Atletas paralímpicos do Brasil estão presos no Equador por causa do coronavírus

Da Redação do Repórter ABC com informações da Agência Brasil

Nove atletas e o técnico Antônio Luiz Duarte, da equipe de natação do município de Indaiatuba, interior paulista, tentam retornar de Quito, capital do Equador para São Paulo desde o último dia 21 de março.  Eles estão impossibilitados de deixar a capital equatoriana devido às medidas restritivas tomadas pelo governo local depois do agravamento da disseminação do novo coronavírus (covid-19).

A informação foi confirmada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na última terça-feira (24) que os paratletas são da natação paralímpica da ADI/APIN, de Indaiatuba, interior de São Paulo estão presos no Equador já que os voos foram cancelados por causa da pandemia do novo coronavírus. Os paratletas aguardam um avião da FAB para o seus retornos ao Brasil.

O grupo de nadadores está no país vizinho desde o dia 3 de março para treinar na altitude buscando resistência para aproveitar o Open de Natação Paralímpica, que ocorreria em São Paulo entre 26 e 28 de março. A competição era uma excelente chance para fazer o índice dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, mas foi cancelada pelo CPB, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde (MS).

Segundo reportagem da Agência Brasil – órgão de imprensa do Governo Federal – , a nadadora da classe S12 (para deficientes visuais), Raquel Viel, revelou que, depois do problema constatado, a equipe recebeu auxílio do consulado brasileiro em Cuenca. Já a Embaixada Brasileira em Quito, por meio de nota oficial em seu site, afirmou:

“Embaixada do Brasil em Quito trabalha ininterruptamente para atender os turistas brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que têm dificuldades de retornar para casa, em decorrência das medidas adotadas pelo governo equatoriano, e de outros países, para conter a propagação do novo coronavírus. Até o momento, estamos atendendo 125 pessoas, localizadas em diversas cidades do Equador (…) A Embaixada está em comunicação com os brasileiros e com parceiros locais para reunir nossos nacionais em Quito, de modo que, se e quando se confirmar o voo, todos estejam prontos para embarcar desta capital para o Brasil (…) Outro grupo que tem recebido especial atenção da Embaixada inclui nove paratletas, que estavam em Cuenca e se deslocaram para Quito, com apoio imprescindível do Cônsul Honorário do Brasil naquela cidade. A Embaixada está em contato permanente com diferentes companhias aéreas para certificar-se da viabilidade operacional de um voo para levar de volta ao Brasil os brasileiros que aqui se encontram e que não dispõem de voos regulares para seu regresso ao território nacional. As alternativas apresentadas pelas companhias aéreas foram encaminhadas a Brasília, onde um Gabinete de Crise, composto pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo, Embratur e Ministério da Defesa, avalia diferentes possibilidades de viabilização do mencionado voo”.

A atleta da natação Regiane Nunes, residente na cidade de Ribeirão Pires entrou em contato com a redação do Repórter ABC e disse que mantém diálogo regular com os seus colegas impedidos de sair do Equador.

“Tenho falado com eles e essa situação causa grande preocupação na comunidade paratleta uma vez que os mesmo se encontram em terras estrangeiras e precisam retornar o quanto antes para o Brasil. Eu espero que tudo isso se resolva o quanto antes”, disse Regiane Nunes.

Em áudio exclusivo, duas nadadoras relatam a situação em que se encontram naquele país.

Em uma das falas, é dito que foi informado ao que o Governo Federal prometeu buscar a comitiva, mas que ainda não há confirmação concreta quanto ao resgate. Ouça abaixo.

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