais dos produtos e argumenta ser vítima.

Segundo a Polícia, produtos estavam nas prateleiras e eram vendidos a R$ 7,89, valor abaixo do preço médio que varia em torno de R$ 10,50.

Os investigadores informaram que um representante da Unilever, detentora da marca Omo, foi até o mercado Lourencini e recolheu algumas caixas que passarão por perícia. O restante dos produtos foi lacrado pelos policiais.

Os agentes da 1ª Delegacia de Patrimônio (Investigações sobre Roubo e Latrocínio) identificaram dois comércios depois que a fábrica onde os produtos eram adulterados foi descoberta, na Zona Leste, em abril.

Mediante trabalho de inteligência policial, na data dos fatos a equipe se deslocou aos dois estabelecimentos e flagrou as mercadorias expostas nas prateleiras.

Os responsáveis pelos comércios são investigados para verificar a responsabilidade sobre os produtos comercializados. A ocorrência foi apresentada na especializada (1ª Delegacia de Patrimônio).

Rogério Lourencini, irmão de José Roberto Lorencino, afirmou que sua família está sendo vítima e que têm as notas fiscais que comprovam a compra. Ele afirmou que “algumas pessoas estão preocupadas” e querem prejudicar a imagem do irmão porque ele é pré-candidato a prefeito.

“A realidade dos fatos é que apresentei todas as notas ficais de janeiro até agora. O Deic apreendeu as mercadorias e eu coloquei  meu caminhão para transportar, tem em imagens. Sou fiel depositário esperando o resultado das investigações. Qualquer cliente com o código 070, que era do produto falsificado, e chegar no mercado com cupom querendo o dinheiro de volta ou querendo trocar o produto, estamos à disposição. Temos 45 anos de mercado e jamais iríamos fazer uma coisa para prejudicar um cliente”, finalizou Rogério.

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