Cargo de diretor da PF volta a contrapor Moro e Bolsonaro. Ministro pode ter pedido demissão

A permanência do ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro está incerta. O impasse começou depois de o presidente Jair Bolsonaro comunicar a Sergio Moro, nesta quinta-feira (23), que trocará a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo. Segundo os sites O Antagonista e da Folha de S.Paulo, o ministro pediu demissão após ser informado sobre a saída do auxiliar.

“O ministro não confirma o pedido de demissão”, respondeu a assessoria de Moro, sem, contudo, desmentir a informação, como costuma ocorrer nessas ocasiões.

Segundo fontes próximas ao ministro afirmaram que, se a troca realmente acontecer, Moro não deverá permanecer no cargo.

Um parlamentar ligado a Bolsonaro e ao ministro afirmou, sob condição de anonimato, que Moro pediu demissão, mas não soube informar se a decisão foi aceita pelo presidente.

Segundo o colunista Merval Pereira, do Globo a “irritação” de Bolsonaro se deve ao fato de que Valeixo manteve no novo inquérito aberto pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para investigar atos contra a democracia no último domingo (19), a mesma equipe que investiga fake news que atacam membros do STF. Esta última investigação aponta para o envolvimento do “gabinete do ódio” e de Carlos Bolsonaro no caso.

Para Merval, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ameaça se demitir “por sentir que perderá o poder que tem, e sobretudo o poder que acham que tem”. Ele ainda diz que Moro, se sair, só tem uma única opção: “sair atirando, para manter sua popularidade”.

O ministro da Casa Civil, Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, têm agora a missão de convencer o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a não sair do cargo.

Aguardem o desfecho e maiores informações.

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