Deputados articulam CPI para investigar declarações do ex-ministro sobre Bolsonaro. Moro confessou que pediu pensão ilegal para ser ministro

Parlamentares querem convocação do ex-juiz federal na Câmara para dar explicações sobre tentativa do presidente de interferir nas investigações da PF

O deputado federal Aliel Machado (PSB-PR) entrou com pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na tarde desta sexta-feira (24) para que a Câmara dos Deputados investigue as declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao deixar o posto.

A bancada do PSOL na Câmara também pretende convocar o ex-ministro para dar explicações no Congresso.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito deverá investigar os motivos que levaram o presidente da República usar da prerrogativa de seu cargo para finalidade pessoal, que é a proteção a investigações criminais”, disse Machado.

Pelo Twitter, Machado disse que é necessário investigação. “Entramos com o pedido de CPI para investigar as afirmações do ex-ministro Sérgio Moro sobre as tentativas do presidente de interferir na PF. As afirmações são graves e precisam ser investigadas”, declarou. O deputado aponta que “embaraçar investigação criminal” constitui crime, de acordo com a Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013.

Para o PSOL, “o Brasil assistiu perplexo à grave denúncia de interferência política do Presidente da República em investigações e inquéritos em curso conduzidas pela Polícia Federal, inclusive em trâmite no Supremo Tribuinal Federal (STF)”.

Em seu anúncio de demissão na manhã desta sexta, Moro listou uma série de crimes de responsabilidade que Bolsonaro cometeu ao longo de seu mandato na presidência da República. Ele ainda disse que Bolsonaro assumiu que queria interferir politicamente na PF.

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