Amaury Fioravanti, ex-prefeito de Mauá morre aos 88 anos. Conheça sua vida e história

Da Redação Repórter ABC, com informação do Bastidor Político – Faleceu nesta segunda-feira (20), o ex-prefeito de Mauá, Amaury Fioravanti, aos 88 anos de idade.

A causa da morte ainda não foi revelada, mas a informação foi confirmada por pessoas próximas a família.

“Infelizmente perdemos o nosso professor Amaury Fioravanti. Faleceu por volta das 20hs30 em sua residência de insuficiência cardíaca. Sua chama apagou como uma vela. Devido às atuais circunstâncias do novo 19 não será velado. Vai ser cremado no crematório de São Bernardo às 10 hs. Em nome da família Fioravanti agradeço o carinho”, postou um familiar nas redes sociais.

Amaury Fioravanti foi prefeito por duas oportunidade em Mauá de 1973 à 1977 e de 1989 à 1992.

O Almanaque ABC fez um rico registro histórico de Amaury Fioravanti com relatos do próprio ex-prefeito, o qual reproduzimos na íntegra ou se preferir o leitor pode conferir diretamente na página clicando aqui.

História Política de Mauá: Amaury Fioravanti ex-prefeito de Mauá

Amaury Fioravanti
Mandatos: 01/02/1973 a 31/01/1977 e 01/01/1989 a 31/12/1992 
Gestões: 01/02/1973 a 31/01/1977 e 01/01/1989 a 31/12/1992
Relato do próprio Amaury Fioravanti.
Nasceu em Tabapuã, interior de São Paulo, em 08 de agosto de 1931.
Seus pais: Benedicto Fioravanti e Antonia Rosa da Silva.
Morava com sua família no interior, onde passou sua infância e juventude. Fez o antigo curso Normal, hoje equivalente ao Magistério.
Amaury casou-se em 03 de julho de 1955 com Carlota Carmona Fioravanti, também da região, e o casal mudou-se para Poloni.
O início de sua carreira como professor não foi fácil, e então deu aula em sítios no interior para que conseguisse iniciar sua contagem de pontos (experiência). Trabalhou numa Escola do distrito de Monte d’Ouro, à época município de Monte Aprazível. Surgiu-lhe a oportunidade de ser gerente de banco.
Amaury estava em dúvida: ser gerente do Banco Intercontinental do Brasil S.A. ou continuar como professor. Escolheu pedir licença na Escola, e também remoção para São Paulo. Como a licença demorou, e não queria perder a chance de se tornar efetivo no Estado, abandonou a gerência do Banco.
Foi à Capital à procura de Escolas com vagas, hospedando-se na casa de seus tios no bairro do Brás. Conheceu uma professora que indicou-lhe vagas em Mauá. Ele não fazia idéia da localização desta cidade, e a professora lhe explicou. Desembarcou do trem e foi indicado ao Viscondinho, onde finalmente conseguiu acertar sua transferência.
Em 18 de maio de 1961 resolveu ficar definitivo em Mauá, pois até então morava com os tios no Brás. Alugou uma casa no bairro da Matriz, a rua chamava-se Itaqui, hoje é denominada R. Padre Antônio Negri, e foi ao interior buscar sua família. A essa altura, seus filhos estavam com cerca de 3 e 4 anos, o mais velho é Fernando, e o caçula, Amaury Júnior.
Mesmo trabalhando como professor, que na época era permitido apenas trabalhar meio período, foi ajudante de farmacêutico, montou uma avícola e também um bar, aos arredores da atual Praça da Bíblia. Sua esposa e seus filhos sempre ajudando. Com o tempo, foi trazendo seus pais, irmãos, primos…
Passou a ser presidente da Associação Atlética Industrial, quando ainda tinha piscina na sede do Coke Luxe. Do Viscondinho, saiu para trabalhar no Antônio Prado Jr., que funcionava no prédio da Vidrobrás (Santa Marina hoje), dando aula também na E.E. Izilda Nascimento e na E.E. Maria Helena Colônia.
Amaury estudou Ciências Físicas e Biológicas em Mogi, e depois de muitos anos, voltou lá para estudar Direito. Começou sua vida política candidatando-se à vice de Ariocy Rodrigues Costa, mas essas eleições foram um pouco conturbadas para o partido ao qual pertencia, o MDB. Os componentes entenderam que podiam lançar três candidatos para o cargo de prefeito e de vice, e realmente assim o fizeram no que diz respeito ao prefeito, mas estavam lançando somente um vice.
Às pressas, lançaram outros dois nomes, mas com poucos dias antes das eleições, o juiz indeferiu as candidaturas dos vices. Candidatou-se a prefeito pela 1ª vez e perdeu, em 1970. Venceu as eleições, e exerceu o mandato de 1973 a 1977. Ficou afastado da Prefeitura por dois anos e voltou como Secretário de Educação. Tentou eleger-se a prefeito outras duas vezes, e conseguiu na última delas. Depois disso, tentou outra vez, mas perdeu.
Seu filho se interessou pela política. Foi vereador, e tentou o cargo de deputado. Não venceu e também não quis mais saber da vida política.

 

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