População do ABC afrouxa isolamento social e risco de contaminação aumenta

Da Redação Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Todos os órgãos de saúde são unânimes em dizer que nesse momento de pandemia do novo coronavírus, a principal medida de prevenção é o isolamento social. Mas será que a população do ABC Paulista está levando isso a sério?

Na região, agências bancárias são vistas com longas filas. A mesma situação é presenciada nas casas lotéricas. Nas ruas dos centros comerciais, diversos vendedores ambulantes disputam a clientela vendendo frutas, verduras, temperos…

E nos bairros? Os relatos que nos chegam é de que os moradores não estão muito preocupados em ficar em casa. Bares estão sendo abertos, idosos – principal grupo de risco têm circulado livremente para bater  papo com os amigos, crianças – em suas comuns inocências -têm saído para brincar e aproveitar o tempo livre.

Em países muito mais bem estruturados que o Brasil, como a Itália e a Espanha, os riscos de contaminação também foram ignorados pela população e o que se vê hoje são milhares de pessoas mortas pela Covid-19.

Como será quando a doença se disseminar entre a população, especialmente os mais pobres e desprovidos de recursos financeiros e estrutura?

Como o sistema público de saúde vai lidar com centenas, milhares de doentes ao mesmo tempo?

É preciso tomar o exemplo dos outros países que foram duramente afetados pelo coronavírus e não repetir o mesmo erro. O momento não é de férias, precisamos ficar em casa para nos proteger e proteger a todos. Sejamos mais conscientes!

Conforme noticiou o Repórter ABC em 16 de abril, no ABC Paulista, leitos hospitalares e UTI’s já estão à beira de sua completa lotação.  As unidades de saúde naquela data já estavam com 70% dos leitos destinados ao coronavírus – ver aqui – ocupados. A cidade de Santo André anunciou mais de 80%. Ler clicando aqui.

Outro dado preocupante, são os números da letalidade na região do ABC pelo Coronavírus. A região tem em algumas cidades, médias maiores que o estado de São Paulo, que a região sudeste do país, que a média nacional e até mesmo que os Estados Unidos – epicentro mundial da doença – onde informações mais recentes apontam que o país já tem 41.114 mortes com 770.564 casos confirmados para coronavírus. Rever matéria clicando aqui.

O Japão, país utilizado recentemente como “garoto propaganda” por ter abolido a quarentena e orientado trabalhadores a retornarem as suas atividades laborais, passa por dura crise em seu frágil sistema hospitalar. Médicos japoneses alertam sobre colapso de hospitais. Ver matéria aqui.

O coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada por um novo vírus. Ele causa problemas respiratórios semelhantes à gripe e sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Como prevenção, lave as mãos com frequência e evite tocar o rosto e ter contato próximo (um metro ou mais de distância) com pessoas que não estejam bem.
A principal forma de contágio do novo coronavírus é o contato com uma pessoa infectada, que transmite o vírus por meio de tosse e espirros. Ele também se propaga quando a pessoa toca em uma superfície ou objeto contaminado e depois nos olhos, nariz ou boca.

Acompanhe a seguir, gráficos disponibilizados pelo Governo do Estado de São Paulo com os dados mais atualizados sobre os índices de isolamento sociais em 6 das 7 cidades do ABC Paulista. Segundo os dados, os maiores percentuais de adesão acontecem aos finais de semana. Segundo as autoridades de saúde, o mínimo ideal é 70% de isolamento e de população na quarentena.

O Repórter ABC faz apelos:#FiqueEmCasa #UseÁlcoolGel #LaveAsMãos, #UseMáscaras

Diadema

Mauá

Ribeirão Pires

Santo André

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

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