Bolsonaro abre crise institucional após fala feita pelo gabinete do ódio. Semana será quente na política nacional

Repórter ABC, com Informações do Estadão

Informações apuradas pela jornalista Jussara Soares do jornal O Estado de São Paulo – veículo de representação do pensamento conservador – e publicada na noite desta terça-feira (24) dão conta de que a fala de Jair Bolsonaro pegou de surpresa integrantes do Palácio do Planalto. O discurso, em que pediu o fim do “confinamento em massa” diante da escalada da pandemia do coronavírus, foi preparado no gabinete do presidente com a participação de poucas pessoas e em segredo. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), considerado o mais radical do clã e também integrantes do chamado “gabinete do ódio”, onde atuam assessores responsáveis pelas redes sociais pessoais do presidente e ligados a Carlos.

Segundo ainda as informações de bastidores, até o final da tarde, poucos auxiliares sabiam que Bolsonaro preparava uma declaração em cadeia de rádio e televisão. A decisão de falar à nação foi tomada após as reuniões com os governadores do Sul e do Centro-Oeste. A gravação foi feita à tarde.

No discurso, o presidente defendeu a reabertura do comércio e das escolas. Segundo ele, a imprensa foi responsável por passar à população da “sensação de pavor” e potencializou o “cenário de histeria.”

O presidente disse ainda que, caso e contraísse o coronavírus, ele não sentiria nenhum efeito dado o seu histórico de atleta. Bolsonaro viajou com ao menos 23 pessoas que receberam diagnóstico positivo para a doença. Há duas semanas, o Estado pede os resultados dos seus exames para covid-19, mas não obtém resposta.

Durante o pronunciamento, Bolsonaro foi alvo de panelaços em ao menos dez capitais. Após o discurso, as críticas ao presidente estiveram entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Em contraponto, o presidente do Senado e seu vice, Davi Alcolumbre (DEM) e Antônio Anastasia (PSDB) respectivamente emitiram nota pública em condenando o discursos ao qual classificaram de irresponsável.

“Não é momento de ataque à imprensa e a outros gestores públicos. É momento de união” e diz que “a Nação espera do líder do Executivo, mais do que nunca, transparência, seriedade e responsabilidade”, diz trecho da Nota. Ver aqui.

O jornalista Cléber Lourenço, colunista da Revista Fórum, em seu Twitter disse que nos bastidores das duas casas Legislativas da República “Há dias falam que os votos para o impeachment já estão garantidos nas duas casas. Hoje o Senado confirmou.

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