Vozes: Por favor, ouça a nossa voz!

#paracegover – foto extraída de trecho do vídeo onde se vê um rádio antigo abaixo da imagem está escrito: E o que falta para as pessoas deficientes é oportunidade!

Repórter ABC / Luís Carlos Nunes – A atleta da natação Regiane  Nunes e o professor Lico Ferreira produziram um maravilhoso vídeo com o relato de pessoas cegas.

No material com 5:36 min, produzido em preto e branco, com recursos de áudio descrição, muita criatividade e com viés poético, é exposto aos olhos de todos, uma realidade que muitas vezes passa desapercebido: O olhar do cego na sociedade!

“Vozes”: Por favor, ouça a nossa voz! é um tapa na cara de uma sociedade cega que teima em não enxergar essa população numerosa que é marginalizada e segregada em seus direitos, muitas vezes julgadas como incapazes e coitados.

Os personagens são: Bacharel em Direito, Atleta Paraolímpica da Natação, Advogado, Estudante, Especialista em Rede de Computadores, Graduado em Letras, Cantora.

“Vozes”: Por favor, ouça a nossa voz!, é antes de qualquer coisa um chamado para a reflexão. Uma verdadeira provocação!

Se pensarmos que milhares de pessoas da sociedade possuem deficiência visual e outros tipos de deficiencia, engendramos diversos deslocamentos em relação ao sentido dominante, tão repetido e naturalizado, do que seja enxergar.

Afinal o que é enxergar?

O vídeo propõe romper com a crença de que as pessoas com deficiência visual são incapazes de apreciar o mundo das imagens, ou que não têm interesse em fazê-lo.

Para compreender isso precisamos entender que imagens e palavras são signos, símbolos. Sendo assim, ambas têm uma parte imagética, que se exprime por imagens, que revela imaginação, seja no signo em si, seja na imagem no plano das ideias, a parte interpretante dos símbolos.

Portanto, uma imagem valeria mais que mil palavras se compreendido que ela não é desfrutada apenas pelo sentido da visão, mas também pelo som, cheiro, toque, paladar e outras pistas sensoriais. Nesse contexto, a imagem relaciona-se à sensibilidade, bem como as próprias cores o fazem.

O vídeo proposto abaixo apresenta relatos de experiências de pessoas cegas que de maneira clara retratam as suas angustias e descontentamento em viver em um mundo onde as mesmas não são vistas.

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