Prefeitura de Ribeirão fornece remédio de alto custo e de uso continuado com data vencida

Foi registrado na manhã desta segunda-feira (2) na Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires um Boletim de Ocorrência onde o pai de uma criança de 7 anos de idade relatou que a prefeitura de Ribeirão Pires forneceu o remédio Venvanse – dimesilato de lisdexanfetamina – de 30 mg com data vencida.

Segundo as informações apuradas pelo Repórter ABC que acompanhou durante toda a manhã o caso na Delegacia, a criança é portadora de Transtorno de Déficit de Atenção (TDH) e necessita do medicamento de uso continuado e que o mesmo é classificado como de alto custo.

O responsável pela criança em função dos altos valores decidiu ingressar na justiça com um mandado de segurança para que a prefeitura de Ribeirão Pires fornecesse o medicamento Venvanse.

Conforme o registro policial, no dia 11 de outubro de 2019, foi parcialmente deferido em liminar para que o município fornecesse o medicamento pleiteado.

Desta forma, o pai da criança se dirigiu no dia 1º de novembro de 2019 até a UPA Santa Luzia para retirar uma caixa do remédio Venvanse, sendo que ficou marcado o dia 28 de novembro para a retirada de mais duas caixas.

De acordo informou o pai da criança na Delegacia, a primeira caixa que recebeu encontrava-se dentro da data de validade.

Em 28 de novembro, retornou até a UPA e recebeu a medicação com data vencida, sendo uma do lote 3162516A – fabricada em 10/2019 e com validade até 10/2019. A segunda caixa do remédio do lote 3160849B – foi fabricada em 09/2017 e tinha e venceu em 09/2019.

O pai, na Delegacia alegou que só percebeu que os remédios estavam vencidos quando foi ministrar a medicação a criança. Constatado o vencimento e diante a necessidade da criança, o pai que é ajudante de motorista acabou por comprar a medicação na farmácia.

Por fim, o pai disse que foi até a prefeitura para efetuar a troca do medicamento onde um funcionário ao qual não sabe o nome disse: “traz o medicamento aí”, mas não lhe foi informado se existia ou não o remédio para a troca.

Diante dos fatos o remédio ficou apreendido na Delegacia de Ribeirão Pires e o responsável pela criança foi orientado a comunicar o fato ao juizado da comarca da cidade.

O casa chegou na Câmara Vereadores, onde o vereador Rubão fez duras críticas ao governo do prefeito Kiko Teixeira e a secretária de Saúde, Patrícia de Freitas.

Já o vereador Amigão D’orto, autor de requerimento de convocação da titular da Saúde de Ribeirão Pires disse que “a situação esta difícil, fizemos requerimento convocando a secretária e está Casa rejeitou. Mas não é de se estranhar, pois; se a secretária não conseguiu achar um tomógrafo imaginem se encontrará o remédio”.

Deixe uma resposta