Nos bastidores da saúde, comenta-se de lista de demissões e descaso com a saúde do trabalhador

Da redação do Repórter ABC

Nos bastidores da saúde de Ribeirão Pires comenta-se que em meio a pandemia do coronavírus, há uma lista com oitenta nomes de trabalhadores ligados a saúde de Ribeirão Pires que deverão ser demitidos nos próximos dias. Na lista estão tanto trabalhadores locados na UPA Santa Luzia como também no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Algumas demissões já foram executadas, e segundo as informações vindas, os desligamentos estão acontecendo em sua maioria por motivações alheia ao mero exercício, tendo como pano de fundo a falta de engajamento político.

Pretende-se trocar o quadro por nomes mais afinados politicamente com vistas a uma grande coesão de pensamento eleitoral e que possa fazer ampla e irrestrita defesa do nome do governo combatendo adversários criando uma imagem de que tudo está funcionando perfeitamente na administração pública da Estância.

Há queixas de que a esforço concentrado por parte da Santa Casa de Birigui para desestimular os atuais colaboradores, onde atrasos de salário já aconteceram por algumas vezes e até mesmo em ação orquestrada e em plena pandemia do coronavírus, itens básico de segurança a exemplo de respirador de partículas N95, as populares máscaras estão sendo sonegadas aos trabalhadores da UPA Santa Luzia.

Corre em ambiente restrito a esses profissionais de que há argumentação de chefias na UPA quanto a uso restrito de máscaras e sobre a falta do EPI’s como medida de contenção.

“Peço que orientem o pessoal da recepção e controle de acesso com relação ao uso de máscaras, já fiz isso por diversas vezes e notei que uns compram e outros foi fornecida aí na UPA… Estamos em situação de contenção e fornecimento de máscaras deverá seguir o fluxo estabelecido conforme Ministério da Saúde”.

Segundo a Nota Técnica nº 04/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que recebeu atualização em 31 de março que apresenta “orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)”, entre outras coisas, detalha, por exemplo, que o uso de máscara cirúrgica deve ser feito apenas por pacientes com sintomas de infecção respiratória (febre, tosse, dificuldade para respirar) e profissionais de saúde e de apoio que prestarem assistência a menos de um metro do paciente suspeito de COVID-19 ou caso confirmado.

Como trabalhadores em atividade de risco, indiscriminadamente todos deveriam receber isonomia no tratamento aos invés de uns tantos terem que desembolsar recursos pessoais para a próprias garantias de saúde.

Há estresse e forte carga emocional entre os servidores da saúde, fato que não é exclusividade de Ribeirão Pires. Existem fartos relatos de omissão nos cuidados de trabalhadores da saúde em outras as cidades do ABC. Essa falta de atenção em que as denúncias estão acontecendo veladamente e em gritos silenciosos é preocupante uma vez que pedidos de afastamento estão acontecendo em números significativos e pode pode reduzir o quadro de profissionais que se encontram no combate ao coronavírus e ainda afastar outros de ingressas nesta importante luta pela vida.

Para acessar a Nota Técnica com as orientações atualizadas da ANVISA clique aqui.

Deixe uma resposta