Presidente da Petrobras defende combustíveis a preço de importação

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, fala sobre os resultados da empresa durante o ano de 2018.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendeu a política de preços paritários aos de importação. Ele quer que os brasileiros paguem preços equivalentes aos dos combustíveis importados, apesar da Petrobrás e do Brasil serem superavitários na produção de petróleo e de existir a capacidade técnica de refiná-lo internamente para abastecer o país com menores custos.

A reportagem da AEPET (Associação de Petroleiros da Petrobras) destaca que “das 25 maiores petrolíferas do mundo, 19 são estatais. Tanto as estatais quanto as multinacionais privadas estão fortalecendo seu posicionamento no segmento de Refino, Transporte e Comercialização (downstream). Segundo a Shell, o seu fluxo de caixa é suportado pela integração na cadeia, o que traz resiliência ao portfólio. De acordo com o relatório Shell investors handbook (2018), a empresa tem 21 refinarias em operação, capacidade de 2,8 milhões de barris por dia (bpd) e está ampliando sua rede de distribuição, com 44 mil postos com bandeira Shell no mundo.”

A matéria ainda sublinha a fala de Castello Branco: “ao tentar defender o Preço de Paridade de Importação (PPI) Castello Branco afirma:

“Em 2014 foram produzidos 181,6 milhões de barris de Gasolina A no Brasil, equivalente a 248,8 milhões de barris de Gasolina C (com 27% de etanol anidro). Em 2018, o mercado brasileiro de Gasolina C foi de 241,2 milhões de barris. Ou seja, existe capacidade instalada de se produzir no Brasil a demanda pela Gasolina C de 2018.”

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