Ribeirão Pires registra a menor taxa de isolamento social dos últimos 50 dias

#ParaCegoVer – Imagem com a frase em cor laranja com a hashtag”#ficaemcasa”. Ao centro da imagem, os dizeres em cor branca, “pela segurança de todos” e na parte inferior da imagem a logo marca do Repórter ABC, “A Informação passa por Aqui”.

Ribeirão Pires registrou nesta sexta-feira (8) a menor taxa de isolamento social dos últimos 50 dias. Segundo dados do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo que atualiza diariamente índice de adesão ao isolamento social no Estado, Ribeirão Pires registrou 50% de taxa de isolamento social. A cidade em 12 de abril chegou a registrar 71% de adesão e em 3 de maio 69%, por exemplo.

Ribeirão Pires apresenta neste sábado (9), 85 casos confirmados de coronavírus e 10 óbitos. 51 suspeitos aguardam pelo resultado de exame laboratorial.

O indicador de isolamento social é preocupante uma vez que as autoridades sanitária e de saúde indicam como 70% para se prevenir superlotação de hospitais e seus leitos para o tratamento de coronavírus.

O isolamento social é defendido por especialistas e autoridades da saúde de todo o mundo como uma estratégia eficiente contra a propagação do novo coronavírus.

É o que defendem, por exemplo, a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Ministério da Saúde, Governo de São Paulo e prefeitos. Medidas como a quarentena, com fechamento de comércio e proibição de outras atividades, busca evitar que as pessoas se encontrem ou se aglomerem, ajudando no controle da pandemia.

Dessa forma, é possível frear a curva de crescimento de casos, evitando que um grande número de pessoas fique infectada ao mesmo tempo e sobrecarregue os sistemas de saúde.

Apesar de contar com apoio praticamente unânime entre autoridades de saúde e especialistas, o isolamento social é criticado por quem acredita que ele prejudica a economia e a renda da população.

O crítico mais notório dessa estratégia no Brasil e talvez no mundo é o presidente Jair Bolsonaro. Em discurso feito em cadeia nacional em 24 de março, por exemplo, o presidente afirmou que “nossa vida tem que continuar. Empregos devem ser mantidos, o sustento da família deve ser preservado”.

O discurso é recorrentemente repetido, algo que aconteceu, inclusive, na participação do presidente em uma manifestação em apoio à intervenção militar no Brasil no domingo (19).

As mensagens conflitantes, que opõem Ministério da Saúde e presidente da República, podem ter levado muitos brasileiros a relaxar o isolamento social. Dados de geolocalização de celulares apontam quedas nas adesão à quarentena.

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