Análise: Em Ribeirão Pires pré-candidatos a prefeito buscam musculatura enquanto já há candidatura rifada

Com o início do período de pré-candidatura liberado pela justiça, os pré-candidatos já estão em plena atividade em busca de fortalecer as suas musculaturas com vistas as eleições de outubro deste ano.

Pela expressiva quantidade de aviso de chegada de mensagens no Whatsapp do Repórter ABC relatando movimentações, teorias da conspiração, previsões conjunturais, troca-troca partidário, e arquitetações, não é tarefa fácil uma leitura de Ribeirão Pires Seja no lar, no bar ou nas ruas, a cidade fervilha política.

É em meio a toda essa eferverscência toda que instigam análises, teorias, causos, futricas… quase todos são frutos de semeaduras  bem e mal intencionadas (a depender da tese que se defende).

Até o momento, Ribeirão Pires tem cinco nomes  que se colocaram a disposição para disputar o cargo máximo da Estância, sendo: Clóvis Volpi (Patriotas), Amigão D’orto (PTC), Gabriel Roncon (PTB), Flávia Dotto (PSDB), Marisa da Casas Próprias (Solidariedade) e Lair da Apraespi (Avante). Outros ainda podem surgir a exemplo do PT que ainda não definiu oficialmente se terá mandato no campo majoritário e o próprio PSB do atual prefeito Kiko Teixeira.

No ano passado (2019), o ex-vereador Renato Foresto, que até então era presidente da sigla na cidade, foi visto em conversas com diversas lideranças políticas. Foresto chegou a anunciar que o seu partido, o PT não teria candidato a prefeito e que trabalharia para eleger uma bancada forte de vereadores. A fala pode não se concretizar, pois os companheiros do PT estão se reunindo com relativa frequência para possivelmente (ou não), deliberar um nome.

O experiente Clóvis Volpi, além de ativo nas redes sociais, também está gastando a sola dos sapatos onde é visto com frequência em busca de um vice para compor chapa. Recentemente, Clóvis foi visto em uma movimentada lanchonete da cidade. O registro feito por observadores da política local que levantaram suspeita de que o ex-prefeito já teria encontrado o seu par ideal, mas que em verdade tudo não passou de mera atitude de consumidor que deseja estar em local comum e comer um lanche e tomar um suco.

Outro futuro postulante que vem sendo comentado é o vereador de primeiro mandato, Amigão D’orto. Este vem alavancando o seu nome fazendo duro trabalho de oposição ao atual governo fiscalizando e denunciando atos da atual gestão. Amigão foi o primeiro entre os atuais candidatáveis a apresentar-se como pré-candidato afirmando que o seu nome não é imposição e sim uma necessidade para a cidade. Visto em ocasião, em conversa em espaço público com o presidente do PL, Nonô Nardeli, fez acender a luz do candeeiro daqueles que presenciaram a conversa com relativa proximidade.

A caçula entre os pré-candidatos até esta data, Marisa da Casas Próprias também é citada por estar com a sua candidatura rifada. Segundo interlocutores, no início deste ano de 2020, o ex-secretário de infraestrutura, Julião Maria, atual presidente do Solidariedade foi visto em conversa numa popular padaria da cidade. Segundo as fontes, Amigão e Julião conversavam em tom médio. Com o encontro, despertou-se o diletantismo e uma das pessoas menos conhecida se aproximou e ouviu a intenção de colocar Marisa como vice de D’orto. Isso mesmo antes de se levar ao público a intenção do Solidariedade disputar o cargo de prefeito.

Outra conversa que corre nas ruas de Ribeirão Pires, é a retirada do Solidariedade das mãos do antigo presidente, Gildinho Roncon. O partido que realizou a sua 1ª Convenção Municipal em agosto de 2017, deixou de ser naquela data uma comissão provisória sendo elevada a condição de Diretório Municipal, teve troca de comando de forma chamativamente pacífica denotando acordo e entendimento para um plano B.

No seio do Paço, a situação é de indefinição uma vez que o prefeito Kiko já anunciou possibilidades de que não vai disputar a reeleição o que abriria espaço para que seu vice, Gabriel Roncon (que não abre mão da cabeça) tendo como sua vice a primeira dama da cidade, Flávia Dotto.

De fato, as eleições só começaram a ganhar contorno e formato após o período da janela onde a Justiça Eleitoral garante 30 dias para que vereadores possam trocar de partido sem a perda do mandato. O período, denominado “janela partidária” tem início no dia 5 de março e termina em 3 de abril de 2020.

*O presente texto é uma análise política baseada em informações de fontes e atores da política local de Ribeirão Pires não afirmando ou refletindo a essência de fatos.

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