Fabrício Queiroz é preso no interior de São Paulo em imóvel que pertence a advogado de Flávio Bolsonaro

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro estava em Atibaia, no interior de São Paulo, nesta manhã. Há outros mandados sendo cumpridos em endereços ligados ao ex-motorista

Uma operação coordenada a partir de investigações do Ministério Público do Rio com a Polícia Civil acaba de prender Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, que é investigado no caso das rachadinhas junto com Flávio Bolsonaro.

A prisão ocorreu em Atibaia, no interior de São Paulo. Agentes do Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil de São Paulo e dois promotores do Ministério Público de São Paulo estão nesse momento com o ex-assessor.

Queiroz foi localizado pelos investigadores sozinho pelos investigadores e não ofereceu resistência. os investigadores apreenderam dois aparelhos de celular e muitos documentos que eram guardados por Fabrício de Queiroz numa casa em Atibaia.

Por se tratar de um ex-policial, a ação dos investigadores utilizou métodos de elemento surpresa. Os investigadores chegaram arrombando uma das portas da casa para realizar a prisão.

Amigo do presidente Jair Bolsonaro e suspeito de ser laranja do senador Flávio Bolsonaro, o ex-policial militar ganhou notoriedade depois de o órgão de inteligência financeira do governo – o antigo Coaf, rebatizado de UIF – detectar que ele movimentou uma dinheirama incompatível com sua remuneração mensal quando trabalhava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

Entre 2014 e 2015, foram 5,8 milhões de reais. Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, mais 1,2 milhão de reais. O relatório também registrou que Queiroz depositou 24.000 reais na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A reação inicial do presidente foi admitir que era amigo de Queiroz e dizer que o dinheiro repassado a Michele fazia parte do pagamento de um empréstimo que o próprio Bolsonaro havia concedido ao amigo de longa data. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga o caso.

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