Atila parte para o ataque contra adversários. Os motivos são as tendências de quase 72% do eleitorado

Atos do prefeito denotam exasperação diante conjuntura desfavorável

Da Redação Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Mauá Atila Jacomussi (PSB) acendeu a luz vermelha e partiu para o ataque contra os seus adversários.

Recentemente Atila Jacomussi se utilizando de partido Patriotas que é presidido pelo secretário de Governo Paulo Sérgio Pereira, ingressou com representação na justiça contra o pré-candidato ao Paço, juiz João Veríssimo (PSD).

O prefeito através de seus advogados, questionou a afixação de faixas por parte de apoiadores do juiz João desejando felicitações pelo Dia das Mães, comemorado no último domingo, 10 de maio.

O juiz Eleitoral Antonio Canali Campanela concedeu a tutela de urgência conforme decisão assinada em 13 de maio determinando a retirada das faixas indicadas.

Conforme a defesa apresentada por advogados do juiz João, nesta quinta-feira, 14 de maio é argumentado que em estrito cumprimento a decisão proferida nos autos,

“Destaca-se que, no momento da intimação, quase não havia a publicidade em análise, pois a própria Prefeitura de Mauá já providenciou a retirada da maior parte das faixas, sem que boa parte delas já havia sido retiradas pela prefeitura. É curioso notar o uso irregular e totalmente arbitrário da máquina administrativa, em que servidores vinculados ao Departamento de Trânsito realizam a retirada das faixas (vídeo anexo), extrapolando suas atribuições e rol de atividades, eis que nenhuma decisão havia sido proferida e muito menos havia alguma determinação nesse sentido, sendo notório que a “limpeza” do espaço público não é atribuição dos agentes de trânsito. Não é lícito olvidar que, ao mobilizar servidores para um serviço estranho às suas atribuições e determinações legais, a Prefeitura age de maneira improba, com sinais claros de perseguição ao representado. Deveras, na prova ora juntada é nítido que os servidores retiram apenas as faixas deste representado, deixando incólumes as faixas de outros indivíduos. A conduta da Prefeitura é até mesmo esperada, na medida em que esta ação está vinculada a partido político em que o atual presidente é o secretário de governo da atual gestão. Ademais, a representação é patrocinada pelos advogados pessoais do atual prefeito, Sr. Atila Jacomussi. O representado esclarece que já promoveu a retirada das faixas restantes, em atendimento à respeitável decisão proferida por este Juízo”…, é expresso em trecho do documento encaminhado ao magistrado.

Nas redes sociais, munícipes postaram registro feito em vídeo onde servidores da prefeitura retiram faixas em em pleno sábado. Acompanhe abaixo.

A suspeita é que o prefeito Atila Jacomussi está assustado e vê em risco a sua reeleição nas eleições próximo. A retirada das faixas e o pedido de tutela na justiça indicia o receio do prefeito que aparentemente direcionou prosseguição política ao seu possível concorrente (juiz João)nas eleições marcadas para 4 de outubro próximo.

Aliados do prefeito Atila e até mesmo pré-candidatos ao Paço com suposta menor projeção eleitoral também fizeram afixação de faixas, e nem por isso foram incomodados. Faixas do prefeito Atila Jacomussi também foram vistas por diversos pontos da cidade, conforme imagens abaixo.

A Contabilidade de Atila e o pavor com a percepção popular justificam os ataques aos adversários

O prefeito Atila Jacomussi, eleito em segundo turno democraticamente pelo voto sabe dos riscos de não obter sucesso nas eleições vindouras.

Político considerado “raposa” como se diz no jargão político, reconhece todas as suas fragilidades eleitorais e já esta debruçado em intensa análise sobre os números que o cerca.

Nas eleições de 2016, Mauá com 303.088 títulos eleitorais habilitados, na disputa de segundo turno a cidade teve somente 128.131 (42,27%) eleitores que decidiram por não escolher entre Atila Jacomussi e o então seu adversário Donisete Braga.

Conforme ainda os dados do pleito, Mauá no 2º turno teve comparecimento – em números redondos – de 235.711 eleitores (77,77%), destes 13.569 (5,76%) votaram em branco, 47.192 eleitores (20,02%) anularam o voto. As ausências foram de 67.376 eleitores ou 22,23%.

O aumento de não comparecimento e votos nulos foram significativos se comparado ao primeiro turno, conforme tabela abaixo.

Comparativo 1º e 2º Turno – Mauá 2016

1º turno

2º Turno

Comparecimento

Comparecimento

248.896 82,12% 235.711

77,77%

13.185 – 4,35% – número menor de eleitores no 2º Turno

Ausências

Ausências

54.192 17,88% 67.376

22,23%

Aumento das ausências no 2º turno: 13.184 – 4,35

Votos em brancos

Votos em brancos

18.833

7,57% 13.569

5,76%

Diminuição dos votos em branco no segundo turno

Votos nulos

Votos nulos

46.846

18,82% 47.192

20,02%

Aumento dos votos nulos

Votos Válidos

Votos Válidos

183.230 73,61% 174.957

74,22%

Com os números apresentados, o prefeito Atila Jacomussi sabe da difícil missão que tem pela frente. Somente entre branco, nulos e ausências temos 128.137 votos contrários a sua eleições em 2016. Soma-se a isso os 41.958 de Donisete Braga, totalizando 170.095 votos (56,12%) contrários a suas pretensões de reeleição mantendo-se a tendencia do eleitorado.

Considerando a totalidade de títulos de eleitores apontados apontados pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2016 (303.088). Atila que recebeu 85.615 votos, foi eleito com apenas 28,25% do universo de eleitores aptos ao processo democrático das eleições.

Com relação aos 170.095 votos (56,12%), cabe uma análise: “o eleitorado majoritariamente anseia por renovação no comando administrativo e político de Mauá”.

Com um governo envolto em escândalos, após as suas duas prisões por suspeita de corrupção, o seu afastamento da prefeitura e agora as investigações em curso conduzidas pelo Ministério Publico Estadual sobre suposto superfaturamento na implantação do Hospital de Campanha na cidade, as atitudes do prefeito Atila Jacomussi soam como exasperação diante a eminente necessidade de provar (caso consiga manter a sua performance eleitoral em 2016) a maioria dos eleitores – são 71,75% – de que o seu governo é eficaz, justo, honesto e atende aos anseios populares.

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