Ribeirão Pires registra o 8º óbito por COVID-19. MP investigará falta de EPI e UPA está com respirador quebrado

A prefeitura de Ribeirão Pires divulgou ao final da tarde desta quinta-feira (7) a confirmação do 8º óbito por coronavírus na cidade. Trata-se de uma mulher de 57 anos que tinha doença pré-existente e faleceu no último sábado (02), no Hospital de Campanha de Ribeirão Pires.

Segundo ainda a informação oficial a cidade registrou um novo caso positivo de coronavírus, passando para 72 casos confirmados da doença. Até agora, 42 pessoas tiveram alta hospitalar ou cumpriram a quarentena. Mais 2 resultados negativos foram recebidos, passando para 140 casos descartados de Covid-19. Outras 45 suspeitas aguardam resultado de exame laboratorial. 12 mortes foram descartadas para a doença e 1 óbito suspeito permanece sob análise de laboratório (entre os 45 casos suspeitos que aguardam resultado).

O recém Inaugurado Hospital de Campanha de Ribeirão Pires – segundo as informações oficiais -,  está com quase 27 % dos seus 41 leitos ocupados, tendo 11 internados. A unidade provisória de saúde foi construído emergencialmente e tem estrutura similar à uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), dispõe de aparelho de Raio-X, coleta de exames e auxílio psicológico, custou aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Prefeitura anuncia aplicação de testes em servidores

Em ato atardado, a prefeitura de Ribeirão Pires noticiou no dia de hoje que “iniciará a aplicação de testes de coronavírus entre profissionais da saúde municipal, GCMs e moradores e profissionais de asilos. A Secretaria de Saúde da cidade está utilizando cerca de mil testes rápidos enviados pelo Governo Federal”. Ver matéria clicando aqui.

A informação acima acontece em momento em que chegam informação ao Repórter ABC sobre possíveis – números significativos – casos de infecção na GCM e também no setor da saúde municipal.

ATUALIZAÇÃO: Somente entre a GCM, são 8 afastamentos em razão do COVID-19, com um destes internado. Seguno a nossa fonte: “A GCM está afetadíssima”.

Em 3 de abril deste ano, o Repórter ABC noticiou que há época, corria em ambiente restrito que havia argumentação de chefias na UPA quanto a uso restrito de máscaras e sobre a falta do EPI’s como medida de “contenção”.

Na fala – ver print abaixo – em plena pandemia do coronavírus, itens básico de segurança a exemplo de respirador de partículas N95, – as populares máscaras – estavam sendo sonegadas aos trabalhadores da UPA Santa Luzia. Ver aqui.

“Peço que orientem o pessoal da recepção e controle de acesso com relação ao uso de máscaras, já fiz isso por diversas vezes e notei que uns compram e outros foi fornecida aí na UPA… Estamos em situação de contenção e fornecimento de máscaras deverá seguir o fluxo estabelecido conforme Ministério da Saúde”.

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) , vai pode abrir nos próximos dias, um Inquérito para apurar os possíveis casos de omissão e desrespeito por parte da prefeitura de Ribeirão Pires em relação ao fornecimento e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI, obrigatórios pela legislação trabalhista.

Imagens de vídeo, chegaram a nossa redação dando conta de um respirados danificado e fora de uso e também uma incubadora para recém nascido amarrada com ataduras. Ambos equipamentos encontram-se na UPA Santa Luzia. Ver abaixo.

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