Nova lixeira de Ribeirão sem coleta regular obriga munícipe a depositar o lixo no chão. O material é armazenado de forma irregular na Secretaria de Infraestrutura

Imagens desta quinta-feira, 13 de fevereiro

As novas lixeiras instaladas no centro de Ribeirão Pires ao custo de R$ 380 mil não estão atendendo as expectativas de sua finalidade prevista.

A obra inaugurada em 1º de fevereiro com grande comemoração por parte do prefeito Kiko Teixeira, pelo vice Gabriel Roncon, secretários e servidores comissionados, já no dia da sua inauguração apresentou problemas técnicos, conforme pode ver – clicando aqui – no vídeo o equipamento eletrônico baixou de maneira desigual causando constrangimento.

O início das obras se deu em 14 de maio de 2019, e causou grande polêmica e transtornos a comerciantes e pedestres em função da grande demora de conclusão por erro de projeto e também pelo fato de que não havia empresa coletora habilitada para a coleta específica.

A demora da inauguração, segundo informações da prefeitura se deu em função de que não havia empresa habilitada e com caminhão adaptado para fazer a colete do lixo.

Desta vez, um novo capítulo! Em razão da grande quantidade de lixo despejada e a falta de regularidade na coleta, munícipes são obrigados a colocar os seus descartes ao lado do equipamento ocasionando mau cheiro. Junto a lixeira da rua Stella Bruna Cecchi Nardelli acumula água e tem forte cheiro de possível chorume.

Um pequeno caminhão é regularmente visto por populares recolhendo o material. O Repórter ABC recebeu imagens e vídeo onde o referido caminhão identificado como sendo de serviço prefeitura de Ribeirão Pires recolhe o lixo e leva para a sede da Secretaria de Infraestrutura. O local está sendo como posto de entreposto armazenando os diversos tipos de produtos e composições.

Veja o vídeo

Em consulta a um ambientalista, com profundos conhecimentos sobre resíduos sólidos, “A área onde se deveria colocar esse resíduos deveria ao menos ser coberta, ventilada, com acesso adequado e controlado para a entrada e saída dos resíduos e acesso restrito para pessoas não autorizadas. A sua base impermeável para impedir a lixiviação e percolação de substâncias para o solo e águas subterrâneas. Deveria haver uma área de drenagem e captação de líquidos contaminados para posterior tratamento. E por fim, os resíduos devem estar devidamente identificados, controlados e segregados segundo suas características de inflamabilidade, reatividade e corrosividade, evitando-se a incompatibilidade entre eles. Deve estar distante de nascentes, poços, cursos d’água e demais locais sensíveis. Não  atendendo  as  exigências da lei poderá  ser classificado  como  crime de poluição,  Lei 9605 de 1998”.

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